Segurança Privada nas Prisões
O presidente da Associação de Empresas de Segurança, Rogério Alves, acaba de vir a público (domingo último, dia 15DEZ, ao Diário de Notícias) defender que “mais cedo ou mais tarde”, através de uma “ótica de contenção de custos”, a segurança privada “pode entrar nos serviços prisionais”. Refere ainda, como exemplo, o exemplo da nossa vizinha Espanha, onde este sistema já está implementado.
Apesar de não haver “diligências previstas para a entrada nesse mercado, tudo aquilo que se possa fazer em substituição do Estado, com vantagens para o Estado e com padrões de qualidade, é bom”, argumenta.
Ricardo Vieira, presidente da Associação Nacional de Agentes da Segurança Privada, concorda, acrescentando que “a administração da cadeia poderá ser privada mas a direção deverá ser pública. Isso já acontece no Norte da Europa e na América Latina com bons resultados”.
Opinião diferente têm os guardas prisionais que alertam para a possibilidade de subornos. O presidente do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, Júlio Rebelo, explica que as funções destes profissionais “tem um grande grau de complexidade. A formação de um guarda com estágio é de um ano. Não se pode pôr pessoas com contratos de seis meses a trabalhar na segurança prisional”. Esta “precariedade dos contratos dos seguranças privados poderia”, aliás, “ser alvo de pressões por parte de alguns reclusos”, alerta Júlio Rebelo.
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