Quantos Somos?
Foram divulgadas na passada sexta-feira as últimas listas de antiguidade das várias categorias da carreira de Oficiais de Justiça.
Estas listas dizem respeito ao último dia de um ano completo verificado, isto é, ao único dia 31 de dezembro possível e que é o de 2016. As listas estão, portanto, atualizadas, porque ainda não ocorreu mais nenhum outro dia 31 de dezembro, mas, pese embora essa atualização, há uma outra desatualização: é que esse último dia do ano já ocorreu há cerca de 10 meses e o que se verifica é um atraso na divulgação destas listas, um atraso que se reputa de cerca de 7 meses, considerando-se que estas listas deveriam ter sido divulgadas em março passado, pelo menos, no mês anterior ao da abertura da apresentação de requerimentos para o movimento único anual que corresponde ao mês de abril.
Pese embora o desfasamento na divulgação, aqui estão para análise, por 10 dias, as listas de antiguidade dos Oficiais de Justiça à data de 31-12-2016.
Nestas listas há uma importante diferença a considerar que é a relativa aos 400 Escrivães Auxiliares e Técnicos de Justiça Auxiliares que já não estão (agora em 2017) nessas categorias mas nas de Escrivão Adjunto e de Técnico de Justiça Adjunto, por efeito das promoções este ano ocorridas.
Para além do interesse individual e coletivo no controlo das respetivas antiguidades e no seu uso, por exemplo, para os movimentos, estas listas contêm os totais de Oficiais de Justiça para cada categoria, o que interessa para a visão geral da profissão.
À pergunta: quantos somos? Pode se responder: à volta de 7500, sendo a distribuição por categorias a que pode apreciar no gráfico e no quadro abaixo, elaborados de acordo com estes últimos dados oficiais.
Os Oficiais de Justiça podem dividir-se em três grandes grupos percentuais: Na grande fatia, correspondente a mais de metade, estão os Auxiliares, com 54% de todos os Oficiais de Justiça; em segundo lugar estão os Adjuntos que totalizam 30% e, por fim, 16% ocupam cargos de chefia.
Pode aceder à comunicação da DGAJ "aqui" e às listas (ainda em fase de audiência dos interessados), conforme as hiperligações abaixo indicadas que estão de acordo com as categorias, mais se indicando, para cada categoria, a quantidade de Oficiais de Justiça àquela data de 31DEZ2016.
Secretários de Tribunais Superiores = 8
Escrivães de Direito =1026
Técnicos de Justiça Principais = 135
Escrivães Adjuntos = 1682
Técnicos de Justiça Adjuntos = 572
Técnicos de Justiça Auxiliares e Escrivães Auxiliares = 4065
Estas 7 listas, cujo acesso aqui se disponibiliza, estão também permanentemente disponíveis para aceder na coluna aqui à direita, na secção das ligações; local onde encontra muitas ligações; ao dia de hoje são 438, divididas por: 278 designadas Ligações de Interesse, 40 Ligações a Legislação, 78 Ligações a Documentos, 30 Ligações dos Tribunais e, por fim, 12 ligações a produtos “Por e Para Oficiais de Justiça”.
Na secção das “Ligações a Documentos” encontra acessos permanentes não só a estas listas referentes a 2016, como ainda às referentes aos dois anos anteriores: 2014 e 2015.
No quadro abaixo pode ver a evolução da quantidade de Oficiais de Justiça, totais e por categoria, nos últimos 13 anos; desde o ano de 2004.
Assim, no ano de 2016, verificou-se uma descida de 163 Oficiais de Justiça, no cômputo geral, sendo estas perdas oriundas de quase todas as categorias, mesmo daquelas, e especialmente nessas, em que se verifica um aumento, como as de Escrivão de Direito e de Técnico de Justiça Principal. Nestas categorias, apesar do aumento numérico visível, ocorreu a maior perda de Oficiais de Justiça. Dos 163 perdidos, só 149 foram destas categorias, isto é, a maioria, uma vez que nestas categorias houve um reforço de 399 novos promovidos em 2016, não se verificando essa proporcionalidade no aumento total final.
Já no gráfico abaixo pode ter uma visão geral dos totais de Oficiais de Justiça por ano, apreciando desta forma a evolução dos últimos 13 anos. No final, consta uma previsão para o final do ano de 2017, em curso, mas, como não podia deixar de ser, trata-se de uma mera previsão que contempla a entrada, até ao final do ano, de 400 novos Oficiais de Justiça mas que, na realidade, não deve ocorrer precisamente nessa quantidade mas em cerca de apenas 300. De todos modos, esta diferença de cerca de uma centena será suprida logo no início de 2018, pelo que se considerou desde já o valor total dos 400 para este gráfico, sendo, pois, tal valor relativo a 2017, meramente ilustrativo de uma possibilidade a concretizar-se a médio prazo.
Tantos e com tão pouca força...
ResponderEliminarTantos e tão poucos...
ResponderEliminar"Oh...diabo"! E não é que existem cerca de 158 escrivães de direito com 15 a 25 anos de antiguidade na categoria?! E mais 99 com 14 anos e alguns/muitos meses! Em 2016, certo!!! Ass. Rui Octacílio Chaves
ResponderEliminarp.s. - "Oficial de Justiça, Pedro", dantes havia a possibilidade/obrigatoriedade de inicialmente nos identificarmos em comentários mas "agora" não! Potencia-se o "anonimato"?
A página é do "Sapo" e inseriu alterações recentemente às quais somos completamente alheios. De todos modos, quem quiser se identificar pode sempre, por baixo da caixa do comentário, registar-se formalmente até com a página do Facebook, de outro blogue Sapo ou até optar simplesmente pela opção: "Preencher Dados". Esta última opção é também muito interessante pois permite inserir qualquer nome ou manter o anonimato mas permite também a inserção de um endereço de e-mail, que não é divulgado e serve apenas para receber eventuais respostas que sejam colocadas ao comentário, assim conhecendo as reações. É um sistema automático do “Sapo” sem intervenção nem conhecimento do autor do blogue. Esta opção já antes existia mas estava na parte de cima.
EliminarNeste blogue nunca houve obrigatoriedade de identidade, nunca se optou pelo controlo dos I.P. de acessos e, muito menos, se introduziu qualquer moderação prévia, tudo opções que estão disponíveis mas que sempre se consideraram serem limitadoras da liberdade de comentar. A única intervenção é a resposta a alguns aspetos pontuais e, no limite, a supressão de comentários inapropriados, como, aliás, já aconteceu algumas vezes, deixando, no entanto, nota de tal supressão.
De todos modos, os comentários, a autoria dos artigos, etc. não carecem de qualquer identificação. Não interessa quem produz a intervenção, interessa a intervenção em si. Não se pretende pessoalizar nada mas apenas intervir, desta forma se evitam muitos mal-entendidos e erróneas associações, pois há sempre quem queira afirmar que determinada pessoa tem determinado conceito por ser quem é ou porque tem algum interesse pessoal, etc. Aqui o que interessa não são as pessoas na sua individualidade mas no seu conjunto. Não há nenhum problema com o anonimato e não deixa de ser uma forma que, afinal, permite intervenções mais livres, sem quaisquer constrangimentos. Esta liberdade é, no entanto, vigiada, de forma a conter os eventuais excessos.
Então assim, e respeitando a opinião plasmada: "Oficial de Justiça" fico obviamente elucidado quanto às alheias vicissitudes da "sapo". Respeitosamente, também, divirjo, desde sempre, de que " Não há nenhum problema com o anonimato e não deixa de ser uma forma que, afinal, permite intervenções mais livres, sem quaisquer constrangimentos.". Contudo e naturalmente, cada qual fica com as suas próprias convicções! Ass. Rui Octacílio Chaves
EliminarIncrivel! Reparem bem na lista de antiguidades dos secretários superiores: Já é possivel chegar a secretário superior sem ser secretário! Estatuto para quê? provas para quê? basta ser escrivão de direito e ter padrinhos na Relação...
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