A pessoa aqui ao lado existe
Termina hoje o prazo para os Oficiais de Justiça movimentados com o maior dos pequenos prazos se apresentarem, ficando pendentes apenas os 20 Oficiais de Justiça com um prazo de 15 dias, até ao dia 20JAN. Os 152 movimentados com prazos de 2, 3 e 5 dias, estão despachados.
Esses são os movimentados no vasto Movimento Extraordinário alargado especial que englobou esse total de 172 Oficiais de Justiça, bem mais do que os movimentados no antecedente Movimento Ordinário também de 2025, tendo neste sido movimentados um total de 66 Oficiais de Justiça.
Portanto, no ano passado, os dois Movimentos juntos abrangeram quase 240 Oficiais de Justiça, isto é, num universo de 7491 Oficiais de Justiça, foram movimentados cerca de 3%.
Quer isto dizer que apenas cerca de 3% dos Oficiais de Justiça estão, ou estavam, deslocados, no ano passado? Que só esses 240 é que careciam de serem transferidos?
Claro que não. De acordo com um cálculo informal recentemente efetuado, tendo em conta a antiguidade dos Oficiais de Justiça e, portanto, a maior possibilidade de aproximação aos seus domicílios, bem como levando em conta o fator das promoções dos últimos anos, que afastaram mais Oficiais de Justiça da sua zona de domicílio, facilmente concluímos que, atualmente, não temos esses escassos 3% de deslocados a desejarem ser movimentados, mas um número muito maior, próximo dos 30%.
Para além da deslocalização dos domicílios dos Oficiais de Justiça, por não poderem aceder aos Movimentos, acresce a deslocalização introduzida posteriormente pelas Administrações locais, recorrendo à figura da Recolocação Transitória.
Em todas as comarcas do país existem, em cada uma delas, dezenas de Oficiais de Justiça colocados em locais para os quais não concorreram.
Ainda recentemente abordamos esta problemática das recolocações transitórias, mencionando também aquelas que se efetuam a pedido dos próprios e que, nesse aspeto, lhes são vantajosas, por lhes permitir a proximidade ao domicílio.
Todos os dias os Oficiais de Justiça despendem largas horas nos transportes públicos, dormindo pouco, depois de atender às suas responsabilidades familiares, chegando aos tribunais já cansados após inúmeros quilómetros que pesam todos os dias em cada um.
As recolocações transitórias deveriam servir para corrigir as anomalias dos Movimentos, mas desde a perspetiva humana, desde a perspetiva de ajudar a minimizar o impacto das distâncias dos domicílios ao local de trabalho e não das necessidades do serviço, isto é, das aberrações criadas nas secções que só existem devido à incúria dos sucessivos governos pelo hemorrágico tratamento dado à carreira dos Oficiais de Justiça.
O bem-estar dos trabalhadores é um fator essencial para que estejam presentes no local de trabalho fazendo uso de todas as suas capacidades. É nisso que as administrações locais deveriam centrar a sua atenção e gastar o seu tempo, pugnando pela saúde e bem-estar de todos os trabalhadores que estão a seu cargo e não na vã tentativa de resolverem os imbróglios da Administração Central.
Cuidar dos seus, esse deveria ser o desígnio das administrações locais e não o cuidar daquilo que o Governo e as entidades governamentais não querem cuidar.
Não é raro encontrar secções desfalcadas, não só pela generalizada falta de gente, mas também pela ausência devida às sucessivas e longas baixas médicas. Por que será que tal acontece?
O tratamento meramente numérico dos Movimentos centrais carece de uma correção humana que seja sensível aos problemas de cada Oficial de Justiça, sob pena de se acrescentarem perdas às muitas perdas já existentes.
Na semana passada recebemos um e-mail de uma nossa leitora, a propósito das recolocações transitórias, que, para além de relatar o seu caso, levantava ainda outra questão: a questão dos colegas diretos em cada secção não contribuírem em nada para o bem-estar no local de trabalho. Pois é, para além de todo o mecanismo que em nada ajuda os Oficiais de Justiça, ainda há o colega do lado que, transfigurado em reles brutamontes, contribui para mais uma ausência por baixa médica.
Dizia assim a Oficial de Justiça:
«Fui abrangida pela recolocação transitória a meu pedido. Ao fim de alguns anos tiraram-me do serviço para onde pedi a recolocação e obrigaram-me a ir para outro, dentro do mesmo tribunal. Um pesadelo. Ao ponto de acordar em mim a depressão crónica de que padeço, motivada pela perseguição de um colega, chefe, há mais de 20 anos. Não pude recusar temendo que me colocassem no local de origem (mais longe de casa). Fiquei com uma doença crónica por causa do serviço e sou perseguida, humilhada em público (no meio dos colegas) por ter repetidas baixas. Estamos enterrados até ao pescoço!»
O que é que há a corrigir? Quase tudo! E quase todos!
E por onde começar? Sem ir mais longe, mesmo por aqui, por este e por esta que está ao meu lado todos os dias, e tantos são os dias de tantos anos.

O Estado/MJ, como pessoa de bem, deve
ResponderEliminarPAGAR OS MILHARES DE EUROS QUE DEVE AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA.
Obrigado SFJ por teres incentivado a aceitar promoções de 2023, sabendo que deixariam haver adjuntos.
ResponderEliminarE saindo de casa enganados por vocês agora nunca mais se regressa a casa.
Obrigado pela trafulhice
Ladroagem mesmo!!!
ResponderEliminarNão podemos chamar a isto de "movimentos". Centenas de OJ´s deslocados, muitos deles ilhéus colocados no continente há anos.
ResponderEliminarComo compreendo bem o artigo e o seu conteúdo, posso falar por mim porque aconteceu o mesmo comigo, existe uma total desumanização por parte da DGAJ, mas ainda mais da parte do administrador da comarca, que está perto dos funcionários e consegue ter uma real noção dos problemas que a maioria dos funcionários têm no seu dia a dia. Vou falar do meu caso em concreto pedi para falar com o administrador e fui logo recebido pelo mesmo, com enorme cortesia depois o que aconteceu foi mesmo irreal, sentei-me e antes de dizer fosse o que fosse a resposta foi logo não, depois de já saber a resposta ao meu problema ainda que não tivesse exposto o mesmo, levantei-me e saí e como a saúde e a família está em primeiro lugar fiz o que devia ter feito logo. Este caso aconteceu comigo e penso que deve existir muitos mais colegas que também tiveram o mesmo problema, quando olhamos para os funcionários como um número em vez de ver se estão bem, está tudo dito, e como o artigo menciona porque razão estão tantos colegas de baixa médica de longa duração? Fica aqui a minha questão.
ResponderEliminarÉ a solução para o mal.
ResponderEliminarDGAJ, MJ, gestão comarca de gestão de recursos humanos são zero, por isso têm pessoal a desistir e têm as baixas que merecem.
ResponderEliminarE os ditos colegas do lado que infernizam os outros também de humano têm nada
Bom dia.
ResponderEliminarA semana que hoje se inicia é muito importante.
Existe uma reunião técnica e no próximo final de semana há eleições.
A propósito destas dizer o seguinte:
- Não gosto de Liberais de Limusine sem preocupações sociais;
- Não gosto de falsos Estadistas, porque esta qualidade não provém da sua proclamação mas dos seus atos;
- Não gosto de pessoas fascistas ou salazaristas, nem do fascismo, e também não gosto do comunismo porque comprovadamente, uns e outros, são regimes sem liberdade e autoritários na minha opinião;
- não gosto de pessoas que quando não conseguem fazer carreira política num partido inventam outro e pontificam-se ao populismo, ao engano, apenas porque é um meio de conseguirem o lugar que querem;
- não gosto de radicais ou extremistas, de pessoas que buscam um pensamento nos de outros que viveram em séculos passados, e pregam uma ideologia que comprovadamente não resulta, não deixado enriquecer ninguém apenas empobrece toda a gente e promove a ociosidade e a subsidio- dependência;
- não gosto de quem não evolui no pensamento e fica agarrado ao passado, firme como um "bloco", ou queira ceifar tudo o que temos por assente e estatizar a economia à "foice e ao martelo";
- não gosto de pessoas que pregam o consenso quando por vezes impõem ideias a vontades e mudam conforme as conveniências, apenas por lhe parecer mais "seguro", são piores que o vento (este quando sopra é só para um lado, não é ambíguo);
- não gosto de pessoas que se assemelham a "jarras", pregando consensos, demitem-se das suas responsabilidades, alheando-se do papel de decisor que não é só o beneplácito ou função notarial de assinar por baixo o que outros assinam acima;
- gosto de pessoas que constroem essa liberdade em cima de uma vida dedicada ao trabalho e que não encarneira, não é seguidista ou tribalista, não vive de falsas crenças ou ideologias, conhece o mar e a terra e tudo o que está sobre elas, o céu, aqui, em Portugal e além fronteiras.
- gosto de quem define um rumo e é capaz de decidir;
- gosto de quem deu provas da sua competência;
- gosto de quem construiu uma identidade por si próprio;
- gosto de quem vê além do horizonte, debaixo e acima da água;
- gosto de quem já teve em si a responsabilidade de decidir sobre as nossas vidas e fê-lo com muita competência e disciplina;
- gosto de pessoas e não de "jarras" (não gosto de pessoas ocas e indecisas);
Precisamos de competência e eu só vejo uma pessoa competente e com provas dadas, que não fez carreira política, que não é salazarista ou ultraliberalista ou falso estadista, daquelas que não amuam e fogem durante uma década e desistem de lutar pelos seus ideais e princípios, ficam à espera que outros lutem ou as coisas mudem para regressar como uma espécie de messias.
Esta semana há mais uma reunião técnica.
ResponderEliminarOs aspetos mais técnicos, todos sabemos, não são, ou não devem ser, tratados em reuniões a dois ou a três, são encetados pela parte que propõe a alteração - tendo antes definido as linhas mestras do que quer, uma ideia do que quer fazer e à qual deve ser fiel - e que é apresentada às contrapartes que rebatem, em termos técnicos, ou contrapõem com uma outra solução - desde que enquadrável na tal ideia do que se quer fazer - chegando-se a um texto final.
No nosso caso as reuniões técnicas ainda não passaram a primeira fase da discussão sobre o que ser quer desta carreira, e como ainda não sabem o que querem fazer, vão discutindo aspetos da carreira que hoje existe, nomeadamente: ingressos, promoções e avaliações.
Enquanto isso, nos últimos anos deixaram que todos os funcionários caíssem num enorme engodo e se aturassem à promoção a adjunto, concorrendo para outros sítios, longe de casa - e que, cas soubessem da alteração feira pelo DL 27/2005 nunca o não fariam.
Com efeito este DL veio como que "promover" todos a adjunto, equiparando toda a carreira, apenas diferenciando os denominados "Escrivães".
Não (re)classificou convenientemente todos os funcionários com mais de 15, 20 ou 30 anos e que, sendo também licenciados, deveriam automaticamente ter ingressado nesta última categoria.
Estou ansioso por saber o resultado e assim perceber estas reuniões técnicas - o que defenderam os sindicatos (que interesses ... se os de todos ou os do costume)
Força Colega. Essa gente não quer saber dos Oficiais de Justiça. Já se esqueceram que um dia também já estiveram noutra posição que não a do "poder".
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ResponderEliminarUrge que a comunicação social e a opinião pública saiba isso, que a entidade patronal deve milhares aos seus trabalhadores, que a situação ee arrasta há muito tempo.
ResponderEliminarSindicatos façam alguma coisa também.
E outros tantos que foram para promoção para as Ilhas e nunca mais saem de lá
ResponderEliminarErrado, o DL veio (des)promover todos a Auxiliares!
ResponderEliminarEm relação a mais uma reunião, ou provável adiamento - Será que somos assim tão, tão, tão, mas tão especiais, em que se sejam precisos meses e meses de negociações para rever o estatuto profissional?!!!
Que vergonha, tudo isto que se passa!...
Concordo. Isto é uma palhaçada! Tantos meses a perder dinheiro. Muito dinheiro.
ResponderEliminarNem vale a pena comentar certas atitudes que envolvem a Dgaj e a comarca da Madeira. É vergonhoso a forma como muitos colegas foram lá colocadas . Alguns nem o período probatório cumpriram no Continente. Em 2015 bastaram dois meses e logo sugeriu um lote de destacamentos, para favorecer os amigos. Agora os outros deslocados ainda penam por Lisboa.
ResponderEliminarLamento não concordar com a leitora/ queixosa/Oficial de Justiça:
ResponderEliminarNão são só os outros colegas que têm de cuidar do seu bem-estar no local de trabalho.É a própria que tem esse dever, deve ser empática, conciliadora, amiga de ajudar e assim todos farão o mesmo.Tive alguém que nada fazia disto, o esforço era só do nosso lado.Mudou de Tribunal foi fazer o mesmo e aí não estiveram nem aí.Só.
Depois, queixa-se da colocação a pedido, pois foi favorecida e de transitória/temporária pelos vistos já nāo tinha nada .Foram anos ali até ser colocada no tal "pesadelo."
De resto, o problema já vem de trás com o tal chefe: o que fez sobre isso há 20 anos? Queixou-se? Ficamos sem saber.
Costumo dizer que são pessoas tipo o " Felisberto desgraçado" do Herman.
Colega:
Atitude é o que precisa.Tem o seu valor, deve demonstrar isso sem receio dos outros. Acreditar que trabalha igual ou melhor que eles e sem complexos, conviver com todos, ajudar, de igual para igual.
Baixa médica é que não.Piora a sua saúde física e mental.🐒
Então não gostas de ninguém
ResponderEliminarContinuo de baixa pelo ROUBO DE 2001 A 2005.
ResponderEliminarverdade NOJENTA MESMO
ResponderEliminar👍
ResponderEliminarJá diz o velho ditdo "Nunca peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu"
ResponderEliminarÉ fácil falar
ResponderEliminarChora bebé
ResponderEliminarnão saem porque não querem. o que não falta são ilhéus a pretender regressar às ilhas.
ResponderEliminarVerdade. Há inúmeros madeirenses colocados em 2015 e 2017 que estão longe de regressar à Madeira porque nos últimos anos simplesmente não entra ninguém.
ResponderEliminarEnquanto os que mandam nisto tudo virem que transformando as secções em sanzalas e que o burro já não corre atrás da cenoura porque não há cenoura, o absentismo laboral vai aumentar porque os doutorzinhos que estão a entrar estão preocupados é em dar o salto e os que cá estão, a quem tiraram os escalões e a idade da reforma, e vêem que cada dia o atraso aumenta, entram em burnout. Melhores condições de trabalho, e umas cenourinhas, muitos ingressos para compensar as desistências e tudo se resolvia sem gastar nenhuma fortuna pois que somos cada vez menos.
ResponderEliminarChoro querida
ResponderEliminarContinuarei a chorar por e pelos teus filhos querida.
Não saem porque não querem?
ResponderEliminarVê-se mesmo que andas por ver andar os comboios. Já te perguntaste que trabalho faz a gestão comarca?
Acorda para a vida filhinha.
nem mais
ResponderEliminarPermuta!
ResponderEliminar12/1 - 12: 3o:
ResponderEliminarEntão e esses deslocados penantes não se queixam oficialmente a nenhuma entidade?
Havia de ser comigo.Com factos, identificações de cada um desses destacados, a longa duração de uma colocaçāo que não é definitiva mas parece e os prejuízos causados a esses que penam em Lisboa, por causa disso.
2015 foi há 11 anos!!!!!!