A calamidade nos Oficiais de Justiça e o flagelo da passagem do tempo sem informação e sem progressão

      Dizia-nos ontem assim uma Oficial de Justiça, num e-mail recebido:


      «Ninguém faz ideia do ambiente de perseguição – de todo o tipo –, ou pressão, como se lhe queira chamar, que se vive em muitos serviços dos tribunais. Isto combinado com as condições de trabalho – até pedimos para trabalhar, pois pedimos, encarecidamente, que nos arranjem material e ponham as aplicações informáticas a funcionar, pedimos papel, envelopes, carimbos, e sei lá mais o quê – e com as doenças que atingem o pessoal, maioritariamente envelhecido e sem reconhecimento de toda a espécie, é um verdadeiro terror diário nos tribunais.»


      Efetivamente, os Oficiais de Justiça até pedem para trabalhar e para trabalhar bem. Reclamam da rede informática e dos seus computadores, tudo lento e que não os deixa andar mais depressa. Reclamam da falta de material essencial, como envelopes para a produção diária de cartas, tão necessárias à notificação das pessoas. Reclamam das condições dos edifícios, também para poderem trabalhar mais e melhor. Enfim, como diz o outro: deixem os Oficiais de Justiça trabalhar.


      Mas deixar os Oficiais de Justiça trabalhar implica que todas as condições para o poderem fazer estejam reunidas e essas condições passam também pela existência de uma justa remuneração e de uma adequada progressão na carreira.


      O tal “verdadeiro terror diário nos tribunais” que a referida Oficial de Justiça afirma, prende-se com tudo isso, com a falta de todas as condições necessárias, com a falta de toda a serenidade necessária.


      Os Oficiais de Justiça precisam de ter paz na carreira e tal paz tem de ser efetiva em todos os aspetos e, nesses, incluem-se também as atividades sindicais que devem contribuir para a serenidade dos Oficiais de Justiça e não para o seu desespero e animosidade. Os sindicatos devem estar ao lado e no meio dos trabalhadores que representam, ajudando-os e informando-os, sem distância, de costas voltadas e em silêncio.


      A calamidade climática que atormentou, e ainda atormenta, o país é um sobressalto nacional e, por tal motivo, justifica perfeitamente o artigo de opinião vertido esta quarta-feira, ontem, no Correio da Manhã, pela presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).


      Regina Soares, aborda os problemas: “Chuva intensa, estradas cortadas, casas inundadas, decisões tomadas à pressa. O ritual do costume! Mas, nos tribunais, a verdadeira calamidade não começou agora, apenas ficou impossível de esconder.”


      O acontecimento, como se disse, merece todo o destaque, mas, embora a ocorrência tenha acabado de suceder, a carreira e o seu regime estatutário é assunto que se arrasta há muitos anos, já originou muitas greves e, portanto, muito sacrifício pessoal de todos os Oficiais de Justiça.


      Por isso e porque decorrem as negociações de construção de um novo Estatuto, os Oficiais de Justiça mereciam, e merecem, um reconhecimento por parte dos sindicatos, com transparência e informação que deve deixar tranquilos os mais de sete mil Oficiais de Justiça e isso só se alcança com informação transparente e respeitadora e não com uma informação qualquer que, apesar de dizer muito, nada diz e nada diz de relevante para a vida atual e futura dos Oficiais de Justiça.


      Regina Soares conclui o artigo no Correio da Manhã, ontem publicado, da seguinte forma:


      «Entre o temporal e a inércia administrativa, os tribunais continuam a funcionar como sempre: em calamidade permanente, à última da hora, sem estratégia e à custa de quem lá trabalha.»


      E estas palavras tão pertinentes aplicam-se, afinal, a tantas outras situações, entidades e pessoas e podem reescrever-se assim: “Entre o temporal que agita os Oficiais de Justiça e a inércia informativa, os Oficiais de Justiça lá vão trabalhando como sempre: em calamidade permanente, sabendo das coisas à última hora, quando já não há volta a trás, sem serenidade e à custa da fé e da paciência, da inacreditável paciência, dos Oficiais de Justiça.


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      Fonte: “CM-SFJ”.

Comentários

  1. Vergonhosa atitude dos sindicatos ao negociarem vidas no silêncio
    Por mim nem mais  um tostão 

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  2. A maioria dos oficiais de justiça  que conheço  só  se vão  aguentando a tomar comprimidos  para dormir!
    Profissão  que adoece as pessoas.
    E ninguém  vê  ou quer ver.


    Putos novos, fujam desta profissão  que só  dá  doença  cada vez mais e pelos motivos que se conhecem!
    Fujam enquanto têm  saúde!

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  3. Parece-me existir uma maioria silenciosa que não se manifesta neste e noutros fóruns e que não está assim tão revoltada com o comportamento do sindicato mais representativo da classe.
    Veja-se o resultado das eleições para o COJ.
    Por isso julgo que o SFJ continuará com a mesma postura.

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  4. Ora aí está uma realidade a que ninguém liga nenhuma!
    Está tudo bem.
    Safe-se quem puder!

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  5. Continuem a pagar!
    Afinal até gostam, a avaliar pela votação da malta do SFJ para o COJ, afinal estão a fazer um bom trabalho
    A mim não me enganam mais

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  6. Não me iludo com tretas por isso se querem brincar Às escondidas e como diz um colega brincar com a minha vida, não  dou para esse peditório. Dinheiro meu nem pensar!
    Triste sina esta de sindicalismo.

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  7. Necessidade de mediatismo?!!

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  8. tic tac   tic tac   tic tac


    TRAIÇÃO!

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  9. Naturalmente. O resultado das eleições foi a demonstração disso mesmo. A maioria está satisfeita. Tudo se manterá. O SOJ parece até já ter desistido. 

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  10. Jim da Selva12/2/26 12:45

    Entretanto, uma miúda com dois anos de serviço, decide que não quer atender mais o telefone, desliga-o e mete numa mesa de apoio atrás da escrivã.
    Dado conhecimento ao Secretário, o mesmo leva o telefone com ele. Apenas isso, os colegas todos revoltados, agora sobrecarregados com menos um telefone. Quase 30 anos depois de ter ingressado nesta profissão, ainda me consigo surpreender com a passividade das chefias. se todos fizéssemos o mesmo? mas que mrd é esta? antigamente era chamada ao gabinete do secretário, depois de levar um raspanete do escrivão, e, ou voltava a ligar o telefone, ou levava com um processo disciplinar. anda tudo manso?

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  11. Jim da Selva12/2/26 12:52

    sou do clube que começou a tomar comprimidos para não ter pesadelos com a acumulação de trabalho, por outro lado, sobre os tais putos novos, tirando os bons que pretendem ficar, muitos nem se preocupam com nada, só lhes interessa uma alavanca para a DG ou outro ministério onde tenham colocação para o curso que tiraram, outros, só querem ter tempo para estar com os dedos colados ao tlm, com a passividade das chefias. trabalhem os que como eu, têm quase 30 anos de serviço. 

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  12. O que será feito do Rei dos Oficiais de Justiça?
    Terá caído do trono?
    É pena, ele era super-divertido.

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  13. Antigamente havia o brio de tratar estas situações internamente sem fazer esta publicação...

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  14. "ser ou não ser, eíos a questão"
    Ser amiga do Órgão de Gestão:
    Posso entrar e sair às horas que quero e baldar-me para isto.
    Não ser, tens que justificar tudo até os atrasos.
    Como 99,9999999%, dos administradores e secretários, fazem parte do clube do SFJ, a grande maioria dos descontentes têm medo de sair do sindicato.
    O SFJ, sabe disso, razão pela qual só se preocupa com os lugares dechefia e mais um dinheirito para a formação.
     

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  15. estão satisfeitos; são moderados...!

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  16. 12,45:
    Poderá estar não estar   informado sobre o prosseguimento do assunto.Na verdade e confrontada  com o facto, a menina poderá invocar que está a ficar com problemas de audiçāo, para não falar da falta de paciência, sendo este um motivo não atendivel.
    Vai agora trabalhar muito mais em processos, mas isso sempre foi o que todos querem: não atender telefones. Daí que não pode haver filhos e enteados e quem manda tem de se impør que é para isso que todos pagamos com impostos o seu  vencimento.
    Castigo para a jovem:  um mês a atender todas as chamadas para o local de trabalho.🐱

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  17. dos OJ´s que conheço todos tomam algo para dormir por isso mesmo, incluindo chefias.
    Mas tão fortes que são que não admitem e ainda criticam quem diz abertamente.
    E pelos vistos para os sindicatos até há estudos nesse sentido que deram em nada e a coisa a degradar-se.
    A saúde vais-se nesta porcaria com estas condições.


    Vão brincando com a realidade e fechem os olhos.
    Quero ver onde isto vai parar!


     

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  18. pelo ROUBO  de 2001 a 2005
    continuarei de baixa por igual periodo

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  19. para 


    cagar nessa gente e fazer-lhes o mesmo.
    ou então BAIXA COLETIVA

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  20. Verdade tomar comprimidos para dormir e não pensar no trabalho acumulado ,! Só há tempo para ir ao wc ! Os putos novos poucos se aproveitam ! Aguardem mais uns 5 /6 anos e vão ver esta m…. A dar o estoiro ! Falta de material nunc@ vi uma vergonha! Os maiores os que s3 diz que mandam nem aparecem deve ser com vergonha ou para não serem incomodados ! Será que o povinho sabe do que se passa ? NOJO!!!

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  21. Os órgãos de gestão da estão como a maioria das famílias portuguesas. Um bom carro e o resto pode meter água ou os filhos que comam sopa. É gritante a falta de material.... é gritante as infiltrações nos edifícios. Baldes e baldes pelos edifícios mas o vizinho não sabe o que vai dentro da casa. O que interessa é um bom carro 

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  22. Tempo para escrever no c.m. tem tempo para informar os sindicalistas... isso não há. Vai te embora o R.S.

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  23. É pior que o Marçal! Bem pior!

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  24. Anacleto Cova Funda12/2/26 19:27

    Todo este malfadado processo, pelo menos uma coisa deixou a nu. Algo que a grande maioria da classe desconhecia, incluindo eu próprio. Refiro-me à incompetência gritante da anterior e atual direção do SFJ. Algo presentemente impossível de ocultar, atendendo ao cataclismo que destruiu a carreira, em grande medida com patrocínio sindical.

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  25. É tipo o pessoal de direita que votou no seguro.


    Reclamam mas depois vão lá pôr o voto.


    Assim é a nossa classe!!

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  26. Claro que há muita gente satisfeita.


    Uns receberam 500 euros de aumento.


    Outros foi-lhes retirado o "auxiliar " é só isso já é motivo de grande regozijo e o reconhecimento de enorme prestígio.


    Outros acham que foram promovidos embora continuem a fazer actas e a juntar papéis. 


    Ganharam o grau 3 e com isso toneladas do dito prestígio.


    Portanto, de uma forma geral quase todos estão satisfeitos.


    Uma classe de administrativos em que muitos nem sequer o 9. ano têm, de repente a ganhar mais de 2000 euros não é de ficar satisfeito??


    Fosga-se
    Querem que o pessoal se queixe de quê??


    Isto nunca esteve tão bom como agora!!!


    Não sejam hipócritas!!

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  27. Vendo bem, os putos novos é que têm razão!!!


    O colega ainda trabalha para as inspecções?


    Faz horas extra para pôr o serviço em dia?


    Ainda espera chegar a escrivão??


    Oh Colega, tenho praticamente 30 anos de serviço.
    Já estou nos 50 e tal de idade.
    Sou um dos ex-adjuntos que viu todo o seu esforço de muitos anos ir por água abaixo.


    Acha que nesta fase da minha vida tenho medo de alguma coisa, nomeadamente processos disciplinares??


    Neste momento sinto-me completamente desmotivado e defraudado.


    É deixar andar.
    Não me chateio com nada.
    Não contem comigo.


    O meu foco é unicamente o dia 21!!


    Quiseram assim, assim terão!!!

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  28. dia 28 de FevereiroManifestação Nacional contra o Pacote LaboralLisboa e no Porto

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  29. Triste vida  nesta carreira.


    NOJO mesmo

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  30. Certeiro!
    Tristes ojs


    Vidinhas  da treta


    Mas com mivel 3


    Eheheh 

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  31. A VERDADE DA MENTIRA


    Se continuarmos a subir de escalão de três em três anos


    Somos uma classe de administrativos, MUITO BEM PAGA


    Se entrar em vigor um SIADAP a 5-8 anos


    OS MAIS NOVOS PASSAM A PERTENCER A UMA CLASSE NÃO DE ADMINISTRATIVOS MAS DE PEDINTES


    Porque, um funcionário que ganhe, hoje, cerca de 1400€, sem subidas de escalão, daqui por 20 anos está a ganhar quase o salário mínimo.

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  32. Ónde é  que posso  ir buscar o que me falta para esses  2000€? Diz a tua morada para lá  ir palhaço 

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  33. Só  agora é que se dão  conta?


    Agradeçam aos coveiros  e continuem a pagar

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  34. Jorge Sampaio12/2/26 23:44

    Diou a cara, aliás o nome , o que todos deviam fazer, mas ....
    Para além da Regina, que também fazia parte da mesma estrutura directiva, todos os outros se mantiveram. Ou seja, são os mesmos de sempre, os que deixaram a idade de reforma subir 12 anos, sendo caso único e de análise; os que deixaram que figurasse no estatuto, ainda em vigor, a inconstitucionalidade do trabalho suplementar obrigatório e não remunerado. 
    Para já só estás duas, que muitas outras há.
    Agora, escondem-se através de pseudo acordos secretos com os poderosos, ou seja a tutela, e para quem é a razão da sua existência, fazem um manguito.
    Por sua vez, o Dr. Carlos, que pensei fosse influenciar em algo estas personagens, foi ele o influenciado e , se antes era calado, mais calado ficou .
    É a minha opinião, quem quiser que se chateie.
    Há gente que nunca aprende, nhor , aprende bem demais a cuidar das suas vidas. Os outros qu se f.....

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  35. Palhaço é o teu pai, darling!


    Trata-te!


    E vai te deitar que amanhã tens actas para fazer! 

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