Acessibilidades: O Eterno Problema
A imagem que ilustra o artigo de hoje “tem vindo a gerar, legitimamente, forte contestação e mensagens de protesto de cidadãos da Covilhã.
O problema, aliás, não é novo. Há cerca de um ano, já o Jornal do Fundão tinha alertado, nas suas colunas, para esta situação na chamada casa da Justiça.
Na ocasião relatámos o caso de uma tetraplégica, dependente de cadeira de rodas, mulher de 70 anos que esteve à beira de um ataque de nervos. Sem uma rampa de acesso ao Registo Civil, valeu-lhe a ajuda de funcionários e outros voluntários.
Um episódio triste porque apesar da boa vontade de gente voluntária e prestável, ia caindo da cadeira. O mesmo incómodo e vexame deverá, certamente, ter sentido, há dias, a pessoa que esta foto ilustra.
Apesar da existência de um quadro regulador e promotor das condições de acessibilidade, a maioria dos edifícios públicos não respeita essa normativa. O caso do Palácio da Justiça da Covilhã é ainda mais caricato. Remodelado há poucos anos, passou a dispor de acessos para deficientes, com elevador para os pisos onde funciona o Tribunal.
No entanto, “esqueceram-se” do que aparentemente seria mais fácil, ou seja, implantar uma pequena rampa no rés-do-chão, junto à entrada para o Registo Civil, onde existem três degraus, verdadeiros muros intransponíveis para quem tem dificuldades de locomoção. Absurdo e lamentável”.
Fonte: Reprodução do artigo publicado no “Jornal do Fundão”, acessível através da hiperligação contida.

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