Estudo de Avaliação dos Riscos Psicossociais da Carreira dos Oficiais de Justiça
O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) divulgou um questionário para trabalhadores em geral, também aplicável a Oficiais de Justiça, que pretende avaliar os riscos psicossociais da carreira.
Diz assim o SOJ:
«Com o objetivo de promover o bem-estar, a qualidade de vida, as condições de trabalho e a satisfação da Classe, o Sindicato dos Oficiais de Justiça – SOJ – pretende conhecer a perceção dos Oficiais de Justiça relativamente aos riscos psicossociais no local de trabalho.
Consequentemente, está a realizar um estudo que visa conhecer as situações de risco e situações favoráveis dos Oficiais de Justiça, em ambiente de trabalho.»
O referido estudo está a cargo de uma empresa denominada “Think People” que, diz o SOJ, «é uma empresa de consultoria em saúde ocupacional que, em parceria com o Sindicato dos Oficiais de Justiça, se encarregará da aplicação e tratamento dos dados.»
Continua a informação nos seguintes termos:
«O preenchimento do questionário, que se mostra publicado no sítio do SOJ, no espaço dos Destaques – lado direito do visor –, é confidencial e não permite a identificação de quem responde.
A opinião de todos os colegas, Oficiais de Justiça, sejam ou não sindicalizados, neste ou em qualquer outro sindicato, é essencial para o conhecimento rigoroso e objetivo desta realidade.»
Conclui o SOJ afirmando que «Não basta afirmar, entre nós, que a carreira dos Oficiais de Justiça está submetida a enorme desgaste e stresse. Há que demonstrar, cientificamente, essa realidade. O Professor Samuel Antunes, reconhecido especialista na matéria, está a acompanhar este trabalho que será apresentado, publicamente, ao país.»
Assim, este estudo pretende tirar conclusões científicas daquilo que empiricamente todos os Oficiais de Justiça vão sentindo e falando e desde há muito ou demasiado tempo.
Esta iniciativa do SOJ e da Think People mostra-se, pois, importante para definir com rigor científico o stresse da profissão.
Desde logo preenchemos o questionário, que é anónimo, e submetemos as respostas. As questões são simples, como, por exemplo, as quatro primeiras que a seguir se indicam:
.1. A sua carga de trabalho acumula-se por ser mal distribuída?
.2. Com que frequência não tem tempo para completar todas as tarefas do trabalho?
.3. Precisa fazer horas-extra?
.4. Precisa trabalhar muito rapidamente?
As respostas serão selecionadas entre as opções de 1 a 5, sendo que a opção 1 significa nunca ou quase nunca, a opção 2 raramente, a opção 3 às vezes, a opção 4 frequentemente e a opção 5 sempre.
Assim, por exemplo, à pergunta se precisa de fazer horas-extra, haverá quem responda com a opção 1, outros 3, mas também haverá respostas com a opção 5.
Há, pois, muitas experiências diferentes e cada um poderá contribuir com a sua perspetiva e experiência do dia-a-dia.
Tendo em conta que as questões se mostram pertinentes, o questionário é anónimo e simples e tem como objetivo apurar conclusões que serão sérias e publicamente divulgadas, apoiamos esta iniciativa e desde já aconselhamos todos os Oficiais de Justiça a participarem no preenchimento do questionário.
Para além das questões proporcionarem as respostas para o estudo, as mesmas questões proporcionam a cada um a possibilidade de refletir sobre alguns aspetos que, normalmente, não são pensados ou percebidos.
Pode aceder aqui à citada informação do SOJ, na sua página do Facebook, aqui à página da mencionada empresa Think People e aqui ao questionário que pode preencher.

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