Interpelação pela Madeira

     A deputada Sara Madruga da Costa aproveitou a primeira audição parlamentar da Ministra da Justiça, Francisca van Dunem, na Assembleia da República, para elencar os principais problemas da justiça na Região Autónoma da Madeira e pedir soluções ao Governo da República.


     Além das questões formuladas na audição, a deputada explanou, de uma forma mais exaustiva, as carências dos tribunais na Região Autónoma em três perguntas por escrito dirigidas ao Governo da República.


     A necessidade de mais Funcionários Judiciais na Região e da revisão da promoção e progressão dos mesmos esteve entre as questões colocadas, tendo Sara Madruga da Costa referido ser imprescindível suprimir a falta de nove Escrivães de Direito e de dezasseis Escrivães Adjuntos.


     A esta lacuna junta-se a falta de Magistrados do Ministério Público, já que, comparativamente com outras comarcas do país, o número destes profissionais na Região é muito inferior e desproporcional.


     Sara Madruga da Costa referiu que um dos outros graves problemas que se verificam é a falta de condições de acesso à justiça por parte dos cidadãos mais carenciados, sugerindo à Ministra da Justiça a revisão dos critérios de atribuição do apoio judiciário, de modo a que possam ter uma maior abrangência.


     Francisca van Dunem foi ainda questionada sobre o problema da falta de arquivo da instância local de Santa Cruz, que está, provisoriamente, distribuído entre as casas inabitadas dos magistrados, a cerca de dois quilómetros, e um outro edifício propriedade da Câmara Municipal, o que impede a imediata passagem de certidões e o pleno funcionamento do tribunal, não tendo sido também esquecida a situação do arquivo do Funchal, que requer um novo espaço não só para o arquivo mas também para o armazenamento de objetos apreendidos.


     A deputada Madruga da Costa abordou também a problemática da violência doméstica e a falta na Região de magistrados judiciais e Oficiais de Justiça especializados, bem como a falta de uma secção especializada da PSP para o tratamento diferenciado deste fenómeno criminal.


     Por fim, e relativamente às duas regiões autónomas, a deputada abordou a necessidade de reposição dos subsídios dos Conservadores e dos oficiais de registo, bem como de colocação de mais conservadores, uma vez que existem concelhos onde são inexistentes, como é o caso do Porto Santo, o que impede o bom desempenho dos serviços aos cidadãos.


     Estas questões e o acompanhamento do funcionamento da justiça na Região surgem no seguimento do compromisso eleitoral assumido pela deputada Sara Madruga da Costa no sentido de aproximar a população e os serviços dependentes do Estado na Região com a Assembleia da República.


     Fonte: dnoticias.pt


SaraMadrugaCosta.jpg

Comentários

  1. Se é mesmo esse o valor do mecanografico...receber participações por mesquenhices de graduação...e não serve para um despacho!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Calix, todos os demais e muitos comentários foram eliminados porque o conteúdo não só era para aqui descabido, como continham uma linguagem e considerações que não estão de acordo com a linha editorial desta página.

      O insulto, as expressões e conceções sexistas, etc. não constituem liberdade de expressão, pelo contrário, prejudicam-na.

      Diga sempre o que quiser em relação aos assuntos que quiser mas faça-o numa linguagem minimamente decente e sem proferir insultos dirigidos a pessoas concretas, até com nome e apelido, bem como certas considerações sobre o sexo feminino são estúpidas.

      Desde há muito que aqui comenta e até já trocamos e-mails sobre este assunto e tinha até prometido ter outra atitude mas parece já ter esquecido.

      Aqui não se eliminam comentários, mesmo que sejam descabidos mas, perante tamanha estupidez não resta outra solução senão suprimi-los, aliás, como muitos leitores já pediram em relação a si e a todas as suas formas anónimas de intervenção. De igual forma se vêm suprimindo os comentários que constituem propaganda, especialmente no que diz respeito às ofertas de empréstimos de dinheiro. Também a estas já se dirigiu comunicação por e-mail, avisando que seriam suprimidas tais intervenções e assim vem sucedendo, sem mais explicações e nem sequer sendo detetadas por muitos dos leitores.

      Assim, saiba-se que a partir deste momento, as demais publicações que sejam ofensivas, passíveis até de constituírem crimes, como hoje constava nos comentários de Calix, serão sempre eliminadas sem qualquer explicação.

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ