Vencimentos dos Funcionários Públicos reduzidos a uma variante do Rendimento Social de Inserção
Este fim de semana, o primeiro-ministro explicou que «para ele, é mais importante ter muitos funcionários, embora mal pagos, do que menos funcionários, mas mais bem pagos. A função pública não parece ser, para Costa, uma carreira profissional, mas uma variante do rendimento social de inserção.
No mesmo fim de semana, a Dra. Teodora Cardoso aludiu ao “mistério” de “o desemprego baixar e os salários não subirem”. Em Portugal, para António Costa, não é um mistério: é um projeto. Trata-se de atulhar Portugal de dependentes do Estado, todos inseguros e facilmente persuadidos de que só um voto em Costa lhes garante o salário. Sim, isto é o socialismo.
Nada disto é de facto misterioso. Em Portugal, salários que não correspondam a um aumento da produtividade e dependam apenas de redistribuições estatais só podem ser baixos, porque, ao contrário do que clamam o PCP e o BE, não é possível redistribuir muito mais, num país em que uma minoria dos cidadãos contribui com a maior parte da receita dos impostos diretos, e em que só quem não pode não abastece o automóvel em Espanha.
A galinha dos ovos fiscais está no limite. Porque é que os socialistas pensam que é necessário um regime tributário favorável para atrair estrangeiros, mas não para reter nacionais?
Desde 1995, que Portugal tem sido governado quase sempre pelo PS, com as esquerdas em maioria no parlamento. E desde então, que esses governos e essas maiorias resistem às recomendações internacionais para tornar Portugal mais competitivo, clamando que limitar a proteção estatal a certos grupos de interesse – sindicais, corporativos e empresariais – levaria a uma “economia de baixos salários”. Mas que o ganhou o país com essa resistência? Uma economia que, com a italiana, foi a que menos cresceu na Europa nos últimos vinte anos, e que gera sobretudo remunerações modestas.
Por causa do Euro, argumentam PCP e BE. Mas que nos esperaria fora do Euro, senão as desvalorizações do Escudo e os seus salários diminuídos pela inflação? De uma maneira ou de outra, é o que o PS, o PCP e o BE têm para dar aos portugueses: o verdadeiro regime dos baixos salários e das baixas expectativas.»
Extrato do artigo de opinião subscrito por Rui Ramos publicado no Observador, aqui com hiperligação incorporada onde aceder a todo o artigo.

Ultimamente também se tem falado e comentado sobre o suposto baixo salário do deputado à assembleia da república, preparando-se este para, em momento oportuno, aumentá-lo. Porque não utilizarem a mesma política com os funcionários públicos? Em vez de aumentarem o seu salário, aumentem o número de deputados! Ficariam mais aliviados do trabalho...
ResponderEliminarDo que apurei junto de muitos deputados, governantes e políticos em geral, ninguém quer ser aumentado, preferindo antes ter mais colegas nas funções para poderem prestar um trabalho de maior qualidade ao cidadão.
Eliminarbah
Eliminarpois,pois... enquanto houver fartura nas ajudas de custo, transportes, rendas de casa, despesas representação, viagens pagas, refeições grátis ou a baixo custo, motoristas, diversas compensações, etc... etc..., para além do vencimento, para quê aumentos sem estes suplementos? Se calhar vale mais estar quietinho e continuar tal como está...
EliminarA qualidade do serviço prestado está intrinsecamente ligada à motivação e - inerentemente - ao salários e reconhecimento que se tem. Como neste monistério não há saláros dignos face às responsabilidades e funções, nem tão pouco reconhecimento pelo esforço, naturalmente, não se queixem.
ResponderEliminarFica ainda o brio profissional, que vai salvando a coisa.
Políticos e gestores neste país e pelo mundo fora querem criar escravos, ignorando o tempo com a família, o empo de descanso, o tempo de se sentir vivo. Querem apenas números a qualquer custo. Querem que se pense trabalho, que se respire trabalho, que se viva apenas trabalho.
A bem da economia...