Fernando Pessoa e o Citius
«A arquitetura do Citius é muito deficiente e aquilo que ocorreu pode muito bem voltar a acontecer e com circunstâncias muito mais graves.»
Assim o afirma, desta forma tão perentória, Carlos Brito, vogal do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), o mesmo instituto de onde saiu um relatório que atribuía a responsabilidade do acontecimento não à “arquitetura deficiente” do Citius mas a dois indivíduos que, para além de lhes atribuírem sabotagem, também teria exercido coação.
Afinal, agora, não só a culpa já não é dos dois indivíduos “sabotadores” como, na ausência destes, tudo “pode muito bem voltar a acontecer e com circunstâncias muito mais graves”.
Ora é, ora não é. Será que alguma vez se poderá acreditar em qualquer declaração?
De acordo com as notícias de ontem (60 buscas e 11 detidos no caso Vistos Gold), parece que afinal os alegados dois criminosos do Ministério da Justiça não eram aqueles dois PJ do Citius apontados pela ministra da Justiça mas outros não apontados.
Ou seja, é necessário aqui recordar Fernando Pessoa quando no seu poema “Autopsicografia” diz: “O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente”, para estabelecer um paralelo dizendo que quando a ministra aponta os que não são e não aponta aqueles que deveras o são, fingirá dor tão completamente como o poeta ou será mesmo dor que deveras sente?
...pois, estamos bem entregues estamos.....
ResponderEliminarSe o problema fosse só esse! O pior é que se gastam milhões para levar a julgamento certas pessoas e depois os juízes decidem desresponsabilizá-los, dizendo que "incompetência não é crime". Mas é, em todos os casos em que as pessoas em questão são escolhidas e pagas pelas suas competências!
ResponderEliminarINCOMPETÊNCIA, a sua erradicação eliminaria tantos problemas. Eu concordo consigo, a incompetência até pode ser que não seja crime, mas pagamos segundo a competência de cada um, precisamos de exigir resultados.
EliminarNestes casos concretos a incompetência custa milhares de impostos que são desviados daquilo que realmente interessa: educação, saùde e justiça. A incompetência neste patamar devia dar mais e melhores explicações porque mexem na vida de milhares.
Resumindo a incompetência deveria ser melhor definida porque em alguns casos as consequências são criminosas.
Neste caso, são milhares de profissionais às aranhas enquanto nòs vamos pagando. A justiça a funcionar normalmente jà é o que é, com estes problemas é obseleta. O sacudir a àgua do capote colocando pessoas em xeque publicamente sò para entreter cidadão não me parece para nada uma conduta de quem sabe onde està parado e para onde quer ir. A incompetência torna-se evidente perante as adversidades.
Agora se sabem que o problema pode ocorrer, o melhor não é por pés ao caminho para o resolver? E deixarem-se de usar a imprensa para nos entreter?
Meu caro, tem alguma "coisa" a ver com as cunhas que levaram incompetentes, que de sistemas de informação nada percebem e que mentem em documentos oficiais. Para um oficial de justiça parece que não lê o DR, que que lhe indique os documentos em que pelo menos o dito "Director" mente. Logo mentiroso e incompetente, mas com cunhas na PJ, na PGR enfim nos meandros da justiça. Esses que metem as cunhas é que deviam ser investigados também, pois em termos de corrupção a Justiça não fica atrás de outros bem pelo contrário. Parece que todos os detidos são licenciados em Direito e até um desembargador foi apanhado, nada que me admire, julgam-se acima da Lei. Quanto ao Citius não é plataforma nenhuma é uma manta de retalhos mal amanhada, baptizada pelo António Costa e pelo seu SE, os mesmos que deram 200 mil euros a uma empresa privada de um amigo para "criar" um SO Linius, igual ao que empresa distribuía na Internet de borla. O mesmo que no tempo do Guterres tinha recebido 50 mil contos por uma façanha idêntica. Nada disto foi investigado??!!! O ITIJ em vez de informáticos devia ter muitos licenciados em Marketing e Ciência Política (pelo menos se não for mentira?!!!Não sei?). Mas era uma directora do DCIAP que dizia há poucos anos que em Portugal não havia corrupção, não era?!!!!
ResponderEliminar