A Invasão do MJ
Ontem à tarde, cerca de 40 membros da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores das Funções Públicas e Sociais invadiram o Ministério da Justiça, afirmando que não sairiam sem terem uma reunião com a ministra, enquanto esta afirmava que não iria recebê-los.
O grupo de sindicalistas não tinha qualquer audiência marcada.
A Federação, cujos membros se encontram concentrados no "Espaço Justiça", lugar de atendimento ao público, queixa-se de nunca conseguir ser recebida pela ministra para debater questões de carreira, o Ministério contrapõe dizendo que os sindicalistas não tiveram disponibilidade para as datas propostas.
Catarina Simão, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul, disse ao Expresso que apenas em maio de 2011, declinaram a data avançada pelo gabinete de Paula Teixeira da Cruz. "Não pudemos comparecer na data marcada porque já tínhamos agendado para esse dia o congresso da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e a ministra sabia-o", disse a sindicalista.
Em junho deste ano, uma delegação do sindicato esteve pela última vez, presencialmente, no Ministério da Justiça para agendar a reunião com a ministra. Desde então, garante Catarina Simão, que envia pedidos todas as semanas aos quais nunca obtiveram resposta.
Segundo esta sindicalista, a lista de problemas é "infindável" e há muito que o "caderno reivindicativo" foi entregue a Paula Teixeira da Cruz.
Nos serviços prisionais, conta Catarina Simão, continuam por resolver o problema dos horários e das escalas de serviço, não esquecendo as más condições de trabalho.
"Não há orçamento para comprar produtos de limpeza [nos estabelecimentos prisionais]", assegura a sindicalista.
No Instituto de Medicina Legal, prossegue, Catarina Simão, "há nove trabalhadores exaustos que até têm de trabalhar nas folgas e suspender férias, sempre que um colega fica doente porque, pura e simplesmente, não são abertos concursos [de admissão de novos funcionários]".
A invasão do Ministério da Justiça foi decidida na própria manhã do dia de ontem, em plenário realizado em Lisboa, no Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul.
Apesar da intenção inicialmente anunciada de que não sairiam do ministério, o protesto veio a terminar cerca de 3 horas depois, com a entrega de uma carta a uma representante da ministra da justiça.
O sítio na Internet da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores das Funções Públicas e Sociais está na coluna da direita das ligações com interesse sob a designação de “FNSTFPS sindicato”.
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