A Maior Aflição

      Por todo o país, vão tomando posse os magistrados judiciais e do Ministério Público nas novas funções que os respetivos movimentos (concluídos antes do início do ano judicial), movimentaram e recolocaram.


      Na Comarca de Beja, o juiz presidente, José António Penetra Lúcio, fez ontem uma cerimónia de posse dos novos seis magistrados que chegaram àquela comarca e chamou a comunicação social regional porque, como afirma, “A gestão da Comarca de Beja tem pautado a sua atividade pela intensificação do relacionamento institucional com todos os setores da sociedade envolvente”.


      O juiz desembargador que preside à Comarca, defendeu que a presença na comunicação social regional “é de manter e aprofundar”, uma vez que “a vida da Comarca de Beja, nos seus problemas e nas suas realizações, nos seus sucessos e insucessos, constitui matéria do mais relevante interesse público”.


      O magistrado garantiu que o órgão de gestão da Comarca, tudo vai fazer para que “a informação correspondente chegue aos seus destinatários, e para colaborar em tal objetivo estaremos sempre disponíveis; somos um serviço público de portas abertas”, concluiu.


      Em termos comunicacionais, a atual presidência da Comarca de Beja pauta-se por uma certa excecionalidade no panorama nacional, mantendo contactos regulares com a comunicação social e até nas redes sociais, exemplo disso é a Comarca ter a sua própria página no Facebook: “Comarca de Beja”, já há cerca de um ano.


      José Lúcio afirmou que é necessário “melhorar a imagem da Justiça”, por isso realçou a relação aberta e transparente que se tem desenvolvido, através do diálogo institucional e com a comunicação social na Comarca que preside.


      Na cerimónia de posse, que decorreu na sala de audiências do Palácio da Justiça, o juiz presidente, afirmou que este ano judicial que ora começa, começa com os mesmos problemas do passado, designadamente, a falta de Oficiais de Justiça que considerou “gritante”.


      À rádio Voz da Planície, José Lúcio explicava assim a falta de pessoal:


      «Quando se fala em falta de pessoal, é de facto, falta do pessoal das secretarias, do pessoal Oficial de Justiça. É decisivo porque, naturalmente, são esses que têm que movimentar os processos e, portanto, mesmo a capacidade de trabalho e a produtividade dos magistrados fica prejudicada pela carência a nível das secretarias e é essa a nossa maior aflição, efetivamente».


      Esta “maior aflição”, de que fala o juiz presidente da Comarca de Beja, não é exclusiva desta comarca, é antes comum a todo o país, com exceção dos tribunais locais que perderam as valências que tinham até à reorganização judiciária e as secções de proximidade (esvaziados de processos).


      Alguma da informação base para a elaboração deste artigo, e aqui parcialmente reproduzida e/ou adaptada, foi obtida nas fontes (com hiperligações contidas): Rádio Voz da Planície e Lidador Notícias.


JuizPresidenteComarcaBeja05SET2016.jpg

Comentários

  1. Anónimo6/9/16 10:58

    “a vida da Comarca de Beja, nos seus problemas e nas suas realizações, nos seus sucessos e insucessos, constitui matéria do mais relevante interesse público”.

    Sendo os Tribunais Judiciais o único órgão de soberania não eleito há que estender a atitude implícita nesta afirmação a todas as outras comarcas.

    Exceptuando o comentário de cada caso/acção/processo em concreto, tudas as restantes matérias, mormente as referentes a aspectos organizacionais, são matérias de relevante interesse publico e como tal tem que ser discutidas bem à vista dos seus destinatários: os cidadãos.

    Atitude diferente,até por parte de figuras e entes institucionais do sector é indigno dum órgão de soberania.

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