E agora, em quem votar no domingo?

      No próximo domingo, 18MAI, os portugueses que votam vão eleger a composição de um novo Parlamento de onde também sairá um novo Governo para todos os portugueses, mesmo para aqueles que não votam.


      Os portugueses em geral, e os Oficiais de Justiça em particular, desde logo aqueles que não estão presos a nenhuma entidade partidária ou conceção ideológica fechada, têm dúvidas sobre onde colocar a cruzinha no boletim de voto.


      Todos os partidos têm aspetos programáticos positivos e, ao mesmo tempo, têm outros menos apelativos, bem como todos possuem um histórico de atuações; de apoio e de desapoio dos Oficiais de Justiça.


      Por tudo isto, nestas eleições, a decisão não se torna fácil e clara, apesar de haver tanta proposta partidária.


      Nas eleições legislativas tem sido hábito que nesta página se realize alguma síntese sobre os programas partidários, designadamente, naquilo que à justiça diz respeito e, eventualmente, aos Oficiais de Justiça.


      Por falta de espaço e de hábito para grandes artigos, bem como de tempo, uma vez que é hoje o último dia oficial de campanha eleitoral, vamos a seguir apresentar uma síntese muito genérica das propostas para a área da justiça dos partidos que possuem assento parlamentar. Certamente que não ajudaremos muito os leitores a tomar uma decisão definitiva, porque esta é apenas uma pequena contribuição que poderá acrescentar alguma informação, que seja nova, para alguns.


      Todos os partidos abordam os temas do momento que creem que os eleitores preferem, desde logo o combate à corrupção e a morosidade dos tribunais e, nestes aspetos fulcrais, são muitos os pontos de consenso entre os partidos, ainda que ideologicamente afastados, como o combate aos megaprocessos e à consequente lentidão da justiça, o combate à corrupção, a valorização das carreiras ou até a redução das taxas de justiça. E o “slogan” da necessidade de fazer uma reforma da justiça é sempre transversal, indo ao encontro do sentimento geral fixado na mente da maioria dos eleitores.


      No que concerne à celeridade processual, a Aliança Democrática (AD) quer criar um grupo de trabalho com especialistas para elaborar um anteprojeto e ainda rever os prazos processuais de forma a garantir a sua efetiva aplicação e adequação, contribuindo assim para processos mais rápidos.


      Já o Partido Socialista (PS) quer apostar na simplificação dos processos e trâmites processuais e proceder à revisão transversal dos prazos judiciais, de acordo com a complexidade dos processos. O partido liderado por Pedro Nuno Santos pretende ainda repensar a necessidade de vários atos processuais em todas as fases e clarificar as formas de coordenação e os poderes hierárquicos da Procuradoria-Geral da República no âmbito do inquérito.


      Mais à direita, o partido Chega promete rever o regime de recursos, de modo a impedir a instrumentalização desta figura processual e promete implementar um plano de contingência urgente para eliminar as pendências nos Tribunais Administrativos e Fiscais.


      Já a Iniciativa Liberal (IL) quer garantir que o recurso para o Tribunal Constitucional tenha sempre efeito devolutivo, assegurando maior celeridade no sistema judicial. Entre as medidas do partido está ainda o reforço do cumprimento atempado das decisões contra o Estado e aprofundar a especialização dos juízos e nivelar a carga processual entre tribunais. Tanto a IL como o Livre pretendem reformular a fase de instrução.


      Com Portugal a descer quatro pontos na pontuação do Índice de Perceção da Corrupção 2024 da organização Transparência Internacional, abaixo da média da União Europeia, a corrupção é outro dos pontos em destaque nos programas eleitorais dos partidos.


      Se por um lado a AD quer prevenir e combater a corrupção com a regulamentação do “lobby”, perda de bens e reforço dos meios, por outro lado o PS pretende rever as regras sobre a conexão de processos de modo a evitar os chamados megaprocessos, como a Operação Marquês ou o Caso BES.


      Noutro sentido, o Bloco de Esquerda propõe a criminalização do enriquecimento injustificado com confisco de bens, a fiscalização do património e dos rendimentos dos titulares de cargos políticos e dos altos cargos do Estado, o alargamento para seis anos do período em que os ex-governantes não podem ser contratados por empresas do setor que tutelaram e a criminalização do recurso a serviços prestados por entidades situadas em territórios “offshore”.


      Já o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) quer aprovar a Estratégia Nacional Anticorrupção 2026-2030, regulamentar o “lobbying” e implementar mecanismos de “pegada legislativa” no Governo e Assembleia da República, bem como obrigar políticos condenados por enriquecimento ilícito a restituir 100% do valor indevidamente recebido.


      O PAN propõe ainda um reforço da eficácia da lei no combate à corrupção, a adoção de um quadro que simplifique os megaprocessos, incorporação de módulos específicos sobre integridade e combate à corrupção nos currículos de ensino, impedir empresas com sede em paraísos fiscais de receber apoios públicos ou benefícios fiscais e obrigar clubes da primeira liga a terem um portal de transparência.


      Por fim, o Chega quer reforçar os meios do DCIAP para combater a criminalidade organizada, reformar o sistema de apreensão, confisco e devolução ao Estado, criar o crime de enriquecimento ilícito e aprovar uma nova Estratégia Nacional Anticorrupção 2025-2028.


      A Iniciativa Liberal pretende também reforçar os meios técnicos de investigação nas áreas do crime financeiro, alterar o regime atual da declaração e registo de interesses e reforçar a aposta na prevenção de combate à corrupção.


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      No que concerne aos crimes, a AD quer julgamentos rápidos para crimes violentos ou graves, rever o código de execução de penas e medidas privativas de liberdade e implementar a nova ficha de risco de violência doméstica, para permitir identificar o risco efetivo de cada caso. A Iniciativa Liberal aposta no alargamento do prazo de prescrição dos crimes contra menores, até aos 30 anos da vítima.


      Por sua vez o Chega pretende rever o regime de prescrição de penas, nomeadamente relativamente a crimes contra crianças e económicos, proceder à revisão e endurecimento das penas relativas a crimes como a violência doméstica, introduzir a pena de prisão perpétua com possibilidade de revisão e combater a violência doméstica e sexual através do aumento das penas.


      Outro dos aspetos sublinhados nos programas eleitorais dos partidos é a redução das taxas de justiça. Se por um lado o Bloco de Esquerda quer a redução generalizada das taxas e custas processuais, por outro lado a Coligação Democrática Unitária (CDU) pretende extinguir as custas de forma progressiva. Ambos os partidos pugnam pelo alargamento dos critérios de apoio judiciário.


      Mas as medidas não se ficam por aqui. O PAN promete eliminar o agravamento de 5% sobre o pagamento faseado das custas; o Chega quer rever o regulamento das custas para tornar a justiça mais acessível e o Livre aposta na redução das custas, em especial nas taxas de justiça.


      No que toca às carreiras da área da justiça, a AD pretende continuar a revisão das dos técnicos de reinserção social e reeducação, administrador prisional e medicina legal e o PS quer assegurar a valorização de todas as carreiras que ainda não foram objeto de revisão.


      Entre as propostas está ainda a do Bloco, que quer recrutar e rever as carreiras e as tabelas remuneratórias dos órgãos de polícia criminal; as da CDU que aposta na revalorização da Polícia Judiciária e quer garantir a admissão regular de profissionais; e as do Livre, que pretende reforçar o número de profissionais de justiça e rever os regimes salariais e a progressão de carreiras.


      No campo das outras medidas para a área da Justiça, a AD pretende elaborar uma Estratégia para o Património da Justiça que promova uma gestão racional de todo o edificado afeto à área governativa da Justiça; Introduzir mecanismos de validação e controlo dos encargos com os honorários dos advogados no âmbito do apoio judiciário que permitam um pagamento mais célere e rigoroso; Criar um código de conduta no âmbito da Inteligência Artificial para as entidades da área governativa da Justiça; Elaborar uma Estratégia Digital para a Justiça, dotando-a de um novo modelo de governo para as tecnologias de informação e comunicação que promova a interoperabilidade e segurança dos sistemas, e que permita responder melhor aos desafios tecnológicos da Justiça.


      O PS quer garantir a interoperabilidade entre sistemas informáticos dos tribunais, da Administração Pública, incluindo entidades reguladores e entidades estrangeiras e internacionais, com vista ao acesso automático a documentos e informações relevantes; Utilizar mecanismos de automatização de tarefas de IA para apoio à submissão de documentos, pesquisa avançada, propostas de sumários, jurisprudência, gestão inteligente de atividades, sugestões de documentação a consultar, entre outras; Dotar o Ministério Público e os órgãos de polícia criminal dos meios, incluindo tecnológicos, para investigar novas formas de criminalidade, bem como para construir equipas interdisciplinares de magistrados de investigação criminal; Alargar a rede de meios alternativos de resolução de litígios existentes e alargar os julgados de paz a novas áreas do Direito.


      O Chega propõe assegurar a digitalização de todos os processos em todos os tribunais, incluindo o Tribunal Constitucional, e proceder a melhorias nas plataformas de submissão e gestão de processos; Alterar as regras de acesso à arbitragem na Justiça Tributária, de forma a que, em qualquer litígio em que esteja envolvido dinheiro público, o Ministério Público seja obrigatoriamente parte acessória, assim como assegurar que todas as decisões arbitrais são públicas e ficam disponíveis online; Rever o regime jurídico do acesso ao direito e aos tribunais, designadamente, revendo os critérios de acesso à proteção jurídica; Reverter as alterações impostas às Ordens Profissionais, garantindo a isenção do funcionamento das Ordens, a preservação dos seus atos profissionais e da sua autonomia.


      A CDU apresenta a criação de estruturas de apoio direto aos magistrados, quer destinadas a apoiar a prática de atos que não impliquem o exercício da função jurisdicional, quer em termos de assessorias técnicas multidisciplinares para apoio em áreas de maior complexidade; Melhorar a acessibilidade dos cidadãos aos serviços de registos e notariado, com a dotação de instalações condignas para a cobertura nacional adequada, com condições de celeridade na tramitação dos processos, bem como com a correção das disparidades salariais que subsistem ao nível das carreiras dos seus profissionais; Aumento e atualização anual do valor das remunerações devidas aos advogados no âmbito do acesso ao direito e apoio judiciário, a par de medidas de investimento na qualidade do serviço prestado aos cidadãos nesse âmbito, designadamente com a criação de condições para acesso a formação contínua nas áreas de preferência manifestadas pelos advogados inscritos; voltando a equacionar as condições de criação de um serviço público para a defesa oficiosa e o patrocínio judiciário; Criação de um regime de proteção social dos advogados, integrado na Segurança Social, que assegure o pagamento de pensões mas também proteção social nas eventualidades de doença, maternidade, invalidez, ou desemprego, com um regime de contribuições adequado e sem que daí resultem para a Segurança Social encargos decorrentes de desequilíbrios financeiros atuais ou futuros da CPAS.


      O PAN quer assegurar uma maior proteção do denunciante por via da revisão do Estatuto de Proteção do Denunciante; Garantir uma defesa do direito de acesso à informação através da gratuitidade do acesso à informação administrativa, atribuição de um caráter vinculativo às decisões da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos e da criação de um regime sancionatório para as entidades e pessoas que violem o direito de acesso à informação; Reconhecer o direito de isenção de custas judiciais aos trabalhadores sinistrados que intervenham nas ações emergentes de acidente de trabalho ou doença profissional; Assegurar o pleno cumprimento das medidas constantes do Pacto de Justiça de 2018 que estão por cumprir, como por exemplo a criação, nas comarcas ou agrupamento de comarcas, de equipas com competências para colaborar no processamento de instrumentos de cooperação judiciária internacional, incluindo competência linguística para tradução, ou a aprovação de um regime jurídico que enquadre a prestação de perícias por entidades públicas no âmbito do Departamento Central de Investigação e de Ação Penal.


      A Iniciativa Liberal pretende rever o Sistema de Acesso ao Direito e aos Tribunais, garantindo que o acesso à justiça seja verdadeiramente universal, justo e adaptado à realidade socioeconómica atual; Introduzir incentivos à boa gestão nas direções prisionais, premiando a redução de reincidência, a implementação de programas de reinserção com resultados comprovados e a eficiência na alocação de recursos. A gestão prisional deve ter autonomia operacional e orçamental crescente, condicionada à transparência e ao desempenho; Criação de uma plataforma digital única para todo o sistema judicial, unificando as atuais soluções eletrónicas das jurisdições comum e administrativa e fiscal; Criação de uma via de acesso direto à magistratura para juristas de mérito reconhecido e experiência relevante, validada pelo CEJ.


      O Bloco de Esquerda quer taxar a 100% a riqueza abusiva sem origem clara; Ex-governantes não podem ser contratados por empresas das áreas por que foram responsáveis; Fim dos Vistos Gold e fazer uma auditoria para avaliar os vistos dados; Tornar ilegal o uso de serviços prestados por empresas que estão em territórios “offshore”. As empresas com ligações a esses territórios não devem ter acesso a apoios públicos ou contratos com o Estado.


      O Livre estabelece uma melhoria do Sistema de Acesso ao Direito e aos Tribunais, nomeadamente revendo a tabela de honorários do patrocínio oficioso, assegurando o pagamento atempado aos defensores oficiosos e garantindo a qualidade do serviço prestado por advogados nomeados; Garantir o acesso digital direto das pessoas às peças processuais que lhes dizem respeito num portal que também apresente uma esquematização simplificada das fases processuais, com remissões para as leis que as enquadram; Criar o Plano Nacional de Saúde Mental em Centros Educativos e Estabelecimentos Prisionais, com o objetivo de promover a prevenção e o tratamento da doença mental em contexto de reclusão, designadamente através do cumprimento dos rácios recomendados de 1 psicólogo para 50 reclusos nos casos de abuso de substâncias e doença mental grave e de 1 psicólogo para 180 reclusos na população prisional geral; Propor a criação de um sistema de descontos para a segurança social integrado nos serviços realizados no sistema prisional.


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      Fontes: “Eco” e “Sapo”.

Comentários

  1. Bom dia,
    Foi com muito agrado que li o texto de hoje e que resume os programas políticos apresentados nestas legislativas.
    O Bloco quer taxar a "riqueza abusiva"(?) e estabelecer mais proibições (...), para os políticos e não só (não se pode enriquecer, é proibido, não se pode ter vida para além da política, é proibido, e é proibido talvez porque não se acredita nas pessoas e na sua seriedade, na ideia do BE é preciso proteger as pessoas delas mesmas, da adversidade da vida, impedir que se sujeitem a estes riscos (de corromper e serem corrompidas porque a carne é fraca). Mais um bocadinho e está ali, preto no branco, uma espécie de totalitarismo encapotado, em que somos - parecemos ser - todos iguais, e quem se quiser agigantar no pensamento, almejar ter algo mais na vida com o seu trabalho, o seu empreendimento é uma verdadeira utopia.
    O Livre, valha-me Deus, até tem algumas ideias boas, como a semana de 4 dias e tudo mais, mas, vá-se lá perceber porquê, foca-se em quem prevarica, em quem nada contribui para o bem comum, e não estava mal se se focasse também em quem trabalha  - um psicólogo para os reclusos ... descontos para a SSocial ... como se fossem uma espécie de contratados do Estado, quase como um "gulague" (sistema de campos de trabalhos forçados  na União Soviética, para criminosos, assim classificados os opositores ao regime, muitas vezes gerido como uma verdadeira empresa em que quando escasseava a mão de obra prendiam-se pessoas de forma arbitraria para manter a "empresa") .
    A IL, bem a IL é o que é, ao contrário do BE, tem uma fé tremenda nas pessoas, acredita na sua bondade, crente numa utopia de que cada um de nós cuidará de se e dos outros que o rodeiam e respeitará os seus limites de liberdade, quer um Estado minimalista em tudo, e isto apenas porque é descrente de uma das mais elementares ficções criada  pelo homem - o contrato social, em que as pessoas se auto vinculam às regras estabelecidas para permitir uma vida em sociedade.
    Eu gosto da liberdade, amo-a, mas não ao ponto de sacrificar tudo, a razão deve imperar à emoção, e há vidas que têm de ser acauteladas por terceiros, nomeadamente o Estado, porque eles próprios, porque desfavorecidos ou outra circunstância da vida, não são capazes.
    O Chega, nem vale a pena falar muito, em lugar de lutar por uma melhor fiscalização e controlo (dos subsídio-dependentes, políticos, etc.), para uma melhor inclusão, ostraciza tudo e todos, excluindo-os da sociedade. Não é assim que se constrói uma comunidade unida e íntegra. Para evitar crimes, é preciso um sistema em que as pessoas consigam realizar-se, pessoalmente e profissionalmente, e não tenham de enveredar por comportamentos desviantes para o alcançar - prevenir antes de punir e responsabilizar antes de proibir. Um governo assim seria logo acometido de espasmos que o levaria à sua própria desgraça. 
    A CDU, só porque apoia regimes autoritários e totalitários e sanguinários não me merece consideração alguma - é um mal menor e que é apesar de tudo preciso para um equilíbrio de forças políticas mas que é na minha ótica abjeto pelas suas amarras a uma forma de vida aprisionada ao passado.
    Aqui chegados, restam os dois partidos mais votados e que têm governado o nosso país e não é a despropósito, pois são ou costuma ser os mais moderados.
    Para nós Oficiais de Justiça é fácil de decidir - entre quem fez e nada fez, entre quem cumpriu com o que se comprometeu e nos andou a enganar anos e anos, colocando-nos numa situação extrema em que nos desclassificavam de forma generalizada, e pelo caminho queriam criar uma carreira com recrutamento externo, acima de nós, sabe-se lá com que intenção (se boa ou má).
    Entre quem faz acontecer, quem consegue decidir e aceitando erros na decisão providencia pelas correções, como parece ser o caso da atual MJ, mostrando-se disponível para dialogar e acima de tudo aceitar ouvir, merece da minha parte todo o apoio.
    Aqueles que nos faltaram ao prometido, que incumpriram as leis do Estado, sucessivamente, apenas por desprezo e desco

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  2. Bom dia.
    Como já tive oportunidade de referir aqui neste espaço nos últimos dias, naquilo a que apelidei de análise política, salvaguardas as devidas distâncias entre o meu amadorismo e um verdadeiro analista político autorizado nessa ciência, considero que os partidos do nosso espectro eleitoral que mais e melhor têm defendido as justas causas dos Oficiais de Justiça, não têm a menor representatividade parlamentar para alguma vez nos poderem vir a ser úteis.
    Ora, passando em retrospetiva as duas primeiras décadas e meia deste século, observamos à evidência que os partidos do bloco central que alternadamente têm vindo a constituir-se o arco da governação neste país, não só nada têm feito a prol da efetiva valorização da nossa carreira, como, outrossim, nos têm progressivamente vindo a destratar de tal forma que hoje por hoje a desconsideração já chega a assumir foros de ignominioso vilipêndio.
    E a tanto que já chega, pelo menos relativamente àqueles de nós que assim desconsiderados e ultrajados se vêm considerando na espuma do tempo, que é por isso que tenho vindo a afirmar que a única derradeira esperança que já nos pode restar em fim de percurso, será precisamente votar no Chega no próximo domingo, na medida em que será o único partido que ainda não governou o nosso país que previsivelmente sairá destas legislativas com representatividade capaz de melhorar as nossas vidas.
    Donde tenha dito que votar no Chega seria votar nos reais interesses da carreira, com um mínimo de possibilidade de vir a ver as eventuais medidas propostas por esse partido em nosso benefício implementadas, o que designei de votar pela carreira.
    Algo completamente distinto é que, já eu, pessoalmente, ainda não me sinto capaz de votar no referido partido e creio que nem nunca o chegarei a conseguir fazer, mas quem consiga deixar determinados princípios para detrás das costas, ah isso que sem dúvida que seria essa a melhor opção na defesa dos interesses da nossa carreira, ainda que depois nos pudesse vir a sair um tiro pela culatra, mas o desespero e a indignação de muitos de nós já é de tal monta que talvez estejamos enfim por tudo nos tempos que correm...
    E uma outra coisa é certa, infelizmente, tal o estado de absoluto desprezo e até enxovalhamento a que vamos sendo votados, há mais de 20 anos, não recrimino quem entenda no próximo dia 18 de maio ir por aí!

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  3. E as atas por fazer...

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  4. Ide mas é fazer as iatas!

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  5. és mais um lirico


    continua a votar nos mesmos, pá!
    és mais um pipi

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  6. Votarei chega, sem duvida e cag--------------
    para as vossas criticas!
    Cansado dos mesmos, e por culpa desses mesmos, irei mudar de balde.
    Criticai à vontade, aguento bem com vocês e com os vossos espelhos!

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  7. Parabéns ao Blog pelo excelente artigo. Em nome da carreira o meu muito obrigado. Como já referi anteriormente é de lamentar o silêncio do SOJ e do SFJ. Estamos no último dia de campanha eleitoral e os dois sindicatos não comunicaram aos seus associados que tipo de diligências foram feitas junto dos partidos políticos e quais as propostas destes para a carreira. Os oficiais de justiça vão às urnas sem saber o que foi feito pelos sindicatos (se é que houve algum contacto destes com os partidos políticos).

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  8. Politica e sindicatos tudo máfia

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  9. vergonha de sindicalismo

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  10. Votem AD e PS para que tudo continue a ser como é desde 1974.


     

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  11. Mas achas que alguem perde tempo a criticar burros?
    Tens respeito pelos pelos teus familiares que sofreram às mãos de regimes semelhantes aos que defendes atualmente?
    Tens respeito por aqueles que sofreram para que tu tenhas a liberdade de dizer a merda que acabaste de dizer?
    Tens hábitos de leitura, essenciais para que percebas a essencia humana e respeito pelo próximo?
    Concerteza que não, portanto simplesmente desaparece!

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  12. O que se passou na manif do 25 abril, com amigos vossos a bater em putos, não volta a acontecer.
    Estaremos preparados para os defender.
    Fascistas de m.....

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  13. Burro é quem te talhou as orelhas, mas não tem culpa de te ter criado sem valores.
    Não respeitas, por isso és o és.
    Vou à sanita para gente como tú!
    Fihinho do papázinho.
    uiui hábitos de leitura.
    cago de alto para quem não respeita opiniões diversas.
    mas repito a culpa não é tua é de quem te criou.
    Não gostas, engole que te custa menos e desaparece tu!

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  14. PS, PSD, continuem a gamar esta malta que gosta!

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  15.  A malta gosta da roubalheira,
    ponham os olhos na madeira, oeiras e outras zonas que tais


    A mim não me enganam.

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  16. Já que estamos nessa,


    por CHEGA!!

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  17. Totalmente errado.
    Não é assim certamente que se combaterão e, até eventualmente, se poderão vir a reconverter os cheganos.
    Já aqui o tenho dito e reitero, não consigo vislumbrar neste tipo de argumentos sem qualquer respeito pela opinião alheia qualquer centelha de democraticidade, com muita pena minha...

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  18. Vão-se todos catar, que eu não vou votar.
    País que aceita pacificamente um primeiro ministro que convive e usufrui dos rendimentos dum cartel que é em tudo similar aos da droga, posto que a adição ao jogo é tão ou mais grave na contemporaneidade quanto a dependência da droga, flagelo que corrompe as famílias portuguesas dia após dia, esse país está bem para os seus nacionais e eu só tenho é que continuar a divertir-me, pois graças a Deus - e ainda bem que sou agnóstico - nem família tenho com que me preocupar se me vão dar a banhada para a droga ou para jogar online.

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  19. Semeador de Caos16/5/25 14:25

    Pois eu cá acho que vou votar AD.
    Depois de meses a fio a ganhar entre 980 a 1060 euros, fui hoje consultar o meu recibo de vencimento e constatei que, apesar de ainda ter descontado a greve de 6 de março, vou auferir mais de 1400 euros, ah, sem dúvida que, oh, que maravilha, tenho mesmo que votar AD, afinal há quem ganhe muito menos neste país e indubitavelmente sou mesmo um privilegiado! 
    Por acaso, no meio disto tudo, só estranho é que os novos ingressantes, apesar de terem sido bafejados com o maior aumento da carreira e ainda serem provisórios, já estejam a fazer greves por todo esse país!...?

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  20. Joana Amaral Dias.
    Eu faço parte dos 18% de indecisos.
    Indeciso porque sinceramente não vejo nenhum que me agrade.
    Mais do mesmo, putos da linha, fans do Putin, fascistas.
    Nada me agrada.
    Por isso, alterei os meus critérios.
    Voto na "gaja boa".
    É um critério como qualquer outros.
    Sim, é chanfrada.
    Mas que se lixe.
    Antes numa chanfrada que em porcos fascistas.
    Abraço.
    Bom fds.

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  21. Recolector de Caos16/5/25 14:32

    Olhe que  não, olhe que não!
    Mesmo que não tenha família, um homem não é uma ilha, há-de ter amigos ou conhecidos, mormente nas redes sociais.
    Chegará o dia em que um amigo das redes, na prática perfeito desconhecido, o abordará para que lhe empreste 50 palhaços para uma aposta garantida

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  22. Cara de Sapo16/5/25 14:35

    Isso!
    No teu tempo nem tugias nem mugias!
    Aí de ti que ousasses como provisório aderir a uma greve por mais justa que fosse!

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  23. eheheh


    gosto dessas expressões 
    combater cheganos e reconverter


    não valeis mesmo nada
    hipócritas!

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  24. tugias e quê?
    mais um com saudades dos tiranos?


    força!

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  25. As expressões são minhas, e não tenho a mais pequena dúvida de que se os princípios fundamentais da democracia fossem cumpridos e levados à prática o Chega nunca teria tido razão de existir e só existe mesmo, e prolifera, porque os pseudo-democratas afinal são sujeitos falsos e individualistas.
    Motivo pelo qual, com muita reiterada pena minha, eu que me considerado um moderado democrata, sou obrigado a aceitar a existência de partidários do referido partido político e até a reconhecer-lhes alguma razão.

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  26. E ainda por cima esse tempo para a DGAJ não contava e para a grande maioria de nós continua em dívida.

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  27. Cara de Sapo16/5/25 15:05

    Saudades sim, pois é tão bom mugir e beber o leitinho diretamente da fonte!

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  28. Semeador de Caos16/5/25 15:14

    Eu vou-me fartar de  rir  com o Monteverde a ter maioria absoluta com a IL.
    Deveras. Com os tiques autocráticos mais recentes do bicho perante os jornalistas e perante o parlamento que provocaram este ato eleitoral recusando prestar esclarecimentos aos portugueses em nome da "família" - um dos 3 efes -.
    Só não sei bem é se posso falar assim em termos tão desrespeituosos neste blogue, porque afinal o homem, apesar de andar presentemente em campanha, ainda o anda a fazer enquanto primeiro ministro, e usa os outros ministros todos em ações de propaganda eleitoral e tudo, por isso não sei se irei ser preso por causa deste comentário.

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  29. Pena é ser casada e eu já estar à beira da sexagenariedade.
    No mais não é bem chanfrada, diz o que pensa e muitos outos pensam e só não dizem por não ser politicamente correto.

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  30. Semeador de Caos16/5/25 15:33

    Olha, por falar nesse antro, ainda bem que a maioria das formações passaram a ser online.
    De cada vez que ia lá à DGAJ, aquela m@rda até me dava vómitos.
    Aqueles pisos estão pejados de vendidos, colegas que se escapuliram da azáfama dos tribunais para a pasmaceira do ramerrame daqueles semi-outdoors.
    E nós no nosso irrisório quotidiano a trabalhar com tanto défice de recursos nas unidades orgânicas...

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  31. Gajo do Vinho16/5/25 15:45

    Boas.
    Peço imensa desculpa, ao fim deste tempo todo, por não estar a participar ativamente, mas depois de tanto tempo sem greves tive que recuperar tudo o que não bebi nestas últimas semanas, e a verdade é que, hic, neste momento, hic, já não me sinto capaz de dizer coisa com coisa, hic, tal foi a magnitude da recuperação que tive que fazer, HIC!!!

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  32. Somos sete num juízo.


    No dia de hoje estão a trabalhar dois.


    Acordo tão bom!


    CHUPAI! 

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  33. Culpem os partidos do costume, pela existência dos outros, mais nada, são esses partidos do costume os culpados!


    acordem!

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  34. para 


    Muito bem apreciado!
    Muita gente se vende a troco de trocos
    tristes

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  35. Eu gosto das fascistas

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  36. Sim, esses 5 fizeram greve por convicção, claro.
    Se achassem o acordo bom iam trabalhar, claro.
    Ide dar banho ao canídeo com essa conversa!

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  37. Nunca votei PSD, mas atendendo à importante reforma da carreira em curso, ao trabalho feito por esta Ministra e aos  excelentes acordos celebrados, que dignificaram e salvaram a carreira, acho que merece o nosso voto de confiança.

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  38. Não só teriam ido trabalhar hoje como possivelmente lá iriam amanhã ou domingo dar umas horitas de borla ao patrão caso andassem satisfeitos e se achassem reconhecidos.
    Tem alguma dúvida?

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  39. Sim, tenho, muitas!

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  40. Estás a rir mas tb lá vais votar neles.
    São os maiores!😜

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  41. 18,29:
     Vê-se falta de informaçāo porque a ex-Ministra não é candidata  a ser chefe de governo e dizer que merece o nosso voto de confiança é abuso do bom senso e discernimento dos colegas.É alguém infiltrado que por aqui anda, como as contas falsas de um outro partido.
    A falta de ética e o atrevimento subsequente nāo serão esquecidos. A Spinunviva é assunto que irá sempre envergonhar quem nāo foi transparente. Os votos nāo irão branquear quem de imediato nāo disse toda a verdade e no futuro devem vir  surpresas.
    A figura ilustre e digna existente no PSD para nos governar eventualmente, é apenas e novamente a mesma?
    Que esperar de novo na governação? Só dúvidas.

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  42. Eu nunca votei chega, mas dado o acordo, votarei agora. 

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  43. Muito bem camarada. Viva Estaline e Lenine, esses grandes defensores do povo e da liberdade. Avante camarada. 

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  44. NOS 50 ANOS ANTERIORES ERA UMA MARAVILHA. OS TRIBUNAIS AO SERVIÇO DA DITADURA FASCISTA COM MUITA CENSURA  PARA NÃO SE SABER NADA DE QUEM ROUBAVA O ESTADO.  

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  45. Chega de roubar o Estado!  E antes dos telemóveis tanto telefone das secretarias judiciais que era usado e abusado para tratar de assuntos privados ( década de 80 década de 90, 2000... ) Sempre era menos uns trocos na conta do telefone de casa. Bom dia de reflexão senhores oficiais de justiça!    

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  46. És um tangas, um lírico!

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  47. Quem, com mais de 20 anos de carreira, nunca foi para o tribunal ao sábado e/ou ao domingo ou pelo menos não ficou lá horas e horas ao longo dos anos após as 17 sem que ninguém lho exigisse?

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  48. Só se o seu Secretário andasse a dormir e não pedisse fatura detalhada.
    No meu tribunal apanhámos a empregada da limpeza que era imigrante e gastava balúrdios a ligar para o país de origem.

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