As propostas do PS que nem demagogia conseguem ser

      O Partido Socialista (PS) divulgou ontem aquilo a que chamou de "Uma agenda para a Reforma da Justiça", apresentando 15 propostas "por um sistema de justiça mais eficiente, mais transparente e mais acessível, aos cidadãos e às empresas", conforme se lê na informação política.


      E inicia assim o PS a sua informação:


      «Inicia-se hoje, 1 de setembro, um novo ano judicial.»


      E só por este início se vê bem como quem elaborou as propostas não percebe nada do que está a abordar, apenas lançado as larachas mais comuns sobre o assunto com uma visão externa e ignorante da realidade do sistema judicial.


      Não, não se iniciou ontem, 1 de setembro, nenhum novo ano judicial.


      E, curiosamente, sempre foi este partido que, chegado ao Governo, sempre alterou, precisamente, o início do ano judicial para que o início correspondesse ao primeiro dia de janeiro, enquanto que o PSD/CDS-PP, este, sim, é que alterou a norma para que o ano judicial voltasse a começar em setembro, voltando o PS a janeiro, tal como ainda agora se mantém e se mantém desde o primeiro dia de janeiro de 2017, já lá vão quase 10 anos, desde que o PS aprovou a lei em 2016 para voltar a colocar em janeiro o início do ano judicial.


      A segunda frase da informação do PS é a seguinte:


      «A Justiça é hoje uma das maiores causas de desconfiança dos cidadãos nas instituições democráticas.»


      Note-se bem: segundo o PS, a culpa da maior causa de desconfiança dos cidadãos nas instituições democráticas é da justiça. Não, não é dos políticos, nesses todos confiam, já nos tribunais, parece que ninguém confia, em face de dois ou três processos controversos e mediáticos, ignorando-se os milhares (milhares) que diariamente existem e se concluem, embora sem qualquer visibilidade mediática, motivo pelo qual se consideram inexistentes, como se só existissem aqueles dois ou três mediáticos que caracterizam a justiça e anulam os demais milhares.


      Ora, se a primeira frase da comunicação do PS era errada, a segunda aprofunda o erro, pelo que, perante tanta asneira, já não valerá a pena continuar a analisar o texto.


      De todos modos, vamos fazer menção a apenas aqueles aspetos que se relacionam concretamente com os Oficiais de Justiça.


      As propostas do PS sobre os Oficiais de Justiça são as seguintes:


      «Revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça garantindo a valorização de carreiras e uma efetiva capacitação dos funcionários para os novos desafios da organização judiciária.»


      O que é que isto quer dizer? Nada!


      «Introdução de um novo modelo de organização e funcionamento das secretarias judiciais assente em procedimentos desburocratizados e suportados em ferramentas tecnológicas» e estas ferramentas estão indicadas assim: «forte aposta na digitalização e nas ferramentas de IA (Inteligência Artificial), com transparência algorítmica e proteção de dados.»


      Se a IA é o Santo Graal da justiça, no ponto seguinte dá-se uma no cravo e outra na ferradura, com a IA e o reforço dos meios humanos e o planeamento plurianual de recrutamento de trabalhadores.


      «Reforço e capacitação dos meios humanos e técnicos das secretarias judiciais, especialmente com recurso a sistemas informáticos e ferramentas digitais e com planeamento plurianual de recrutamento de trabalhadores.»


      E ainda:


      «Introdução de um modelo de gestão das secretarias judiciais orientado por objetivos processuais, gestão de recursos humanos e orçamentais, e com mecanismos de monitorização e avaliação de mérito.»


      Nem sequer ousaremos chamar isto de demagogia, uma vez que esta atuação política é tão rasca que nem sequer chega aos calcanhares da demagogia e só enganará quem quiser deixar-se enganar.


      Quem quiser perder tempo a ver a totalidade das ditas propostas apresentadas pelo PS, pode aceder às mesmas através da seguinte hiperligação: “Partido Socialista”.


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Comentários

  1. Anónimo2/9/25 08:52

    Triste sina.
    Mais do mesmo.
    Rosinhas deixaram serviços  públicos  todos  estoirados.
    Falta de funcionários  em todo  lado.
    Conservatórias  e outros serviços  fechados, sem pessoal.
    Quem fica, não  aguenta o dito burnout e mete baixa. E vêm  falar em avaliação  de quê?


    NOJO

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  2. Anónimo2/9/25 09:03

    politicos de merd.....

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  3. Anónimo2/9/25 09:11

    Bem arrasado o arrazoado, Sr. Articulista.
    Não é que acredite mais nos atuais ou deposite alguma esperança nos que se perfilam para lá chegar não tardará muito, mas esses aí é que já tiveram mesmo tempo mais que suficiente e todas as oportunidades que mereciam e já provaram tudo o que tinham a provar.

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  4. Anónimo2/9/25 09:20

    É só treta, tudo treta!


    As reformas da justiça começam e acabam quase na sua totalidade por mudarem alguma coisita no estatuto dos juizes, que redunda e justifica quase sempre novos aumentos salarias, para gáudio dos mesmos, assim se fazendo inteira e sã justiça!


    Todo resto, a existir, é de somenos importância.


    Não tenho idade nem paciência para tretas! ...

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  5. Anónimo2/9/25 09:44

    Bom dia,
    Estas férias li um livro muito interessante que vi recomendado pelo físico e professor universitário e tem como título "como pensar melhor" e subtítulo "encontrar sentido num mundo sem sentido".
    De facto a recomendação valeu muito a pena e não se perde nada em ler o referido livro, pelo contrário, recomendo vivamente a sua leitura. 
    Uma das conclusões escritas refere que muitas das vezes tendemos a escolher o lado pela identidade (partidária, política, etc.) que temos e não tanto com base em factos ou provas dadas. Muitas vezes refletimos apenas as opiniões dos grupos sociais a que pertencemos apenas pelo êxito social, pelas melhores relações e uma vida mais fácil.
    Enalteço por isso o texto de hoje porque nele se percebe o completo vazio de ideias de um dos maiores partidos que nas últimas décadas e durante o maior tempo da nossa democracia (vão mais de 51 anos) nos governou.
    De facto a última Ministra da Justiça dos governos do PS, Dra. Catarina Sarmento, tinha uma crença tão grande nos algoritmos e na A.I. que obliterou a parte humana (os sistemas não funcionam sem uma componente humana que deles retire as suas potencialidades).
    De tal sorte que deixou completamente descapitalizados os serviços sob a sua tutela (falo do Técnicos da DGRSP, os oficiais do registo/IRN/Conservatórias, os Guardas Prisionais, não esquecendo obviamente os Oficiais de Justiça).
    Fomos constantemente esquecidos e pior que isso completamente destratados e desconsiderados em todos os sucessivos governos como é bem demonstrativa a proposta de revisão do nosso estatuto representada pela Dra. Van Dunem com a desclassificação generalizada dos - de todos os - oficiais de justiça e sem qualquer melhoria salarial ou outra (a ideia predominante era um corte abismal nas chefias que propunham ser em comissão de serviço - seja de Secretários ou de Escrivães - e o nível dois para os restantes sem grandes expetativas de carreira.
    Tenho uma opinião muito pessoal sobre o assunto e sobre as diversas tentativas de partidarização da justiça de que é bem exemplo o que se passa no Tribunal Constitucional (o sentido das decisões varia consoante o maior ou menor número de pessoas indicadas pela esquerda ou pela direita).
    Como é bem referido esta proposta do PS só demonstra uma coisa: há muito boa gente que não percebe nem quer perceber dos assuntos que decidem e das consequências das suas decisões, foi assim a propósito da emigração (a dos ricos com os vistos gold e a pobre com a declaração de interesses) e da habitação impactada por aquela.
    Se houver alguém minimamente inteligente e que atente aos factos, às provas demonstráveis, perceberá que neste aspeto, infelizmente, a Direita moderada (falo do PSD) é a única que parece interessar-se com as reformas necessárias - mal ou bem não fica como um burro no meio da ponte, decide fazer e avança, mesmo que mais à frente haja necessidade de adequar e ajustar o decidido. 
    Se pudesse escolher como nas eleições autárquicas - o presidente da CM e o presidente da Assembleia Municipal - de forma autónoma, no MJ votaria sempre em governos reformistas sendo certo que noutros assuntos não seria assim.

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  6. enganado há muito2/9/25 09:44

    Muito boa análise. Nada de novo  nas propostas políticas a que já estamos há muito habituados. Será que não valia a pena transmitir o teor deste artigo ao PS? diretamente ou através dos nossos ilustres sindicatos? para que os partidos se habituem a deixar de mandar bitaites sem saber do que falam.

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  7. Anónimo2/9/25 10:15

    Há uma palavra que é forte mas que classifica aqueles que prometem e não cumprem - mentirosos e aldrabões é o que se costuma usar para assim os classificar.
    Na última década, privilegiou-se as cedências aos Autarcas, com a afamada proclamação da "Justiça mais (+) próxima" ao mesmo tempo que se criaram muitos lugares para magistrados e melhor remunerados, mas com cada vez menos funcionários - estes foram completamente esquecidos!
    Com as constantes proclamações de valorização da carreira propuseram afinal uma revisão do estatuto que nos desclassificava de forma generalizada, cerceava todas as possibilidades de fazer carreira sem qualquer contrapartida ou compensação e abria a porta à entrada de Técnicos Superiores para chefiar a "carneirada", obviamente sendo os cargos  ocupados em comissão de serviço como é típico de gestões à medida em que muitas das vezes se ascende pelas feições ou pertença a um determinado grupo.
    A crença da Sra. Dra. Catarina Sarmento na A.I. foi tanta que as versões  mais recentes do Citius (Magistratus e MP Codex) continuam praticamente estagnadas e com poucos avanços  - sendo certo que permitem outro tipo de organização processual e a desmaterialização de processos falta muito para se lograr o avanço no auxílio ao magistrado (falo das bases de dados de legislação, doutrina e jurisprudência).
    É certo que muitos dos automatismos gerados com recurso aos algoritmos vão permitir uma evolução gradual da tramitação processual com redução da intervenção humana (o funcionário passará a assumir cada vez mais o papel de gestor de trâmites processuais) todavia, esta intervenção tenderá a ser cada vez mais qualificada (como saber quando parar a evolução do trâmite e identificar uma vicissitude que a obste se não se compreender o íter (caminho) processual?).
    Por outro lado a desumanização das decisões tenderão ao seu enviesamento, se aquelas decisões se suportarem em bases de dados que constituem em si mesmas repositórios de decisões anteriores (sejam boas ou más) seria como que passar a vigorar a regra do precedente (como sucede nos EUA) e consubstanciaria  um retrocesso - as decisões seriam acéfalas e tenderia a refletir a mesma posição sobre os temas jurídicos abstraindo-se dos factos e da prova levando ao cometimento dos mesmos erros que eivaram as decisões anteriores.
    As decisões judiciais não se baseiam em meros silogismos jurídicos ou correspondem a formulações incontestáveis ou meras  operações aritméticas (sopesando a prova) - embora as ferramentas informáticas possam prestar um auxílio extraordinário (pensemos no resumo das bases de dados jurídico documentais, da prova carreada para o processo, na avaliação do comportamento humano de uma testemunha e na análise da veracidade do seu depoimento com recurso a dados biométricos - como seja a transpiração, a temperatura corporal, a dilatação das pupilas ou a tensão arterial, ou até na tradução de documentos ou converter conteúdo de áudio ou vídeo em texto escrito).
    Se realmente houvesse uma intenção séria nos assuntos da justiça o texto referido no tema de hoje sobre a proposta do PS seria bem diferente e abordaria questões tão importantes como aquela que nos diz respeito sobre os principais eixos de transformação e a consequente demanda que nos será feita no futuro para corresponder às exigências e dar uma resposta cabal, com incremento de eficiência e qualidade da mesma. 

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  8. Anónima da hora do chá2/9/25 10:24

    Se há partido político em Portugal que deveria ter vergonha de falar em Justiça é o Partido Socialista. 
    Lidas as "propostas", percebe-se facilmente que é para f**** os OJ, indiferenciando as funções. Obrigado, Marçal, pelo contributo para isto! 

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  9. Anónimo2/9/25 10:30

    Só encontro uma palavra: VERGONHA.

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  10. Anónimo2/9/25 10:55

    Não obstante o ano judicial não coincidir com a data, c-ficaria sempre muito bem aos sindicatos que nos representam a todos (sindicalizados e não sindicalizados) que se nos dirigissem uma palavra neste (re)começo após férias judiciais de Verão.
    São muitos os assuntos que nos interessam e as informações de agosto, sendo muito pertinentes,  importariam notícias sobre um eventual desenvolvimento nomeadamente quanto ao movimento extraordinário a realizar e o concurso a encetar após este.
    Depois, acho que decorreu tempo suficiente para opinarem sobre os futuros quadros das secretarias, e em antecipação ás propostas da tutela, oferecer um contributo que, porventura, as possa influenciar positivamente e não ficar à espera de propostas eventualmente absurdas para reagir.
    É fácil elaborar sobre o tema - seja partindo de rácios (magistrados versus funcionários) seja partindo de competências e conteúdos funcionais (o serviço de uma Procuradoria é diferente de um DIAP, assim como uma secção criminal é bem diferente de uma secção cível e por aí fora) e dos afamados VRP (métrica que serve também para orientar a alocação de recursos e a distribuição de tarefas entre os funcionários).
    É vital a formação sobre as virtualidades e potencialidades das ferramentas do Citius (entre outras a gestão de atividades e os processamentos em lote/ ou em massa e gestão da pasta de receção assim como a criação de pastas pelos magistrados e gestão dos textos automáticos e despachos em massa).

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  11. Anónimo2/9/25 11:33

    Ou seja, é o PS de sempre, com um conjunto de palavras bonitas para, no fim, ficar tudo igual. Mas também podia ser o Psd

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  12. Anónimo2/9/25 11:40

    No que toca ao uso de IA, não se aprumem, não !!
    Deixem-se ficar a dormir, agarrados a dogmas e a evitar sair da zona de conforto.
    Há dezenas de setores que já deveriam ter sido beneficiados pelo uso de IA, na Justiça!

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  13. Anónimo2/9/25 13:42

    è mesmo nojentos

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  14. Anónimo2/9/25 13:49

    Por mim podem mandar-me embora.
    Deixaria de sustentar rendimentos minimos, casas de tratamento de drogados, etc


    E comida não falta.
    Venha a IA!


    Viva a IA!
    quem tem medo de ficar sem o seu emprego de escravo, que fique com ele a qualquer preço!

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  15. Anónimo2/9/25 14:27

    Cambada de políticos de meia tijela , sempre á procura de tachos ! Tenham  vergonha e façam alguma cois de jeito ! Só letra para incautos, ingenuous e tolinhos! Bom só para os magistrados ! Há dias saiu uma noticia das reformas na CGA , pois aquelas que compreendiam valores superiores a 5 0000,00 € eram quase todas relativas a jubilados da magistratura! E esta hein ! Pois para estes Exmos Srs. vale a pena viver e reformar se neste cantinho à beira mar plantado ! Para estes SIM!!!!

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  16. Anónimo2/9/25 14:43

    Eu vou ficar na minha zona de conforto!


    Muito se fala de AI, mas ainda não vi nada! Nada!


    Falo do que vou seguindo diariamente nessa area!


    Mais uma coisa, a bolha AI está quase a rebentar, e é bom que quem possuir ações dessas empresas as ponha à venda (estou a falar de OpenAI, Nvidia, XAI, Meta etc).

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  17. Anónimo2/9/25 14:44

    Coitadito do PS e naquilo se transformou!


    Uma fábrica de demagogia reles e fraca ...

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  18. Anónimo2/9/25 15:21

    Tanto é assim que até o setor da justiça já iniciou esse processo.
    Dou-lhe um exemplo: o assistente de pesquisa inteligente do Diário da República que se chama "LIA" onde pode pesquisar resultados sobre a área laboral.
    E igual aplicação estará na forja para ser incorporada no Citius e auxiliar o magistrado na decisão a proferir.
    Também nos balcões de atendimento virtual - para quê uma deslocação ao Tribunal se pode ser colocada a questão através dos meios telemáticos mesmo que a resposta seja temporalmente desfasada é muito mais vantajosa - temos o exemplo o e-balcão da AT - até porque fica registada (a informação não é só de "boca") e evitam-se faltas ao trabalho e gastos na deslocação.
    Depois imaginemos um processo típico: -  entra uma ação que, não sendo de apreciação liminar, segue o seu trâmite com a citação; esta uma vez concretizada pode conduzir a uma revelia (com as suas vicissitudes: operante ou inoperante e absoluta), a uma passividade do réu (junta procuração e nada faz) ou ao exercício da defesa. em função do caminho tomado o sistema consagrar automatismos que façam evoluir o processo no seu trâmite de forma automática, até ao saneamento ou mesmo à decisão final se for o caso.
    O futuro não deixará de ter em conta esta possibilidade.
    Por isso interessa o foco na nossa (re)qualificação para a preparação da resposta que nos vai ser solicitada no futuro.
    Para isso seria interessante saber quais os eixos de transformação - e sobre isso nada se sabe!
    Hoje, na maior parte das nossas cidades, o varredor de rua já não anda de vassoura na mão. Ou conduz um veículo automatizado ou opera uma máquina de aspiração e as suas competências têm de ser outras (até pelos riscos da mecanização do serviço e da manutenção dos equipamentos).
    Aqui pelos tribunais está-se - na cabeça de muita gente - na pré-história, tudo vai à martelada da mesma forma que os "trogloditas" o faziam no tempo das cavernas.

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  19. Anónimo2/9/25 15:45

    E nas entrelinhas desse livro não conseguiu ler que falta experimentar o Chega?

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  20. Anónimo2/9/25 16:21

    Volta Sócrates estás perdoado.
    Com tanto cromo incompetente que está na AR, acompanhados dos macacos acéfalos cheganos, votava Sócrates sem pestanejar.
    Sem dúvida o melhor PM pós geração Soares.
    Ninguém é perfeito.

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  21. são tomás de Aquino2/9/25 17:35

    Foi na justiça, como na habitação, como no combate aos incêndios, como na (des)regulação da imigração, etc.....
    Tantos anos no poder e...... nada. Agora é que se lembram de Santa Bárbara.
    Tristes momentos em que escolhi tal partido para votar.

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  22. Anónimo2/9/25 18:41

    when you make a wish you better be careful what you wish for

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  23. Rainha dos Andarilhos, Algálias e Arrastadeiras2/9/25 18:49

    Parece estar tudo bem encaminhado, sem dúvida.
    Mas, e os operadores, quando é que dão entrada na clínica..., já têm as consultas todas marcadas, de rejuvenescimento?

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  24. Cara de Fuinha2/9/25 18:54

    Qual?
    Agora fiquei confuso!
    Só faltou a Saúde e ainda ficava pior...

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  25. Anónimo2/9/25 19:06

    Nem fale nisso.
    Mais uma vergonha internacional para o nosso país, em particular para a nossa justiça.
    Maiores acompanhados - segundo o advogado de defesa, com diagnóstico irreversível - sob julgamento.
    Continua a chacota global sobre o estado de direito português.
    E, já agora, parece que mais uma vez ocorreu uma falha técnica no decurso dum julgamento mediático, segundo constou das notícias, uma hora de interrupção devida a falha no sistema de gravação.

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  26. Anónimo2/9/25 20:17


    Não fazes a mínima ideia do que falas e nem estou a falar de investimento financeiro.
    Mass no entanto, usufruis todos os dias da intervenção direta ou indireta de IA.

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  27. Anónimo2/9/25 21:06

    Concordo com o comentador na parte de Sócrates. Políticos,  alguns,  nāo se comprometem muito.O mandato vai decorrendo e é por vezes como um emprego.
    Sócrates nāo foi isso e daí nova maioria,  a seguir a uma maioria ABSOLUTa.O povo ordenou com o seu voto porque  na altura as pessoas do interior não foram esquecidas, hoje que falam tanto em coesão.As SCUTS foram o elo de ligação ao litoral.
    Tinha plano para 10 barragens, para mais energia elétrica e armazenamento de água, que tanto falta no interior, em muitos verőes.Passos Coelho não o prosseguiu.O Simplex terminou com muita burocracia.Ou seja, tinha uma visão de progresso a longo prazo.
    Como beneficia da presunção de inocência e os Tribunais funcionam, é confiar na Justiça, mas lembrar sempre aquilo que de bom e com os seus 2 governos , fez pelo País .
    Votava Sócrates sem pestanejar.🌐

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  28. Anónimo2/9/25 22:33

    Como não me apetece falar de política 


    Digo-vos que hoje li umas palavras escritas pelo Dr. Carlos Almeida, presidente do SOJ e não sei porquê pensei que estava a ler


    O VERMELHO E O NEGRO, DE STENDHAL


    Não vos conto a história, porque ainda não consegui acabar de ler

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  29. Anónimo2/9/25 23:36

    Dizes saber mais do que eu! Vais na treta das grandes  corporações N. Americanas?! Já me deixei disso e tirando o Hassabis e mais dois ou três é tudo máfia. Vamos ver a quem o tempo dará razão.

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  30. Sandra Madruga3/9/25 07:56

    A questão é que as escolhas que fazem não "atacam" somente quem as fez.  Haja paciência para tanta falta de clareza. Com papas e bolos se enganam os tolos. Com todo o respeito mas há muito falta de clareza. E assim seguem aqueles que palavras bonitas têm para os ouvidos menos atentos se seliciarem....

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  31. Anónimo3/9/25 09:12


    Exatamente!!
    Mas os velhos do Restelo querem tudo como aprenderam há trinta anos!!
    A mudança deixa-os fora do atual contexto, perdem mordomias e status!!

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  32. Anónimo3/9/25 11:16

    2/9, 19:06:
    Sim, realmente temos de pensar que é estranho um incapaz ( na anterior designação)  estar a ser julgado, sendo que, o Ministério Público também com intervenção acessória nesse processo de maior acompanhado,  ao mesmo tempo está agora em julgamento a defender a acusação ao ora arguido.Se a lei é omissa tem de ser alterada e junto do Tribunal Constitucional também o MP deve colocar a questão.
    2 horas de interrupção foi o que ouvi à noite: só vergonhas...para nós todos e inquietação para os pobres dos colegas que estão com a tarefa.

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  33. Anónimo3/9/25 13:01

    Não se preocupe com isso.
    O país não vai ficar nada mal visto porque, a seu tempo, será tomada a decisão certa.
    Estão só, como de costume, a tentar ganhar o tempo da justiça para ver se conseguem descalçar a bota de fazer o julgamento sem a estratégia inicial.

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  34. Anónimo3/9/25 19:49

    Saúde? Eh, eh, eh.
    Nessa área este governo é uma máquina!
    Vinte e tal VMERs apareceram de repente esta tarde no Elevador da Glória.

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