Programa de Justiça Para Totós
O deputado social-democrata Carlos Abreu Amorim, criticou a forma "leviana" e "acriançada" como Francisca van Dunem parece encarar a reforma da Justiça.
Na semana passada, Carlos Abreu Amorim teceu duras críticas à forma como a Ministra da Justiça, Francisca van Dunem, tem conduzido a pasta nos primeiros três meses de mandato. Para o deputado social-democrata, a sucessora de Paula Teixeira da Cruz devia “descer à terra” e, nessa mesma viagem, trazer à boleia a secretária de Estado [Anabela Pedro], que “parece completamente deslocada dos problemas da Justiça e não ter, de forma nenhuma, o perfil adequado para o cargo”.
O deputado do PSD comentava, assim, a forma como Francisca van Dunem decidiu anunciar o “Plano de Ação Justiça + Próxima”; um pacote de 120 medidas.
O grupo parlamentar do PSD quer saber, na prática, que medidas são essas. “Não queremos acreditar que essas medidas, a existirem – porque neste momento elas não são conhecidas –, tenham sido feitas a pacote e sem qualquer reflexão”, atirou Carlos Abreu Amorim.
Nessa medida, o PSD vai apresentar um requerimento para que o Ministério da Justiça faça chegar à Assembleia da República o “conteúdo completo dessas 120 medidas e os estudos” que as suportam, anunciou o deputado social-democrata.
“Estamos muito preocupados com facto de a Justiça, como área de soberania que é, estar a ser tratada de uma forma que nos parece, aparentemente, leviana”, acrescentou o parlamentar, antes de lançar novo ataque à atuação da ministra da Justiça:
“A única coisa que nós conseguimos enxergar nos sítios e na documentação que foi disponibilizada pelo Ministério da Justiça é um vídeo de quatro minutos feito em estilo acriançado e uma apresentação de um programa que, com toda a sinceridade, parecia um programa de Justiça para totós”.
Fonte: Observador
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