O Duplo Azar no Adiamento
Na semana passada esteve designada uma audiência no âmbito de um processo de insolvência no Tribunal Judicial de Beja. Esta audiência não foi, no entanto, realizada por falta de comparência da Juíza de Direito de turno que a ela presidiria, assim noticiava a Rádio Pax, daquela cidade, passando a explicar os motivos do adiamento, conforme a seguir se transcreve:
«Queixoso e testemunhas deslocaram-se propositadamente da Covilhã até Beja. Quando chegaram ao Tribunal, meia hora antes da hora marcada para a sessão, ter-lhes-á sido dito por uma funcionária que a juíza não estava presente “por falta de transporte” de Moura para Beja.
Em causa está o processo de insolvência de uma empresa de segurança com sede em Beja. O homem, antigo funcionário a quem são devidos 7 mil euros, viajou da Covilhã com quatro testemunhas. Nas viagens, o homem estima gastar cerca de 200 euros. Valor que irá duplicar uma vez que a audiência será marcada para nova data.
Contactado pela Rádio Pax, o Primeiro Juízo do Tribunal de Beja confirmou a falta de comparência da magistrada na audiência. A juíza terá alegado ter a viatura pessoal na oficina. A magistrada terá dito ainda não haver táxis disponíveis na cidade de Moura devido à hora da audiência ter coincidido com o funeral de um taxista onde compareceram a maioria dos motoristas da cidade.»
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