O risco de ficar sem fôlego

      Foi com assombro e desassossego que conseguimos ler até ao fim o artigo de opinião do ainda presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), ontem publicado no Correio da Manhã.


      Em título anuncia-se: “Risco de regressão” e ao longo do artigo vemos como é grande a preocupação de António Marçal com a situação dos magistrados do Ministério Público e o seu Movimento Anual, com o qual se pretende que, em face da falta de magistrados, estes possam acumular funções diversas, perdendo a especialização, perda essa que se considera ser uma regressão e ainda diz o seguinte:


      «(…) solução insustentável, injusta e ineficiente. A economia de recursos não pode justificar o desmantelamento silencioso da Justiça. A especialização não é luxo; é condição de um sistema que se quer justo, célere e ao serviço dos cidadãos.»


      Exatamente quem diz isto é um dos subscritores do acordo com o Governo em extinguir as duas carreiras dos Oficiais de Justiça (Judicial e do Ministério Público), que constituía uma especialização, bem como a extinção de, nada mais nada menos do que oito categorias, trocadas por novas duas, em que cada uma delas continha também uma especialização.


      Diz Marçal:


      «Mais grave ainda, levanta fundados receios de que esta lógica de polivalência se estenda às secretarias, com a redução de oficiais de justiça ou, pior, com a imposição de que o mesmo funcionário coadjuve em simultâneos magistrados judiciais e do MP.»


      E é isto que conseguimos ler, embora sustendo a respiração, pelo impacto do espanto, mas com a sorte do artigo ser curto, o que nos permitiu inflar os pulmões com ar novo oxigenado pouco tempo depois.


      A preocupação do ainda presidente do SFJ é manifestada contra a deliberação do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP):


      «A deliberação do CSMP que determina o mais recente movimento de magistrados do Ministério Público, publicada a 4 de junho, prevê a colocação de procuradores em simultâneo nas áreas cível, criminal e de família e menores. Esta solução parece ignorar o valor da especialização e compromete a eficácia e qualidade da resposta do MP, em clara contradição com o desígnio constitucional de um Ministério Público autónomo, especializado e eficaz.»


      António Marçal tem toda a razão, do princípio ao fim do seu artigo, em cada palavra e em cada vírgula; não reside aí o espanto. A estranheza advém da falta de comparação, ou da falta de memória, relativamente àquilo que – recentemente (não foi assim há tanto tempo, foi há pouco mais de 3 meses) – subscreveu, e que permite que suceda aos Oficiais de Justiça, agora com toda a facilidade, precisamente o mesmo que critica que pode suceder aos magistrados do Ministério Público.


      No artigo de opinião, diz ainda Marçal assim:


      «Em vez de reforçar estruturas, abre-se caminho ao agravamento da desorganização e ao desgaste dos serviços.»


      Exatamente, tem toda a razão, pena é que só veja esse “agravamento da desorganização e desgaste dos serviços” nos outros e não na sua própria causa.


      Evidentemente que isto nos leva a cogitar por que razão existirá esta dualidade na visão do subscritor daquele acordo que põe fim a uma carreira para criar uma nova contendo o tal “risco de regressão” que dá título ao artigo.


      E perguntamo-nos: É uma nova opinião, ou preocupação, só agora surgida com a análise daquela magistratura? Ou a preocupação já existia e o acordo, afinal, foi uma mera venda, ou compra, a troco de uma remuneração imediata, ou algo imposto, um acordo que não o é realmente? São estas dúvidas que nos assaltam desde ontem de manhã, bem cedo, quando lemos aquele matutino, como o fazemos a cada quarta-feira.


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      O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) reuniu cerca de 1200 assinaturas numa carta com abaixo-assinados que representam cerca de 75% de elementos daquela magistratura.


      O abaixo-assinado foi entregue ontem e nele se considera como “desconcertante e ruinosa a gestão de quadros” levada a cabo pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).


      O SMMP vai ainda mais longe e afirma que, caso não haja uma inversão do anunciado no Movimento, não descarta o recurso à greve, afirmando que "ao arrepio das declarações públicas sobre a matéria e das conclusões do estudo elaborado pelo Observatório da Justiça sobre as condições de trabalho dos magistrados do MP, o CSMP decidiu desferir a machadada final nas já parcas condições de trabalho".


      O Sindicato dessa magistratura refere que o CSMP, "por desconhecimento ou com intenção", optou por "ignorar ou desconsiderar o direito a uma jornada de trabalho com um limite máximo de horas, ao repouso, ao descanso semanal e a conciliar o trabalho com a vida familiar".


      Em vez de "abordar frontalmente, e de uma vez por todas, o problema da falta de magistrados", o Conselho Superior do MP "optou por encobrir este problema, transformando tribunais especializados em tribunais de competência genérica e, assim, destruindo a especialização e institucionalizando a precariedade".


      E não têm dúvidas de que o CSMP "formalizou um enorme aumento do volume de serviço, tornando-o, em muitos casos, incomportável", transformando "acumulações de serviço remuneradas em acumulações forçadas, sem qualquer compensação".


      O SMMP conclui que se estas condições se mantiverem, como o fim da especialização, terá como consequência inevitável "o afastamento das novas gerações no ingresso desta nobre função pública, com o agravar sistémico do problema já existente".


      Os Oficiais de Justiça percebem bem este problema dos Magistrados do MP, uma vez que sentem na sua própria pele o mesmo problema, quando, pela falta de pessoal, acabam por ser pau-para-toda-a-obra e, para além daquilo que vivem no presente, não perspetivam nenhuma melhoria futura, bem pelo contrário, pois o rumo dado à carreira vem nesse mesmo sentido da polivalência ou multivalência, isto é, no sentido da descaracterização e da precarização das funções.


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      Fonte: Reprodução do artigo do Correio da Manhã nas páginas do SFJ: “SFJ Recortes de imprensa” e “SFJ Facebook” e ainda uma notícia na plataforma “Sapo.pt”.

Comentários

  1. Um OJ a caminho do inferno12/6/25 08:43

    Atitude hipócrita e enganosa do ainda malfadado presidente do SFJ. Arrasou a carreira presente e futura dos OJ e agora preocupa-se com o que ajudou a criar para os OJ ainda que os destinatários do artigo sejam outros? Este comportamento e  atitude são inqualificáveis. Muita desonestidade intelectual. Mais isso não é novidade para ninguém.

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  2. João Gomes12/6/25 09:17

    É típico de muitos portugueses, preocuparem-se mais com a casa do vizinho do que com a sua. Depois também típico, é o  engraxar e lamber as botas.

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  3. Santa ignorância!
    Um grupo de pessoas atira-se a construir um texto de carpintaria (não faltam "machadadas" e "pregos" na carta) e todos encarneiram como se o ali escrito fosse inteiramente correto e de forma acrítica vê-se o costumeiro seguidismo. Enfim é a mania de suportar posições e opiniões sem as escrutinar.
    Acredito que uma boa parte dos assinantes não acredita na verdadeira mensagem do texto.
    Vejamos de forma perfunctória,
    - O art.º 81.º n.º 6 da LOSJ, possibilita a agregação de juízos .
    - O art.º 84.º n.ºs 1 e 3 da mesma LOSJ, estabelece um quadro mínimo e máximo.
    - O art.º 87.º n.º 3 da LOSJ refere que os magistrados do MP podem exercer funções e mais que um juízo (...) conferindo-lhes apenas direito a ajudas de custo.
    - Nos ternos do art.º 8.º n.º 4 e 5 do ROFTJ, o quadro pode ser alterado (dentro do quadro máximo fixado) sendo que o quadro de cada comarca é um "quadro único"  (vg. n.º 2 - primeiro segmento -  do citado art.º 8.º) e pode ser alterado na sequência da revisão trianual dos (VRP).
    Posto isto, por acaso alguém atentou aos VRPs de cada serviço que sofreu alterações? Por acaso alguém se interrogou que se calhar faz sentido a agregação/acumulação?  Por acaso alguém se inteirou sobre o que verdadeiramente estava em causa e o que estava e está em causa é tão só e apenas os lugares de efetivos que ninguém quer perder mas também o alargamento do âmbito funcional em função dos VRPs que, adivinho, esse ninguém quer ter. 
    Acho que toda a gente se precipitou e adivinho que a posição sobre o assunto será contundente no sentido da reafirmação do decidido, pontualmente com alguns ajustamentos, mas descobrindo os reais motivos que levaram a esta reação impulsiva que a haver razão (e admito podem ter razão no que defendem) nunca justificaria uma tal missiva.
    O senhor Marçal, como sempre, mete-se nos assuntos que não domina porque, admitamos, verdadeiramente nunca se preocupou com eles. Tenho para mim que tratou muito bem da sua vidinha e foi isso que o motivou nas funções que exerceu.

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  4. Começo por onde o texto termina, pela "
    Então eu, que exerci funções no MP durante anos, que era ao mesmo tempo funcionário da Central do MP e da secção de processos, onde juntava pepéis, realizada diligências e cumpria despachos, não só nos inquéritos como nos processos administrativos, ITEs, etc., envolvendo todas as matérias e mais algumas. No judicial passei por uma unidade central, de processos (genérica e especializadas) e pelo JIC, envolvendo diversas matérias (cível, família, criminal, etc.) e nunca ninguém se preocupou. E isto aconteceu antes e depois da reforma de 2014.
    Agora vêm dizer que se está a acabar com a especialização? que especialização? se esta era escassa antes (lembro, entre outras, das varas cíveis e criminais e dos juízos cíveis e criminais, mas lembro também que o mais comum na manta judicial deste país eram as secções de competência genérica)  e se agora só acontece pela circunstância ou pelo acaso uma vez que integramos o quadro único de uma comarca/núcleo sem especificação de secção ( a distribuição obedece apenas a rácios) 

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  5. O SMMP que o leve para as suas fileiras, já !!
    É que há inúmeros colegas que trabalham já com inúmeros procuradores e cuja vida pessoal e saúde vêm sendo afetadas de forma irreparável exatamente por causa disso.
    Que se diexe de preocupar com quem foi especializado por decreto, com inerente considerável aumento de salários, muitos sem fazer ideia das funções que exercem ou demonstrando incompetência gritante para os lugares que ocupam e que se não fossem os funcionários ao seu lado, já tinham os serviços ido abaixo.
    Aos OJ´s, querem generalizar, versatilizar funções e retirar competências. Aos magistrados, especializaram-nos por decreto.
    Vivemos claramente a era do ridículo, da ausência de bom senso e sentido de missão.

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  6. Anónima da hora do chá12/6/25 10:20

    O homem que deixa como legado a destruição da carreira de OJ. A pergunta fica: se perder as eleições, regressará aos Tribunais ou irá para "assessor" no partido?!

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  7. Mas não há qualquer incongruência, pois Marçal sempre se autoconsiderou mais num plano magistratural do que propriamente num nível funcionarial.

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  8. Marçal = Carlos Almeida


    Solução, deixei de ser sindicalizado.

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  9. Tem toda a razão, isto não passa de alarmismo bacoco, provocado por uma reação corporativa, já que pelos vistos a acumulação poderá não trazer acréscimo remuneratório.
    As pessoas deixaram de ser pensantes para ser seguidores.
    Os "loucos conduzem os cegos".
    Sinais dos tempos e a merda do resultado das última eleições traduz isso.

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  10. E os quadros das secretarias?
    nada!!!


    ok, quando ficar sozinho na minha secção vou  de férias prolongadas.


    é cgar para quem caga para mim

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  11. O Marçal o quê?????
    OTÁRIOS

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  12. Só me apetece dizer: o homem é verdadeiramente patético!
    Destrói a carreira a que pertence e vem mandar bitaites relativamente a carreiras que o ignoram em absoluto, a ele e á carreira que devia representar e destruiu.

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  13. Interessa-me saber do que me diz iminentemente respeito, ou seja, interessa-me saber em que estado, e qual o calendário, das negociações para a revisão (final) do estatuto!...


    Seria bom que A. Marçal e C. Almeida informassem sobre isso!


    Também gostava de saber o que vai acontecer quanto ao "apagar" do tempo de serviço, como prevê o DL.


    E ainda não percebi quais as formas de luta previstas para que nos seja concedido a "recuperação" dada aos professores!


    ISTO SIM, É IMPORTANTE!

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  14. A culpa não é do senhor. Quem o andou a alimentar estes anos todos? E quem vai agora alimentar o seu antecessor? Este último tem uma grande lata, passados estes anos regressa, palpita-se-me que é para administrar o dinheiro da formação.
    OTÁRIOS...

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  15. Comentário das 11h58: subscrevo, principalmente na parte em que se fala da recuperação de tempo de serviço como nos professores! Faz orelhas moucas a este tema...

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  16. Pessoal da Lousã, é isto que vos espera:


    UM VERDADEIRO ARTISTA!


    Boa sorte!

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  17. Esta é seguramente a maior das pérolas publicadas por Marçal desde a assinatura do acordo que este realizou com o Governo, sobre o qual começa a ser seguro afirmar que os Sindicatos não mediram devidamente as nefastas consequências daí resultantes para a carreira dos OJ. Marçal está a prazo, porém, a herança que deixa é atroz, com a destruição da carreira e a sua transformação num verdeiro inferno laboral. Agora pugna pela especialização e pelos direitos dos outros, algo que destruiu no seio dos seus pares, convertendo os OJ num bando de trabalhadores indiferenciados sem qualquer visão de futuro.

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  18. Até fico emocionada com tanta preocupação que o Sr. Marçal, um dos coveiros da classe, demonstra para com os Magistrados do MP... Pena que, até hoje, não se tenha preocupado nada com os colegas dele... A não ser com ele próprio evidentemente

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  19. IMPORTANTE para mim é saber QUANDO É QUE OS EVENTUAIS DEVOLVEM O DINHEIRO!!!

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  20. o dito fernando jorge não fez melhor e já não se lembam
    que legado deixou? anos a fio?

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  21. Não inventem.
    Tirando a extinção da categoria de Secretário, que podem "agradecer" aos eternos litígios em curso, esta reestruturação da carreira só peca por tardia.
    Já devia ter acontecido há anos!
    Qual era a visão de futuro que tinha e deixou de ter?Enfim.....

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  22. Não estou a entender nada, então os Magistrados do MP também pagam quotas ao SFJ? 

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  23. Cidadão 722612/6/25 15:47

    Isso é que era!

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  24. Boa tarde.
    Gostaria de introduzir um tópico novo e que ainda não vi discutido.
    Será que um dirigente sindical tem total legitimidade para fazer acordos que claramente lesam uma carreira e trabalhadores?
    Ou seja, será licito alguém (embora mandatado) prejudicar os trabalhadores que representa?
    Será que esse acordo não poderá ser questionado, quiçá judicialmente?
    Gostaria, se fosse possível, que o Administrador deste blog, a quem agradeço e louvo o seu trabalho, pudesse dissertar um pouco sobre esta questão.
    Cumprimentos.

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  25. UI TEMOS PANO PARA MANGAS

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  26. A categoria de adjunto sempre tinha meia dúzia de escalões para percorrer.
    Este aumento, que nem sequer é assim nada tão por aí além para a maioria dos oj, pois todas as carreiras especiais que andavam em luta a par connosco levaram 300 paus limpos, este aumento, tirando as atualizações salariais que acontecem naturalmente todos os anos mas que já sucederiam de uma maneira ou de outra, será um aumento para sempre para a generalidade dos que têm mais de 50 anos... 

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  27. Será que um mandatário com poderes especiais tem legitimidade para prejudicar um seu constituinte?

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  28. Claro que pode ser questionado judicialmente:
    Todos ficaram a ganhar mais,
    Acabou a disponibilidade permanente, 
    Equipararam pessoas com o nono ano a licenciados,
    Qualquer juiz com dever de zelo manda reverter isto tudo.

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  29. Numa carreira em que metade dos trabalhadores têm como principais objetivos obter regalias para si e tudo fazer para lixar a vida à outra metade, ainda reclamam que os sindicatos não prejudiquem ninguém?
    Esse índice de hipocrisia está um bocado alto, não?

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  30. Não, claro que não! Seria contra natura!


    Quem tem poderes especiais é para os usar "positivamente" e não contra o mandante!

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  31. Estamos bem lixados com estes sindicatos, principalmente o SOJ.
    A única porcaria que fazem é meter ações em tribunal, exigir à Dgaj que as cumpra e depois dar os atos administrativos aos advogados para analisar e descobrir mais qualquer coisa, para meter mais umas ações, e por aí adiante, peixinho de rabo na boca.
    Entretanto os associados vão tendo os seus orgasmos consoante percebem que o colega do lado foi prejudicado e eles não.
    Miséria de gente, vão mas é trabalhar!!

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  32. Marçal, por seres um bom companheiro das Magistraturas e da tutela e se as gentes da Lousã não te quiserem ver nem pintado de ouro?!


    Não te esqueças que no COJ há sempre um lugar para ti!
     

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  33. Isto realmente é uma comédia.
    Segundo percebi o rol de acontecimentos dos últimos anos, o SOJ interpôs recurso para que a execução da ação dos secretários abrangesse todos os candidatos.
    A Dgaj decidiu nesse sentido e agora diz que entregou ao departamento jurídico ( desconhecia a existência deste ) para analisar o despacho?
    Isto de querer jogar em dois tabuleiros tem muito que se lhe diga.

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  34. É óbvio que os Ilustres Auxiliares não podem ser todos equiparados a Adjuntos. Isso está mais que garantido que não pode ser sequer admissível.
    O Escrivão/ Secretário que cair nesse erro estará a cometer uma infração muito grave,que não poderá deixar de ter as necessárias consequências 

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  35. Ui, que medo!👽

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  36. 300 paus limpos???? Algum dia... ????????????????? fale com os bombeiros, forças de segurança e militares... E atente bem na resposta que lhe dão. Já li queixas de que os aumentos líquidos foram parcos...

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