Palácio da Justiça de Loulé Inundou e Encerrou
O Tribunal de Loulé encerrou esta semana, na passada quarta-feira, e continuará encerrado por tempo indeterminado.
Em comunicado, a Comarca de Faro refere que "a persistência do mau tempo" está a "dificultar a conclusão das obras" de recuperação do edifício, que estavam em curso, o que obrigou à transferência de alguns serviços para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.
Contudo, avisa o tribunal, será "impossível" assegurar todos os julgamentos que estavam agendados para o início da próxima semana, devido ao facto de terem de ser realizados "de forma condicionada à disponibilidade de sala", no Tribunal Administrativo e Fiscal.
Desde quarta-feira, os julgamentos de processos sumários e abreviados e as diligências urgentes decorrem no edifício do outro tribunal, do TAF, onde foi ainda criado um núcleo de atendimento para as situações mais urgentes e para a obtenção de certificados de registo criminal.

O Tribunal da Comarca de Faro pede a todos os intervenientes em diligências agendadas para o início da próxima semana em Loulé que, na véspera da diligência, contactem o tribunal para confirmarem se vai realizar-se.
"O Tribunal Judicial da Comarca de Faro, em conjugação com o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), tudo está a fazer para que o Palácio da Justiça retome, no mais curto espaço de tempo possível, a sua normal atividade", concluiu o comunicado.
Para além do problema que as obras já provocavam, o mau tempo destes dias veio acrescentar mais este problema, inundando o Palácio da Justiça e, depois da Proteção Civil ter concluído que as instalações "não reuniam as condições de segurança adequadas aos seu funcionamento" e que "havia risco para funcionários e utentes", o juiz presidente da Comarca de Faro, Sénio Alves, decidiu-se pelo encerramento.
Também os serviços das conservatórias dos registos de Loulé encerraram, depois da inundação ocorrida em dois pisos, devido às obras.

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