A Acessibilidade à Justiça
A Justiça distanciou-se cada vez mais dos cidadãos, não só fisicamente, como com a recente reorganização operada em Portugal, mas, essencialmente, pelos elevados custos que aceder à Justiça comporta, não necessariamente pelas taxas dos tribunais mas também pelos custos em honorários com os advogados.
Os custos da Justiça são um impedimento no acesso à Justiça, seja para defender causas individuais, seja para defender causas coletivas, que digam respeito à comunidade.
Para tentar suplantar este obstáculo, surgiu no Reino Unido uma plataforma que pretende agregar os eventuais interessados em causas, sejam elas coletivas ou mesmo individuais, sustentando tais causas nos tribunais, com o apoio financeiro coletivo.
Plataformas de “crowdfunding” como o “Kickstarter” são conhecidas pelas suas campanhas de empresas que desenvolvem produtos inovadores mas, e se este modelo for aplicado à área da justiça?
É a isto que se propõe a “CrowdJustice”.
Em vez de produtos ou obras de entretenimento, nesta plataforma pode encontrar-se casos de justiça em que qualquer pessoa pode investir, ajudando assim a sustentar a defesa dos casos em que acreditarem.
“A CrowdJustice permite às comunidades juntarem-se para aceder aos tribunais e proteger os seus ativos comunitários, como o seu hospital local, ou valores partilhados, como os seus direitos humanos”, explicou a ex-advogada das Nações Unidas e fundadora do “CrowdJustice”, Julia Salasky.
A advogada comentou também com o “TechCrunch” que ao longo do tempo os “governos tornaram o acesso à justiça cada vez mais difícil e mais caro”, com esta iniciativa a servir para voltar a balançar o estado da Justiça.
Na página pode ler-se o lema: “Vamos tornar a Justiça acessível”.
Esta iniciativa está ainda numa fase inicial e conta, para já, com o apoio a apenas uma causa, a de um cidadão contra a petrolífera BP, tendo já recolhido quase a totalidade do apoio financeiro necessário para a causa.
Pode aceder à página na seguinte hiperligação: “CrowdJustice”.
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