“Eles não sabem, nem sonham…”

      Acabou ontem a votação, apesar de haver algumas freguesias pendentes, mas ainda hoje se realizam as operações da Assembleia de Apuramento Geral, nos tribunais sede das comarcas.


      Ontem à noite houve Oficiais de Justiça nos tribunais para recolherem os votos e o expediente das assembleias de voto e hoje, ainda antes das nove horas, os Oficiais de Justiça recebem nas sedes o expediente da votação, realizando os tribunais as últimas operações de análise da votação, designadamente, analisando os votos nulos, protestos e outras ocorrências que tenham existido, recuperando até alguns boletins que foram considerados nulos na mesa de voto.


      No fim, o tribunal comunica à Comissão Nacional de Eleições (CNE) os números verdadeiramente finais de cada distrito, para que tais números finais sejam oficialmente registados. Esta atividade dos tribunais acontece sempre após a votação em todas as eleições.


      Estas funções, que também fazem parte da atividade dos Oficiais de Justiça, são desconhecidas de quase todos os cidadãos e mesmo dos governantes, não contribuindo, este e outros desconhecimentos, para a valorização da profissão e para a consideração geral de um mero funcionalismo público tão igual a tantos outros e que, por isso, deve seguir as mesmas regras, como, por exemplo, as da avaliação das tarefas em vez das funções, dos objetivos fixados, em vez do cumprimento daa leis.


      As funções atribuídas e exigidas aos Oficiais de Justiça são muitas e diversas, não sendo do conhecimento do público em geral, mas, pior, não sendo do conhecimento dos governantes com poder de decisão sobre o futuro da carreira, desde logo representados por aqueles que andam a negociar o novo Estatuto dos Oficiais de Justiça.


      Os dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça também perdem muito tempo a explicar aos elementos do Governo que as funções dos Oficiais de Justiça não são meras tarefas, mas funções, atribuições e exigências legais.


      Para os governantes, os Oficiais de Justiça são funcionários vulgares que exercem tarefas triviais, não compreendendo as funções nem a amplitude das funções, que não são meras tarefas ou objetivos traçados para um período avaliativo. E se também estes novos governantes não percebem nada disto, os sindicatos devem realizar um redobrado esforço, mesmo muito grande, para explicar, detalhadamente, as funções da carreira.


      É fundamental que a transmissão e o esclarecimento do Governo encontre nos dois sindicatos, que à mesa com ele se sentam, uma clarificação muito séria para que não incorra este Governo nos mesmos erros tentados pelos anteriores.


      É imprescindível que, antes de mais, o Governo compreenda, isto é, que não apenas tenha conhecimento ou a informação, mas que compreenda plenamente que esta carreira dos Oficiais de Justiça possui características únicas que não podem ser confundidas nem despromovidas ao nível de outras carreiras gerais da função pública.


      O título do artigo de hoje é um extrato do poema de António Gedeão (a Pedra Filosofal), onde, em síntese, se refere que eles, os que decidem, não sabem, nem sonham, que não decidem nada, porque desconhecem a força e a verdadeira intempérie que pode e nasce do Povo.


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Comentários

  1. O optimista9/2/26 08:29

    O que é pedido neste artigo aos representantes sindicais não vai acontecer, por um lado porque a história recente assim o demonstra e, em segundo lugar, porque isso implica ter representantes sindicais competentes, exigentes, alinhados com as bases que os sustentam e, principalmente, com uma estratégia conjunta e não de costas voltadas um para o outro e os dois para todos os representados.

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  2. Anónimo9/2/26 08:56

    O povo é  manso, até  um dia.


    Governantes mentirosos  um dia enchem o copo!

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  3. Anónimo9/2/26 09:00

    Ventura ter passado à  2a volta, contra a manada é  sinal que algo  está  a acordar 
    Os sindicatos que acordem e deixem de conversa fiada  


    Carrrrr
    Enrolar enrolar enrolar


    Até  quando???

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  4. Anónimo9/2/26 09:02

    Até quando o silêncio os sindicatos?!!


    Se o que estão a fazer  é para nosso bem, porquê tanto secretismo?!!

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  5. António9/2/26 09:53


    Olá a todos.
    Citando mais excertos do poema é preciso dizer ... que o sonho comanda a vida, que sempre que o homem sonha o mundo pula e avança como uma bola colorida entre as mãos de uma criança.


    Mas permitam-me citar um outro autor, precisamente Mário Sá-Carneiro, que falou da tristeza das coisas que não foram (dos sonhos que não se realizaram), explorando a ideia de que a realidade é insatisfatória, demonstrando o cansaço da vida real (existência odiosa) e a busca por um desconhecido maravilhoso que só existe no sonho.
    E dizia o autor que era preciso sonhar a vida e viver o sonho onde só ali podemos realizar muitas das coisas que sonhamos (realização onírica e não física).
    E assim é com muitos de nós que preferem refere viver no plano do sonho para manter a sua essência, rejeitando a vida real que os sufocaria. 
    Quanto a nós, Oficiais de Justiça, a tal bola colorida não pulula, não saltita, parece desinflada de qualquer sopro de ar que a faça levitar, antes parece uma bola de do metal mais pesado daquele betão que enrijece mesmo inundado de água, daquele que prende a imobilidade e dá a solidez a pontes construídas sobre rios de ideias que fluem de torrentes cerebrais atormentadas pelo mais hediondo dos mundos, o mundo passado, e que desaguam num turbilhão confuso de pensamentos de onde não emerge ideia nenhuma sobre como suster a força destrutiva de quem está agarrado ao passado e se aproveite dela para ser a força motriz da mudança para um futuro melhor.
    A mó dos moinhos quer água em abundância que a faça girar, o vigor da corrente, moderado por quem a opera ( o moleiro) torna aquela força destrutiva com um engenho numa forma de transformação do que foi produzido com muito suor durante meses na farinha mais pura e fina que dá alimento e mata a forme.
    No nosso caso, parece que os moleiros dos moinhos não sabem operar a mó e o que sai daquela roda esmagado é só farelo que dá alimento a outra força de trabalho, àquela que dá força a que outro engenho funcione, o da justiça!
    Vivemos do farelo que produzimos e somos destinados a ser a força motriz do engenho que produz esse farelo.
    Hoje os poemas que mais me caracterizam são o "Além-Tédio" que convido todos a lerem - deixo um excerto:
    E só me resta hoje uma alegria
    É que, de tão iguais e tão vazios
    Os instantes me esvoam dia a dia
    Cada vez mais velozes mais esguios.
    Nos tribunais, vivemos na mesma panaceia há décadas.
    Tenham vergonha e capacidade de decisão em respeito por todos os que todos os dias se esforçam por vir trabalhar nesta casa da (in)justiça.

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  6. Anónimo9/2/26 10:07

    Que o Português mais votado de sempre consiga exercer influência em prol do reconhecimento da relevância das funções dos OJs.
    E que os Portugueses continuem a dar lições de democracia e ponham estes fachos atrasados mentais no lugar que merecem.

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  7. António9/2/26 10:10

    E a vida contínua ...
    A chuva cai do céu como é da sua natureza, mas por estes dias desprende-se das nuvens de forma mais apressada, como se tivesse pressa de chegar ao solo, a um solo já saturado, de água naturalmente, mas também de ser pisada por pessoas tão incompetentes e desconexas da vida.
    Por vezes o vento ajuda a uma mudança de direção levando aquelas gotas húmidas a paredes outrora impermeáveis encharcando-as, fazendo ruir muros e paredes seculares.
    Eu pergunto-me porque é que os nossos sindicatos não têm a mesma força, porque é que não fustigam aquela gente que edificou muros de pensamento bem altos e grossos impermeáveis a qualquer ideia ou sugestão até fazer ruir esse muro ou então endurecê-lo ainda mais contribuindo com a argamassa que liga os seus elementos, cada ideia do seu pensamento.
    Levaram meses a discutir coisas em reuniões técnicas, e vão mais de dois anos sobre o primeiro governo da AD, para serem apresentados dois documentos que se fariam em duas semanas, decalcados de outros até nos erros que lavraram?!
    É verdadeiramente impressionante o que está a acontecer e tudo debaixo do olhar dos sindicatos.
    Já aqui dei o exemplo do regime aplicável às Policias, pois acho que se devia pugnar, pelo menos, para que, a ser implementada (por teimosia) tenha carácter anual (e já não bianual como é proposto)  tal qual as previstas para os profissionais de polícia (art.º 129.º n.º 2 e 135.º do Decreto-Lei n.º 243/2015, de 19 de outubro), que têm avaliações anuais e com critérios que verdadeiramente permitem um salto em 3 anos, encurtando os tempos de (re)posicionamento.
    Depois, quanto à mobilidade, deveria acrescentar-se um artigo idêntico ao art.º 140º do citado DL 243/2015,  quanto à compensação pela mobilidade no interesse dos serviços,  e outro quanto aos prémios de desempenho (idêntico ao 143.º  - férias adicionais e compensação monetária).
    O sistema de progressões poderia ser melhorado, no acesso a Escrivão, discordo da fórmula encontrada pois que atende somente à notação na prova final - na minha opinião deveria ser atribuído determinado valor por cada bloco de anos no serviço, fazendo moderar o critério (mas não em demasia) com a introdução de um fator corretivo da excessiva valorização da nota atribuída (por exemplo por cada bloco de 5 ou até 10 anos de serviço, acrescia um valor à notação final, e o excedente do bloco a meio valor (por exemplo considerando cada bloco de 5 anos um funcionário com 16 anos, teria a nota da prova + 3,5 valores, sendo 3 valores por cada bloco de 5 anos e meio pela fração excedente de um ano).

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  8. Ribeiro da Silva9/2/26 10:34

    Não fugindo ao texto e à mensagem que porventura quis passar deixo algumas considerações, podendo ter compreendido de forma diferente da querida pelo autor.
    Para realizarmos os nossos sonhos é preciso primeiro sonhar a vida, ter ideias para a melhorar, e sermos atormentados com decisões de quem só tem pesadelos ou insónias, decorrentes de noites mal dormidas, pelos seus maus hábitos de vida ou falta de virtuosismo, que faz com que durante o dia ponham em prática o terror que vive dentro das suas cabeças.
    Tenho para mim que aquelas cabeças que estão a decidir o nosso futuro são ocas, um mar cheio de nada onde naufragam todas as sugestões e opiniões que atiramos por aqui e noutros sítios. Crio que tudo se afoga naquela imensidão de vazio ou então permanece suspenso como se gravitassem no espaço, sem uma atmosfera respirável que lhe dê vida ou planeta, cometa ou estrela na galáxia por quem se sinta atraído pelo seu magnetismo.
    São todos frouxos, metaforicamente falando é claro, lembram-me todos aqueles que deceparam as mãos para não terem de pegar em armas para lutar pelos seus valores, os seus e os de todos, esquecendo-se que eram mesmas mãos que permitiam levar a comida à boca.
    A firmeza nas convicções e opiniões, a atitude nas decisões, é característica essencial para se assumir um cargo em que se dá a cara por todos, em que se comanda as vontades de todos e de cada um de nós e quando a liderança deixa de pensar na estratégia ou porque não a tem ou porque a delegou em quem encontrou pela frente na batalha o resultado só pode ser um a derrota em toda a linha.
    Os espojos dessa luta ficarão como sempre ficam para os barões do costume sendo que na entrega de armas quem chefiou as fileiras dos derrotados é sempre prendado com regalias que outros não têm, muitas vezes ficam imunes aos castigos dos que combateram e até são prendados na capitulação e isso é um facto histórico.
    Só gostava de saber o que andam a tramar nessa troca - da capitulação - mas brevemente se saberá.

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  9. Anónimo9/2/26 11:03

    Muito importante. Assertivo o Blog.

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  10. Anónimo9/2/26 11:20

    Atrasados mentais são vocês que gostam de ser enganados durante anos e anos. A nossa carreira está como o resultado destas eleições: toda a gente se queixa e admitem que é preciso mudança (sindicatos), mas quando existe a oportunidade, o que fazem? Nada. Cambada de mansos. Fracos!

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  11. Anónimo9/2/26 12:08

    Muito bem dito!
    Obrigado colega!

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  12. Boa tarde,
    Desculpem se vou ofender alguém mas as verdades precisam de ser ditas.
    Sim, somos uma carreira especial que exerce funções especiais, mas essa especialidade não advém - diria não advém só - de algumas particularidades como é o caso do processo eleitoral.
    A principal especialidade advém da natureza intrínseca do exercício de funções, uma vez que somos a "longa manu", os braços da justiça, sendo a cabeça composta pelas magistraturas, é através de nós - cada vez menos é certo (veja-se os Solicitadores, a AT na cobrança de custas, os inventários que foram para as Conservatórias e voltaram, os divórcios por mútuo consentimento e as RPP, etc.)  - que a justiça é executada, naturalmente com o auxílio das forças policiais, uma das quais integrada no MJ (falo da PJ).
    E como é assim, a independência e o espírito de missão de que se deve imbuir o oficial de justiça não tem paralelo, pois está a executar, muitas vezes de forma coerciva, o julgado pelo Tribunal, outras vezes desempenha um papel importante na perseguição criminal e está especialmente sujeito às adversidades de quem quer chamar alguém à responsabilidade criminal que se quer furtar a essa responsabilidade por vezes de forma agressiva e com possibilidades de coação sobre o funcionário, a família ou o seu património.
    Processos especiais como o eleitoral há muitos por aí e em todos os lados - vejam os processos de óbito que caiem nas Conservatórias, de nascimento ou de casamento; vejam ainda os processos de liquidação e cobrança de impostos na AT, ou as ações policias muitas das vezes com um elevado grau de perigosidade.
    Deixemo-nos de parvoíces e toca a reclamar o que é justo - e neste caso o que é justo é valorizar a carreira, reconhecendo que agora, sendo plana, com saltos quantitativos (nas progressões entre níveis/escalões) pequenos (de pardal) e qualitativos (nas promoções) iguais, quase como uma trave que se põe nas cabras para que não fujam para longe do rebanho, o mesmo é dizer para que não possamos dar saltos maiores. 
    E é precisamente neste aspeto, que o foco deve de acontecer, devemos providenciar por mudanças de níveis com saltos maiores (como o dos Oficiais dos Registos por exemplo).
    A não ser assim, então que acabem com a especialidade - que por estes dias só serve de amarras para que ninguém possa sair - para que finalmente quem puder possa sair deste inferno (falo da mobilidade).
    Somos mais espaciais (andamos com a cabeça no ar) do que especiais (neste caso só se for pela desconsideração e destrato de nos manterem enganados ano após ano, mês após mês, enfim durante tanto tempo que daria para gestação de um e

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  13. Anónimo9/2/26 13:32

    Muito mansinho.
    Assim está o País

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  14. Anónimo9/2/26 13:33

    Sindicatos são manada e só querem tratar das suas vidinhas

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  15. Anónimo9/2/26 13:34

    Não fazem nada?
    Na minha opinião fizeram muito e foi dado um forte sinal de inteligência e maturidade democrática.
    A escolha terá que ser sempre entre democratas, quando um escroque fascista aparece no meio, a resposta só pode ser a que foi dada ontem.
    Mete a viola no saco e faz um favor à sociedade. Desaparece!

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  16. Anónimo9/2/26 13:36

    Engole os fachos querida!
    Custa-te mas tens que os engolir por mais anos, mesmo como 2º partido.
    E gente com esse teu pensamento daria uma boa ditadora, que não respeita nada nem ninguém que não pense como tú
    Felizmente há gente que pensa por sí e não vai nas tuas balelas e nem das deste blogue quanto a politiquices de trazer no bolso.
    Egole querida que te faz bem

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  17. Anónimo9/2/26 13:38

    OJ gosta de ser enganado.
    Sindicatos MJ e DGAJ já percebeu isso

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  18. Anónimo9/2/26 13:43

    tic tac tic tac tic tac






    TRAIÇÂO

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  19. Anónimo9/2/26 14:35

    BAIXA COLETIVA

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  20. Anónimo9/2/26 14:51

    Até quando??


    Até ser publicado o SIADAP para nós.


    Depois aí é que vai ser vê-los furiosíssimos!!!




    Ui que medo!!!


    😱😱😱😱

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  21. Anónimo9/2/26 15:42

       Último parágrafo do texto de hoje:
       O  Povo é sereno:      mostrou ontem que apesar do papão do mau tempo e dos anúncios de elevada abstenção, ignorou isso e, mesmo com más condições foi votar, dando de barato opiniões, palpites, de mil e um comentadores que querem influenciar quem tem paciência para os ouvir.
      A verdadeira intempérie está, isso sim, na rua, na natureza, no aquecimento global, que muitos ignoram.
      Orgulho  em todos os Portugueses afetados pelo mau tempo: com casas inundadas, sem parte dos telhados, muitos sem eletricidade nem água potável, ruas inundadas,  culturas e animais perdidos, sem local de trabalho também destruído. Ainda assim, foram cumprir o seu dever  cívico votando no seu candidato, reforçando pela grande afluência e votaçāo a legitimidade do candidato eleito .
    E ainda andam  por aqui uns a adjetivar este Povo de forma menos simpática: aprendam!
    Somos os maiores.
    Pessoal de Leiria, Marinha Grande, da região Oeste,  e os colegas em especial: coragem, são momentos  difíceis mais uma vez, mas o reerguer é uma certeza. Estar vivo é já uma grande ajuda.
    F  O  R  Ç  A   !🇵🇹

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  22. Anónimo9/2/26 16:14

    Seria a verdadeira palhaçada!


    Vamos ver se assim não será!...

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  23. Anónimo9/2/26 16:32

    Já passou o ataque das 13:34h e das 13:36h? Ainda bem. Agora vão lá tomar o chazinho da tarde e acalmem-se por favor! Olhem o vosso coração. 

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  24. Anónimo9/2/26 16:34

    Oh querido... Este segundo partido daqui a nada vai estar a governar Portugal. Não sou eu que tenho que engolir, são vocês. O melhor é irem se mentalizando.

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  25. Anónimo9/2/26 16:40


    Tens um claro e óbvio fetiche com o engolir...
    Já todos percebemos há muito que o teu problema é mesmo felLatio.
    É o que te traz aqui todos os dias, para dizeres sempre o mesmo.
    Sai do armário de uma vez por todas e procura um dildo que te satisfaça, te encha essa boca obscena e porca e nos deixe de uma vez por todas.
    És asqueroso a todos os níveis. Típico de facholas.
    Só rezo para que não tenhas filhos ou menores a teu cargo.

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  26. Anónimo9/2/26 16:44


    MUITO BEM !!
    O povo é sereno...Mas não é estúpido !!
    Por mais mentiras e videos falsos que espalhem por todo lado, a maioria ainda tem alguma noção do ridículo e do que é a verdade, cultivando-a através do voto.

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  27. Anónimo9/2/26 19:02

    como eu compreendo, todos, os benfiquistas que votaram no Ventura!
    Já basta a destruição de uma carreira tão antiga como a dos oj. 

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  28. Anónimo9/2/26 19:10

    Isso de benfiquistas lampeões a votar Ventrulha é ao menos, só se estraga uma casa.
    Aliás, já no tempo do escroque Salazar era o clube do regime.🤮

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  29. O optimista9/2/26 19:17

    O único fito do poder executivo é condicionar e interferir no poder judicial. Como não pode fazer isso directamente aos juízes, faz isso condicionando os meios ao MP e tirar importância e especificidade aos OJ. Não se quer no sistema competência, capacidade, conhecimento, autonomia, eficiência e eficácia, mas antes funcionários acriticos e subservientes. Daí o SIADAP, as comissões de serviço e as nomeações ad hoc em que o critério é a capacidade de subserviência. Para quê uma carreira especial de grau 3 composta de indiferenciados? Para isso admite-se assistentes técnicos/operacionais para substituir OJ, para gáudio de alguns e colaboração de todos. Afinal para que serve o estatuto e os conteúdos funcionais? Atualmente serve para nos obrigar a trabalhar com custos baixos. Eis o o nosso presente feito futuro.

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  30. Anónimo9/2/26 19:41

    Não ligue a esta escumalha, engolir porcaria e expelir em dobro é o seu modo de vida.
    Há muito que os trato como lixo tóxico, desprezo é o que merecem.
    Quanto a filhos menores "educados" por esta escumalha Chegana, infelizmente ja é uma realidade que tem causado sofrimento nas escolas a algumas minorias.
    É ver o exemplo da criança que amputaram os dedos há meses atrás.
    Deus tem escolhido as pessoas erradas que tem "levado" cedo.

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  31. Anónimo9/2/26 19:49

    Baixa
    Borrados
    De medo
    Tenham medo
    Muito medo

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  32. Anónimo9/2/26 21:25

    😂😂😂 ui... os "democratas" estão a ficar nervosos....

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  33. Clube do regime? O Clube português com as primeiras eleições democráticas? 

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  34. O Estado Novo teve início em 1926 e começou a desintegrar-se em 1961 com as crises estudantis e a guerra colonial. Pois foi precisamente na fase decadente do antigo regime que o Benfica emergiu como força dominante do desporto portuguê

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  35. A crise benfiquista, e a consequente hegemonia portista, deu-se apenas devido às sucessivas má gestões de Jorge de Brito (neste caso mais de quem o acompanhava), e sobretudo, Manuel Damásio e Vale e Azevedo que, paralelamente a outros aspectos, abriram campo aos triunfos portistas das últimas decadas.

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  36. Por falar em presidentes, o Benfica foi ao longo da sua história, e enquanto durou o regime anterior, quase sempre presidido por ilustres oposicionistas.o clube desportivo que mais problemas criou a Salazar, como de resto seria de esperar numa agremiação tão marcadamente popular desde a sua fundação.

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  37. Os órgãos sociais do Benfica sempre foram eleitos democraticamente, o que por diversas vezes foi alvo do olhar recriminador da PIDE,

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  38. Os poderes públicos apoiavam tanto os “encarnados” que em 1956 escolheram o Sporting – por convite - para participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, apesar do campeão da época anterior ter sido o Benfica.

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  39. O Estádio das Antas, construído com fortíssima ajuda do regime
    Pelo contrário, o Estádio da Luz foi construído (muitas vezes literalmente) pelos sócios do Benfica, sem recurso a quaisquer subsídios

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  40.  Mal se sabia que, décadas e décadas depois, seria novamente a sua influência a evitar a descida, agora por motivos bem diferentes, e bem mais nebulosos.

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  41. Cultive-se Colega. Pesquisa, informe-se. Salazar aproveitou-se do SL Benfica e da sua maior figura, Eusébio. Nunca deixou Eusébio sair do país, não por ser benfiquista mas sim por ser um ditador. Salazar estava-se a marimbar para o futebol.

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  42. os relatos dos jogos do Benfica, e as suas vitórias, eram motivo de grande regozijo entre os exilados políticos

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  43. O Benfica foi campeão europeu com jogadores que faziam parte dos movimentos de libertação das colóniasSalazar não teve alternativaaproveitando-se dele para efeitos políticos.

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  44. O primeiro hino, composto por Félix Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi silenciado pelo regime.

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  45. O Estádio da Luz passou 17 anos, desde a sua fundação, sem ser utilizado pela selecção nacionalNunca se jogou a final da taça na Luz ou em qualquer outro estádio utilizado pelo Benfica, ao contrário do que aconteceu nas Antas, onde o F.C.Porto disputou (em casa) nada menos que três finais, antes e depois do 25 de Abril

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  46. Uma das mais conhecidas foi a não autorização para adiar o jogo da Taça de Portugal frente ao V.Setúbal, marcado para o dia seguinte à final de Amsterdão em 1962

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  47. O Benfica conquistou mais títulos nacionais nas modalidades extra-futebol em democracia (57), do que em ditadura (44)Ao contrário, por exemplo, do F.C.Portotem mais títulos antes da revolução de Abril do que depois

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