A Intrusão no Palácio da Justiça de Paços de Ferreira

      No passado fim de semana, o Palácio da Justiça de Paços de Ferreira foi alvo de uma tentativa de assalto.


      Os intrusos entraram por uma janela na parte traseira do edifício e, uma vez no interior, partiram dois vidros de duas portas até chegarem ao gabinete do Secretário de Justiça. Neste gabinete encontra-se um cofre-forte que poderia ser o alvo do furto.


      Apesar do esforço e ousadia da intrusão, os intrusos acabaram por abandonar o edifício, ao que parece, sem levar nada.


      "Numa primeira análise nada foi roubado", afirmou ao CM Armanda Gonçalves, acrescentando que o local foi inspecionado por elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR, que está agora a investigar o caso.


      A intrusão ocorrida no fim de semana só foi detetada na segunda-feira de manhã pela funcionária encarregue da limpeza.


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      Esta ocorrência denota que no Palácio da Justiça de Paços de Ferreira não existe nenhum sistema anti-intrusão e denota também que os intrusos eram indivíduos descontraídos e o seu passeio pelo Palácio da Justiça, provavelmente durante a noite, durou o tempo que quiseram, andaram por onde quiseram e só foram embora porque quiseram, provavelmente porque, como seria de noite, ficaram com sono.


      Esta ocorrência não é, no entanto, estranha, anómala nem pontual. Por todo o país, ao longo dos anos, vão existindo relatos semelhantes e furtos que se relacionam, especialmente, com objetos apreendidos mas, independentemente das coisas de facto furtadas, o que aqui releva é o facto de não existirem as necessárias e mínimas condições de segurança nos tribunais e até nos demais espaços utilizados para o armazenamento dos objetos e/ou dos processos.


      É espantosa a forma como se pode entrar nos tribunais, passear-se com todo o à-vontade e levar ou destruir o que se quiser ou até, pasme-se, não levar nada nem estragar nada.


      A sorte de termos intrusos tão pacatos não significa que a DGAJ ou o IGFEJ continuem tranquilos, com idêntica pacatez, acreditando na sorte.


      Entretanto, advertem-se os Oficiais de Justiça para não deixarem nada nas suas secretárias ou no espaço dos edifícios judiciais, que sejam seus bens pessoais, e ainda para efetuarem cópias de segurança dos seus ficheiros que detêm nos computadores, pois a todo o momento, se o computador desaparecer ou for destruído, perdem tudo o que ali guardavam.


      Aliás, nos tempos que correm, pode ser mais valioso um ficheiro eletrónico guardado num computador que qualquer outro bem pessoal que possam deixar na secretária, pelo que as cópias de segurança são obrigatórias e com grande periodicidade, tanto mais que os edifícios judicias são locais muito inseguros.


      Quanto à questão da segurança em si, na falta de sistemas anti-intrusão ou na reparação ou manutenção dos poucos existentes, poderá ser uma solução alternativa a utilização de cães.


      Com o apoio do partido com representação parlamentar PAN e a obtenção de canídeos nos muitos canis que existem no país, poderia ser possível colocar em cada edifício, sem custos, pelo menos um par de canídeos que seriam alimentados, também gratuitamente, pelos Oficiais de Justiça, cada um levando porções de comida e fazendo as festas e coçando o pelo, à vez, numa escala de serviços.


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      Esta ideia não tem custos e pode perfeitamente ser incorporada no plano “Justiça+Próxima”, pois proporcionaria mais proximidade entre os animais de quatro patas e os animais que, embora bípedes, carregam o peso da Justiça como se burros fossem.


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      A informação base para a elaboração deste artigo e aqui parcialmente reproduzida foi obtida na fonte (com hiperligação contida) ao jornal regional: Imediato.


      Em face da recente advertência do COJ sobre a captação de imagens no local de trabalho, adverte-se que as imagens supra, por incrível que possa parecer, não foram captadas no local de trabalho, não correspondendo mesmo a ninguém que desempenhe funções nos serviços judiciários.

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