Motim na Carregueira
Na passada terça-feira, no estabelecimento prisional da Carregueira (em Sintra), houve uma revolta de reclusos, com agressões a guardas e incêndio de colchões.
A ocorrência teve início após a saída das visitas (pelas 16:30 horas), tendo-se iniciado com a agressão de dois reclusos a dois guardas que os teriam intercetado com produto suspeito, provavelmente estupefaciente.
Aqueles dois detidos foram isolados mas, apercebendo-se os restantes presos que partilham a mesma ala, colocaram os colchões fora das celas e incendiaram-nos. A ala tem cerca de 40 reclusos.
Os guardas conseguiram controlar o fogo e repuseram a ordem, mas três efetivos tiveram que receber assistência por inalação de fumo e vómitos.
A Direção-geral dos Serviços Prisionais esclareceu que durante as visitas da tarde foi detetado que um recluso teria guardado droga na boca, com a conivência de outros dois presos. No final da visita, os três "foram intercetados pelos guardas e reagiram de uma forma um pouco violenta". O caso motivou a revolta dos restantes ocupantes da Ala B do 4º andar esquerdo, que "pegaram fogo a quatro colchões". Por volta das 19:00 horas a normalidade estava reposta.
O Sindicato Independente dos Guardas Prisionais afirmou que situações destas só acontecem porque há "falta de meios humanos" no estabelecimento prisional, especialmente depois de ter sido alterada a escala de serviço no último mês e meio.
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