O Mapa do Crime
Uma aluna da Universidade do Minho criou uma plataforma na Internet onde é possível a cada vítima de um crime assinalar o local onde ocorreu e a descrição do mesmo.
Na mesma página é possível procurar artigos furtados ou roubados e ainda obter alguns conselhos de segurança.
Considerando que em Portugal há 400 mil vítimas de assaltos e que um terço dos casos nunca chega ao conhecimento das autoridades, esta página informal pode funcionar como alternativa àqueles que não querem ou não podem deslocar-se a um posto policial para participar a ocorrência.
A jovem criadora da página (Laura Jota de 23 anos) é licenciada em Criminologia e está a terminar mestrado na Universidade do Minho, pensou neste serviço depois de alguns dados que recolheu para a tese. “Percebi que não havia muita investigação académica sobre a temática dos furtos e roubos”, disse.
Entrevistou nove reclusos que lhe explicaram como cometiam os crimes, os critérios de escolha das vítimas e o que procuravam. Depois falou com sete vítimas de roubo e furto. E ainda acompanhou vários processos, desde a queixa ao julgamento, enquanto estagiou no tribunal de Guimarães.
No mapa estão assinalados os locais das ocorrências e, em cada marca, estão descritas as ocorrências de norte a sul do país.
“Os cidadãos em geral recusam a burocracia e a espera de uma hora na esquadra para denunciar o furto da mala ou do autorrádio. Com o “MapsCrime”, a ocorrência é registada fácil e rapidamente, pelo computador ou “smartphone”, ajudando também outras pessoas e os agentes da lei”, diz Laura Jota.
O projeto de Laura Jota já foi premiado pela Associação Nacional de Jovens Empresários e recebeu bolsas do Estado para o empreendedorismo. É apoiado pela incubadora “SpinPark”, em Guimarães. “Tenho algumas pessoas a trabalhar comigo neste projeto. Agora vou esperar que funcione”.
A página está em http://www.mapscrime.com
Note-se que esta é uma página informal que de forma alguma substitui a apresentação formal nos sítios oficiais, participações estas que serão consideradas, investigadas e mesmo que não resultem em nada, contribuirão para o conhecimento geral das ocorrências e da eventual necessidade de reforço policial, sazonal ou permanente, etc.
O “MapsCrime” é pois uma mera curiosidade informal, sem rigor, onde qualquer pessoa pode passar por vítima e inventar crimes.
No caso de não pretender passar pelo posto policial existe também o sítio oficial das “Queixas Eletrónicas”, onde de forma “online” podem ser apresentadas formalmente as queixas.
A página das queixas eletrónicas estão em https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/
Na coluna aqui à direita das “Ligações de Interesse” estão ambas as ligações permanentes a estes sítios como “MapsCrime” e “Queixas Eletrónicas”.
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