A postura firme, a união total e o exemplo nacional

      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) divulgou ontem na sua página do Facebook uma notícia do Correio da Manhã relativa a um homicídio e a um primeiro interrogatório de arguidos detidos que teve que ser adiado devido à greve das 9 às 11 horas.


      De acordo com a notícia, o delegado sindical local daquela estrutura sindical referiu que a adesão à greve foi de 100% naquele tribunal o que obrigou a adiar todas as diligências relativas ao caso.


      O mesmo delegado sindical informou que “aquela diligência não deverá ficar concluída hoje, porque os Oficiais de Justiça voltam a parar entre as 12h30 e as 13h30 e entre as 16h00 e as 17h00”.


      De acordo com a notícia do Correio da Manhã, o delegado sindical informou ainda que “hoje, só durante a manhã, foram anuladas cerca de uma dezena de diligências que serão agora remarcadas para nova data”.


      Esta notícia demonstra que a greve a tempo parcial continua bastante ativa e, embora não seja do conhecimento geral da população, dos meios de comunicação social e mesmo dos próprios Oficiais de Justiça, o que é facto é que todos os dias os Oficiais de Justiça ao longo de todo o país continuam firmes, com uma firmeza ao nível dos 100%, em defesa e em luta pelos seus depauperados direitos, já hoje e ainda numa perspetiva futura.


      Estamos perante as maiores greves já alguma vez levadas a cabo pelos Oficiais de Justiça, bem maiores do que aquela mítica greve histórica, sempre recordada, que deu origem ao suplemento remuneratório. Hoje, os Oficiais de Justiça ultrapassaram já todos os níveis de luta do passado e, espantosamente, todos os dias continuam com o mesmo propósito. Ora, isto é um sinal óbvio do estado de espírito de todos estes homens e de todas estas mulheres que continuam a fazer todas as greves, com enorme perda de rendimento, mas com a forte convicção e, naturalmente, uma forte união entre todos, uma vez que uma adesão de 100% é algo que demonstra inequivocamente que todos estão unidos e que estão unidos contra a forma como este Governo vem tratando os Oficiais de Justiça, especialmente depois da apresentação daquelas linhas gerais ou grandes linhas para o novo estatuto, linhas essas que vieram motivar ainda mais a união dos Oficiais de Justiça contra este Governo.


      Hoje, assistimos a que cada ação ou omissão do Governo só contribui para aprofundar o já grande fosso existente entre o Governo e os Oficiais de Justiça; cada vez maior; mais profundo, sobretudo depois desta última apresentação daquelas linhas gerais que vieram destruir completamente todas as expectativas dos Oficiais de Justiça que nelas não consegue encontrar nenhuma virtualidade; zero; não há nelas nada que sirva.


      O dano causado pelo Governo a todos estes homens e a todas estas mulheres que suportam a atividade dos tribunais e dos serviços do Ministério Público é, neste momento, praticamente irreparável. Os danos são enormes e, se alguma vez forem esquecidos, demorarão muitos anos.


      Entretanto, convém atentar no exemplo dos 100% dos Oficiais de Justiça daquele tribunal da notícia que aqui serve hoje de mote a este artigo que, bem sabendo que não há qualquer tipo de serviços mínimos decretados, seja para o que for, nesta greve parcial, dão ao país um exemplo de união na luta e de grande firmeza que deve ser exemplo nacional.


      Pode ver o destaque dado pelo SFJ na sua página do Facebook seguindo a hiperligação: “SFJ-Facebook” e também pode ver a mencionada notícia, seguindo a hiperligação: “Correio da Manhã”.


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Comentários

  1. Apresentem pré aviso de greve para as eleições para o parlamento europeu.

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  2. Algum funcionário público, apenas com o produto do seu salário, consegue comprar casas a 1 milhão de euros?

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