São necessários mais baldes e mais sacos do lixo

      Por estes dias, os Oficiais de Justiça, ao longo de todo o país, têm recorrido a baldes para recolher a água que cai dos tetos, a sacos de lixo, que cortam, para tapar os equipamentos ou plastificar os cestos de papéis para também passarem a recolher água. No entanto, constataram que os baldes existentes nos tribunais são em número insuficiente e os sacos para o lixo também.


      Inventivos e desenrascados, também cortaram os gargalos aos garrafões de 5 litros de água – que costumam levar para os locais de trabalho por continuar a Administração da Justiça a não cumprir a legislação que obriga a disponibilizar água aos trabalhadores – e com esses garrafões cortados improvisaram mais recipientes para recolha de água das infiltrações.


      Mas nem os baldes ou garrafões, nem as coberturas de plásticos dos sacos de lixo se mostraram suficientes para remediar a entrada de água nos tribunais, motivo pelo qual se apela às administrações locais para procederem à aquisição de muitos baldes e muitos mais sacos de lixo, dos maiores, uma vez que os problemas das infiltrações não vão ser resolvidos tão cedo e se arrastam há tantos anos.


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      Não vale a pena perder tempo a enviar ofícios para as entidades governamentais, nem fotografias dos estragos, o que é prioritário é adquirir baldes e sacos de lixo.


      António Albuquerque, secretário-geral do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) dizia à Lusa que “só o improviso dos funcionários impediu danos materiais maiores”.


      Em comunicado, a Associação Sindical de Juízes (ASJP) dizia assim:


      «Os episódios de precipitação extrema vieram expor, de forma dramática, a fragilidade estrutural e a obsolescência de grande parte dos edifícios judiciais, que se revelam incapazes de suportar fenómenos meteorológicos, mesmo que fora dos parâmetros habituais. Para a ASJP, a Justiça não pode continuar a ser penalizada por problemas que transcendem a atividade jurisdicional, mas que a afetam diretamente, colocando em causa a segurança e a dignidade do trabalho.»


      O presidente da ASJP, Nuno Matos, sublinha que:


      «Não é aceitável que, perante a primeira precipitação mais intensa, os juízes, procuradores e funcionários, sejam confrontados com inundações, falta de condições e risco para os documentos e, pior, para as pessoas. Esta situação não é pontual; é resultado da negligência continuada na manutenção dos edifícios.»


      Seguem algumas imagens colhidas nestes dias e um pequeno vídeo em que é dada a notícia.



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      Fontes: “Notícias em SFJ” e “RRenascença”.

Comentários

  1. País do terceiro mundo16/11/25 10:15

    Para o ano que vem, este é o tema principal da web summit.
    Depois o ministro da finanças faz um discurso babado dizendo que temos um superavit nas contas publicas e que somos um orgulho mundial.
    Por fim, temos que reunir os conselhos de gestão da comarca, os presidentes, coordenadores do MP, administradores, diretores, dirigentes setoriais, para ver o que se esta a passar, pois como muito bem é dito, basta comprar baldes e sacos de plástico.
    Mas caso, não haja orçamento, os oficiais de justiça podem ser eles a comprar e levar.

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  2. Para quem é basta!

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  3. Ouvi o Dr Paulo Lona, presidente do SMMP, a pronunciar-se sobre este tema e segundo ele esta situação é grave para os procuradores, para os magistrados (em geral) e para os advogados.


    Nem uma palavra relativamente aos funcionários. 


    Pelo que percebi, somos imunes a estes problemas, ou seja não nos afectam.


    E depois de o ouvir até fiquei mais despreocupado e mais aliviado.


    Uffa

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  4. O provérbio "a água entra dentro dos tribunais, quem se lixa é o mexilhão (Oficial de Justiça)" 

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  5. Ou seja: mesmo com o aumento de chefias locais, nomeadamente administradores para cada uma das comarcas, mantém-se os mesmos problemas de sempre.
    Não basta ser  cargo no papel e fazer ofícios a Lisboa: têm de ser bem diligentes, ir pessoalmente se necessário, denunciar junto da comunicação Social local e nacional as condições de trabalho existentes, reinvindicar mais capacidade de intervenção e meios financeiros.
     Em caso de não satisfação pelo Governo, das condições mínimas para gerir a comarca, neste caso ao nível da manutenção de instalações seguras para a saúde, nomeadamente, só há uma coisa a fazer em consciência:   pedir a  DEMISSÃO!
     

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  6. Conheço comarcas com inúmeros imóveis de valor elevadíssimo e abandonados, cuja venda daria para fazer novos edifícios ou restaurar devidamente os existentes e em uso.
    Haja vontade e coragem para o fazer.
    Vivemos em total entorpecimento. 

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  7. enquanto a logística dos tribunais estiver noutro órgão de soberania 


    essa logística será miserável


    quem ganha com isso? 


    não será melhor seguir o dinheiro, costuma ser uma formula positiva

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  8. Os sucessivos governos de direita têm destruído intencionalmente os serviços públicos, e o último PS tb não lhes ficou atrás em muitas decisões.
    A Cheganada nunca será governo mas asem dúvida que a sua ideologia Neo fascista começa a influenciar as decisões de governos ultra liberais como o atual.
    O perigo espreita, isto só lá vai com um novo PREC!
    Alguém reclama por 3 Salazares, mas se querem um sanguinário que seja por um mundo melhor.
    Precisamos é de 3 Otelos!

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  9. Um dos milhares de oficiais de justiça16/11/25 15:40


    Continuam a meter água a milhares de oficiais de justiça:
    7 anos, 2 meses e 26 dias;
    ADSE 14 meses x 3,5%, há vários anos;
    Trabalho probatório e eventual, há décadas;
    Juros de mora;

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  10. Funcionários  são  merda para essa gente. 
    Só  falam em nós  por conveniência  deles.



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  11. Eheheh 
    Por isso  para mim têm  o mesmo trato que me dão. 


    Bosta.


    Puxem pelos galões  de bosta.

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  12. Que imbecil!!


    Como é possível permitirem estas publicações ...

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  13. Sou chega por causa  de discursos como teu.

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  14. Ou me oagam o roubo de 2001 a 2005 ou não  volto a trabalhar. 


    BAIXA 


    Contra o mau trato e roubo.

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  15. os teus comentários definem o que tu és

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  16. tu és chegas porque não sabes o que és, nem o chega sabe


    o que sabemos é que o lider e alguns candidatos querem é poder 


    agora os que se identificam com um partido que não tem substancia são isso mesmo

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  17. com esse tipo de comentário podemos inferir porque estás de baixa ...

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  18. Verdadinha.
    Foddddd

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  19. Definem o que a maioria pensa, mas por medo e hipocrisia,  falsos  de missas , não  dizem.


    FALSOS  é  o que sois  e por isso não  passamos de  de merda.

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  20. Sempre chega contra o estaruto contra 30 anos de sindicalismo e governantes mentirosos e chupistas oportunistas.


    Chega contra virgens ofendidas e falsos moralistas.

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  21. Baixa e greve sempre que posso e necessito.


    Caguei ara ti.
    Nunca foste roubado menininho do papá  e da mamã. 
    Sai das saias da mamã  e faz-te a vida.
    Vem pagar renda de casa quase ao preço  do quecrecebes.
    Anda  corajoso.

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  22. Não  es único  de baixa por esses motivos.
    Andam aqui  aqueles que dizem estar bem e nunca foram roubados.
    Por mim era baixa coletiva contra os roubos.


    Mas somos uns borrados de  medo. A começar  pelos sindicalistas oportunistas acomodados.

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  23. Chamem os coveiros dos desta profissão. 


    Ai chove nos gabinestes dos magistrados?
    Peço  desculpa.
    Pensei  que fosse nas secções  de processos.  Ai o administrador  podia valer.

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  24. A pior asneira foi a criação da gestão das comarcas.
    Já se não pode responder para de defender a um e mail....
    Logo processo disciplinar. Parece que estamos no antes do 25 de abril. 
    Não fazem um corno...tudo é pedido às comarcas quando tem acesso a tudo.
    Uma vergonha que estamos a atravessar....o chefe comunica ao secretário...o secretário envia o e-mail á gestão... A gestao envia ao administrador e o administrador envia ao juiz presidente e ao procurador coordenador...enfim...estes enviam a DGAJ...e assim funcionam os tribunais nos dias de hoje. Chama.se a isto trabalhar a sextaplicar.... pobre destas gestões.....
    Vou mas é trabalhar....façam a pergunta a todos que trabalham nos tribunais - juízes ,procuradores e funcionários e depois verão o resultado...tem é de ser um questionário que não se saiba de onde é a resposta.

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  25. Eu não me sinto ofendido nem sou dono da moral, como aqueles que se auto intitulam " portugueses de bem" e a seguir violam e roubam.
    Mas claro que fico indignado com afirmações Cheganas, designadamente a apoiar grupos como o Reconquista, que defendem que as mulheres nao devem votar porque são burras , e que provocam a violência doméstica ao escolher homens violentos.
    O vice do chega considera ainda aliado este grupo, cujos membros têm condenações por tráfico de droga e homicídio.
    E depois ainda vêm para aqui Cheganos defender a sua dama de boca cheia.
    Vocês são parvos ou simplesmente burros?

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  26. Estaline Nunca!1/12/25 23:34

    "Durante anos, PCP e extrema-esquerda insistiram em que o 25 de Novembro era a “negação do 25 de Abril”. Como se o 25 de Abril consistisse, não na democracia prometida em 1974, mas no socialismo imposto em 1975, antes de eleições. Só a direita teria razões para comemorar a “contra-revolução” do 25 de Novembro. Agora, variou-se: afinal foi uma “derrota da direita”, que já não teria o direito de comemorar nada. Mas que derrota foi essa? Foi uma derrota que apenas esquerdistas podem conceber. Para eles, quem não é de esquerda só pode desejar o retorno do “fascismo”. Não tendo voltado o “fascismo” a 25 de Novembro, a direita teria perdido. Sim, eles são assim absurdos."       Rui Ramos, in Observador

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