Quanto Custa o Temor da Perda?

      Com a reorganização judiciária operada, as autarquias viram-se obrigadas a despender avultadas quantias para satisfação do mapa judiciário, por temor a perder as valências ou os tribunais que detinham.


      É o caso da autarquia de Oliveira de Azeméis que se viu na necessidade de arrendar um rés-do-chão num edifício de um hotel (Hotel Dighton) para instalar as secções de comércio e de execução (2ª e 3ª secções) que foram instaladas no Palácio da Justiça de Oliveira de Azeméis, sem que o mesmo detivesse condições para o efeito.


      O temor resulta do facto de a cerca de 10 Km se encontrar um palácio da justiça onde agora sobra espaço e onde poderiam ser colocadas aquelas secções, no entanto, tal palácio da justiça fica em distinta localidade e município: São João da Madeira.


      O juiz presidente da Comarca de Aveiro (Paulo Neto Brandão), comarca na qual se insere o núcleo de Oliveira de Azeméis, afirma que de facto as secções poderiam ir para aquela outra localidade mas que como foi decidido colocá-las em Oliveira de Azeméis, tinha que lidar com essa opção e conseguir uma forma de satisfazer o decidido no mapa judiciário.


      «Estariam lá muito bem, é uma cidade com toda a dignidade e com um tribunal amplo e novo mas a opção foi a de colocá-lo em Oliveira de azeméis e é com essa realidade que nós temos que funcionar e conseguirmos dar uma resposta razoável, satisfatória, ou melhor, mais que razoável, mais que satisfatória, às necessidades dos serviços.»


      Em baixo pode ver as imagens correspondentes ao velho e sobrelotado edifício de Oliveira de Azeméis, as do novo e disponível edifício de São João da Madeira e a imagem do edifício do hotel que arrendou o espaço no rés-do-chão. Segue ainda um vídeo da notícia no Porto Canal.


      A autarquia não revelou o valor da renda. Uma vez que quem paga a renda são os cidadãos, deveriam, pelo menos, ter conhecimento deste seu custo.


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