A Falácia e a Greve de 3 dias
“Falar-se em negociações, neste momento, é uma falácia. Se alguém falou em negociações não é com este Ministério da Justiça", disse Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) que, salientou ainda, disse que a greve resultou de um "processo de reflexão".
Foi, à margem da sessão solene de abertura do ano judicial, que o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) anunciou, na passada quinta-feira, a greve de três dias a realizar entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro, considerando que "o Ministério da Justiça, independentemente dos seus titulares, não tem respondido atempada e adequadamente aos problemas que lhe têm sido submetidos".
Já no final da sessão solene, Carlos Almeida disse que não há, neste momento, qualquer negociação com o Ministério da Justiça, acrescentando que este “É um momento ideal para dar um sinal ao país".
Depois de ouvir as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça pediu ao Governo que passe das palavras aos atos, considerando que este é o tempo da ação e não das palavras: "Este é o dia em que acaba o tempo dos discursos, vamos passar para a ação, pensamos que é isso que o senhor presidente da República também pretende, passemos à ação, vamos agir".
Carlos Almeida acrescentou ainda que o Presidente da República "sinalizou uma série de questões que nós acompanhamos" que o sindicato está disponível para negociar: "Como sempre estivemos. Agora, é preciso mais do que os discursos", defende.

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