A habilidade das reuniões técnicas de aprofundamento estrutural, mas, pasme-se, sem peso negocial
No artigo ontem aqui publicado expúnhamos as considerações da presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), publicadas no artigo de opinião do Correio da Manhã, e recordávamos, contrastando-as com as promessas efetuadas durante a campanha para as eleições internas do SFJ.
Abordámos novamente a questão da falta de comunicação, tal como o fizemos recentemente pelo silêncio sobre a reunião do passado dia 30OUT, que apenas esta página divulgou, e apelávamos a que a reunião de ontem, também não anunciada, não fosse pelo mesmo caminho, terminando o artigo assim: “Por isso, espera-se que hoje, já hoje mesmo, as palavras nunca se possam considerar palavras vãs ou meramente demagógicas.”
Esse “hoje”, foi ontem, que era o dia de uma nova reunião, tendo o SFJ compreendido que os Oficiais de Justiça não querem, embora gostassem, de ver tudo exposto em-pratos-limpos, mas um mínimo de respeito e consideração, com um mínimo de comunicação. É o mínimo!
Tal como ontem dissemos: “convém não confundir a reserva da informação sobre as relações negociais com as relações e obrigações sindicais para com os Oficiais de Justiça. São coisas diferentes que não devem ser confundidas nem misturadas.”
A nota informativa que o SFJ ontem disponibilizou aos Oficiais de Justiça não aborda todos os aspetos tratados nas reuniões, nem todas as posturas e intransigências que constataram, no entanto, essa mesma nota possui a virtualidade de vir perante os Oficiais de Justiça prestar contas e informando daquela reunião de 30OUT e, bem assim, da de ontem 13NOV.
Não gostamos nada da desculpa para a ausência de informação sobre as reuniões com o alegado eufemismo de que se trataram de “reuniões técnicas”. Então as outras não eram técnicas? Eram o quê? Serviram para quê? Serviram para mais do que estas? Ou estas serviram para o mesmo do que aquelas?
«Esta reunião, à semelhança da realizada no passado dia 30 de outubro, consistiu num modelo de debate técnico, onde se aprofundaram aspetos estruturantes da revisão (ingressos, promoções e avaliação), mas não detinha, em si, peso negocial.»
Vejam bem: “debate técnico onde se aprofundaram aspetos estruturantes” do Estatuto como: “ingressos, promoções e avaliação”, mas sem importância nenhuma, isto é, sem “peso negocial”.
Alguns Oficiais de Justiça não prestam atenção nenhuma a estes quiproquós, limitando-se a convir que são técnicas e, por isso, sem peso negocial, não careciam de ser comunicadas aos Oficiais de Justiça.
Se se aprofundam aspetos estruturantes, sejam eles quais forem, isso não é algo sem peso para a carreira e só será algo verdadeiramente sem peso; sem peso negocial, caso não haja negociação nenhuma e tudo esteja já perfeita e tranquilamente alinhado e acordado.
Tal como atrás se disse, não gostamos mesmo nada da desculpa para a falta de comunicação da reunião, não necessariamente pela desculpa em si, mas por aquilo que ela pode representar, ou indiciar, em termos de factos consumados que podem vir a ser apresentados novamente.
E continua a ler-se na nota informativa:
«É neste contexto de responsabilidade institucional, mas sem abdicar de nenhuma das exigências apresentadas, que o SFJ participa nos trabalhos técnicos. A nossa presença é tática e vigilante, visando garantir que nenhuma solução venha a comprometer direitos adquiridos ou a desvirtuar os compromissos que, ao longo dos últimos anos, foram assumidos perante os trabalhadores da Justiça.»
Afirma-se que há uma “responsabilidade institucional”, mas essa responsabilidade institucional deve ser, antes de tudo o mais, para com os representados Oficiais de Justiça; essa é a primeira das responsabilidades e seria irresponsável; seria uma irresponsabilidade que assim não fosse.
Lê-se ainda na nota informativa que «o SFJ tem reiterado, de forma clara e veemente, que a correção das gritantes injustiças criadas pelo Decreto-Lei n.º 27/2025, nomeadamente no que respeita às reposições remuneratórias, constitui a condição de partida para qualquer avanço.»
E afirma-se o seguinte:
«Não será possível prosseguir negociações de fundo sobre o Estatuto sem que o Governo demonstre, de forma inequívoca, disponibilidade e compromisso para resolver estas situações financeiras.»
Ora, se se afirma que “não será possível prosseguir negociações de fundo sobre o Estatuto” sem que se resolvam as “situações financeiras”, espanta-nos o prosseguimento das reuniões técnicas “onde se aprofundaram aspetos estruturantes” do Estatuto como: “ingressos, promoções e avaliação”. A qualquer um salta logo à vista a existência de incongruências naquilo que é comunicado.
Por isso se reiteram as mesmas palavras que ontem encerravam o nosso artigo e que eram palavras de esperança de que as palavras nunca se possam considerar palavras vãs ou meramente demagógicas.

Fonte: “SFJ-Info-13NOV2025”.
Não se pode saber nada porque dali não sai nada. O governo anda a entreter e vai sair com um estatuto à sua maneira. A mudança que houve foi estrutural. Era o que eles queriam. Tá feito.
ResponderEliminarÉ só palha para boi comer.
ResponderEliminarO SOJ acabou?
ResponderEliminarCom a fusão de carreiras MP Judicial e de categorias mataram a profissão.
ResponderEliminarCoveiros.
Dos roubados de 2001 a 2005.
ResponderEliminar1 escalão roubado ao longo de 20 anos nada dizem.
Fodam-se
Muita mentira ao longo de 25 anos de sindicatos.
ResponderEliminarE o cumprimento da decisão do Tribunal Constitucional para quando???
ResponderEliminarCalma maltinha, se para fazer uma parte do novo estatuto demorou mais de 25 anos, esta, pelo que se vê, vai pelo mesmo caminho.
ResponderEliminarE nós já cá não estaremos para saber como vai ser.
Quanto à realidade do dia a dia nos tribunais é que nem uma palavra nem uma noticia, parece que está tudo uma maravilha nas secretarias.
Mas não nos podemos espantar com a postura desta direção do SFJ, pois, afinal, é uma herdeira direta dos anteriores lideres. Só resta saber em que zona do país estão a ser realizadas as reuniões secretas sindicais.
Quanto ao SOJ, se alguém o vir por aí, ou na feira da Golegã, digam-lhe que está a haver reuniões com a tutela.
Bom fim de semana.
ResponderEliminarA sério e sem sarcasmos:
O que são "reuniões técnicas" em termos sindicais ? Para que servem, qual o seu objectivo, para e porquê existem e porque são semi secretas? A sensação que me dá é que os sindicatos estão a assessorar o governo, a prestar - lhes informações sobre os serviços e problemas dos oficiais de justiça, ou seja, a dar os trunfos ao governo para depois decidirem o que muito bem quiserem, com a colaboração prestável e simpática dos sindicatos.
Bom dia se os colegas fizessem como eu - que deixei de pagar para o SFJ, acabava a vaidade/deslumbramento aos Sr.S representantes sindicais, que os gerem sem dar kavaco/informar, quem os mantêm nos seus belos lugares, é só tachos, e a coisa não esta para melhorar
ResponderEliminarA incompetência e a inabilidade associada à falta de ideias e manifestada desinteligência só pode resultar numa coisa, numa valente bosta para não dizer outra coisa.
ResponderEliminarO benefício que mereceu esta equipa do MJ está exaurido, já não há mais créditos para dar, se é que alguma vez os teve.
As equipas do SFJ e do SOJ, por sua vez, não percebem rigorosamente nada do que andam a fazer - o meu cão de estimação, muito mansinho mas rezingão, vestido com um fatinho à medida creio que assegurava uma postura mais digna, ao menos fazia avançar a negociação tal como faz correr quem se abeire de casa sem autorização - e, tal qual muitos de nós (e eu não me autoexcluo da equação), ascenderam a lugares para os quais não têm manifestado competência alguma ou sequer ideia da exigência do cargo e da importância para um universo de milhares de funcionários, que se dizem colegas.
Volto a falar aqui o que disse ontem pois parece que não há urgência no assunto:
Pois é, andamos todos com óculos à Penafidelense, cada dia que passa a albarda está mais pesada, o arreio já não aguenta e a palha com que nos fizeram a cama onde nos deitamos afinal era de fraca colheita e pelo meio tinha muita coisa pouco digerível, indigesta mesmo, e agora, depois de ruminar por algum tempo, queremos regurgitar parte do que ingerimos e não caiu bem no estômago mas não nos deixam, teimam no mesmo alimento cuidando que o enfartamento fortalecerá as patas fracas do burro.
ResponderEliminarSabem o que está a acontecer com os burros de trabalho em Trás-os-Montes, com os denominados "machos", estão a desaparecer, porque agora está tudo mecanizado e os sítios estreitos por onde só eles passavam passam agora aquelas máquinas que fazem tudo mais rápido e em menos tempo.
É o que nos vai acontecer!
Eu estou de baixa enquanto não pagarem e repuserem 1 escalão desse periodo.
ResponderEliminarTêm o que me dão.
Ponha mentira nisso.
ResponderEliminarJá do tempo do sr fernando jorge, alguém se lembra dele?
tecnicamente 25 anos.
ResponderEliminarvou de baixa uns dias
depois digam alguma coisa.
Ora aí está, deixei de pagar também para jantar para almoçaradas e despesas de viagens de quem está na madeira e açores a mamar com essas viagens e nada puxam pelos ilhas.
ResponderEliminarVão mamar
Os sindicatso que se cuidem!
ResponderEliminarPenso sinceramente que os OJ estão no limite da paciência!
As pessoas, se não têm competência, têm de sair ...
Não há outra forma, não há! ...
Resumindo......
ResponderEliminarO SOJ não abandonou a mesa das negociações mas não diz nada, e o SFJ não negoceia mas está lá vigilante e a tirar notas para ninguém ser apanhado desprevenido quando o estatuto estiver pronto.
Isto é humor inglês, certo?
Mataram a carreira.
ResponderEliminarJuventude fujam.
Certinho.
ResponderEliminarTriste aposta nesta merda .
SE arrependimento matasse estava já lixado.
Certinho.
ResponderEliminarE o mais triste é que andam nisto há 20 ou 30 anos e continuam
Como alguém diz, COVEIROS
ResponderEliminaragradeçam aos coveiros
Por mim é ir já tudo para o rendimento minimo do que andar aqui a penar com ordenados de merda , longe de casa,
ResponderEliminarser burro de carga por falta de gente e levar vida de imigrante.
isto não é vida.
continuem vocês com as máquinas
ResponderEliminarOra muito bom dia a todos.
Expliquem-me lá como se eu tivesse 4 anitos:
Se já está no papel que somos nível III, porque andam aí tantos concursos para gargos de técnicos superiores ??
Mas afinal somos nível III ou não??
Era mesmo isto que pretendíamos??
O que afinal mudou nas nossas vidas??
É que não me sinto mesmo nada nível III...e as classes profissionais que trabalham comigo continuam a ver-me como nível abaixo de cão, também...
ehheeh
ResponderEliminaré mais
bla bla bla
Para nada dizerem, mesmo falando, mais vale ficar em silêncio.
ResponderEliminarNão eras tu quem queria prestígio e muito grau?
ResponderEliminarParece que foi tudo quanto conseguiste. Prestígio a rodos e Grau quanto baste.
Está a ver-se ao espelho ?!?!?
ResponderEliminarO soj é sfj fundiram-se! Restou um trangénico abjeto não especificado
ResponderEliminarE as magistraturas e gestão comarca veem como lixo.
ResponderEliminarMas importa o nivel.
Sinceramente eu quero é saber de mim.
Só estou nisto porque preciso do dinheirinho, mas se não pagarem o devido, cagarei cada vez mais para isto e para os atos.
ResponderEliminarAtendendo a que por regra o Chega se "cola" às reivindicações e manifestações dos trabalhadores contra o governo, estou mesmo para ver o que o palhaço do Ventura vai dizer relativamente à greve do dia 11, quando se prepara para aprovar o maior ataque de sempre aos dtos dos trabalhadores, incluindo a restrição do dto à greve e condicionar a negociação coletiva.
ResponderEliminarA votação deste diploma na AR vai ser o cair da máscara dos 60 macacos!
https://cm-lousa.pt/wp-content/uploads/2025/11/Ata-21_2025-3nov2025.pdf
ResponderEliminarNão. Não fui eu.
ResponderEliminarNão. Não estou. Estou só a dizer o que vejo, e se calhar até faz parte dessa imagem ...
ResponderEliminarCom sindicatos como os nossos o governo não necessita alterar coisa nenhuma.
ResponderEliminarEngole os macacos que te custa menos.
ResponderEliminarO
ResponderEliminarEu diria "humor negro".
ResponderEliminarO país está agora muito mais colorido - não se deu conta ainda ? - e, não obstante essa paleta de cores, sempre bonita e agradável num pais tropical, os nossos rostos transportam sembrantes cada vez mais carregados, pesados e taciturnos, como se estivéssemos já mortos sem ninguém nos ter avisado.
E das nossas carcaças já velhas e gastas parece que ainda querem sugar o suco do esqueleto raquítico e descalcificado pela erosão provocada por decisões da administração (ou falta delas).
O que nos estão a fazer é um ultraje gritante!
Eu acho que no nosso caso se pode antecipar a frraude.
Mas são apenas "reuniões técnicas" não se tratam de verdadeiras "reuniões". São assim reuniões sem serem reuniões, talvez meros encontros...
ResponderEliminarAssociados do SOJ!
ResponderEliminarO SIADAP, é uma linha vermelha?
Então a que se dedica?
ResponderEliminarDeu preferência à reunião da UGT
ResponderEliminarRecebeu um louvor e o colega está a desdenhar???
ResponderEliminarOs representantes sindicais pensam que os OJ comem gelados com a testa!
ResponderEliminarMas a verdade é que até parece...
ora:
ResponderEliminarNisso é que são bons , festa da baixa trabalham uns pelos outros, havia de passar tudo pro regime da ss que esta brincadeira acabava
ResponderEliminarMesmo na mouche ! Totalmente de acordo ! Ou não fosse tb penafidelense !
ResponderEliminar16:06
ResponderEliminarEnquanto continuarem a pagar quotas, é verdade.
Seria interessante perceber o que pedem os nossos sindicatos em termos de progressão na carreira, avaliação, etc...
ResponderEliminarAlguém sabe ?
Não seria elementar saber o que defendem para nós?