2019 é o Nosso Sexto Ano de Existência

      Depois do nosso quinto aniversário completado no passado mês de outubro, este novo ano de 2019 que ora tem início constitui o sexto ano de existência deste projeto informativo que é único no especto das várias iniciativas existentes vocacionadas para os Oficiais de Justiça, quase todas concentradas em páginas ou grupos fechados e de acesso condicionado no Facebook a que nem todos os Oficiais de Justiça acedem e até, mesmo quando acedem, depois são afastados por não agradarem aos administradores desses grupos, o que se verifica com especial relevo no grupo intitulado “Funcionários Judiciais de Portugal” onde, no último ano de 2018 foi efetuada uma grande limpeza de “personas non gratas” que eram – e são – Oficiais de Justiça; havendo já notícia de que a mesma doença já atingiu outro grupo mais recente – e ainda há dias –, o “Oficiais de Justiça Unidos”; enfim, uma bolsonarite aguda que pulula e cresce tentando calar as vozes dissonantes e as opiniões divergentes, como se fossem más, prejudiciais ou tóxicas.


      Depois de anos a fio com uma voz única oriunda de um pensamento único, sem opiniões divergentes e, portanto, sem incómodos, nos últimos tempos tem-se verificado a existência cada vez maior do acordar de muitos e no erguer de vozes dissonantes o que tem provocado um mal-estar muito grande naqueles que não conseguem conviver com opiniões divergentes da sua ou das emanadas pelas cúpulas dirigentes.


      Ao longo destes já mais de cinco anos completados, com uma atividade diária, este projeto informativo divergente, tem diariamente teimado em aportar algo novo aos Oficiais de Justiça, designadamente, informação e conhecimento mas, antes de mais, espírito crítico, isto é, ao fim e ao cabo, nada mais e nada menos do que acrescentar liberdade.


      Neste momento, com cerca de dois mil artigos publicados, diariamente lidos por milhares de leitores, essencialmente Oficiais de Justiça, que acedem por qualquer uma das plataformas disponibilizadas, a par de outras ofertas, seja dos calendários, da Lista de permutas, etc., tornou-se um local de passagem “obrigatória” diária para todos aqueles que se interessam pela carreira e mesmo para outros que, embora não sendo Oficiais de Justiça, se interessam pelos assuntos diversos que aqui se vão abordando todos os dias.


      Estes milhares de leitores diários que visitam esta página, seja a ela acedendo diretamente, seja através das demais plataformas onde pode ser seguida, como no Facebook, no Twitter, no Redit, no Google+, no Blogs Portugal, ou ainda pela simples leitura do artigo diário na sua própria caixa de correio eletrónico (e-mail), pela subscrição diária que ali sempre é distribuída, todos podem optar pela via que mais se adeque à sua utilização diária, seja no computador de mesa, no telemóvel, etc.


      São 7 as plataformas diferentes através das quais pode seguir as publicações diárias desta iniciativa informativa.


            1- Sapo (oficialdejustica)


            2- Facebook (OficiaisJustiçaPortugal)


            3- Twitter (OfJustica)


            4- Blogs Portugal


            5- Reddit (OficialJustica)


            6- Google+


            7- Assinantes por "e-mail"


      Esta iniciativa simples tornou-se, ao longo destes cinco anos, num projeto incontornável de grande dimensão e de grande responsabilidade. Esta responsabilidade mantém, no entanto, sempre presente, um fator imprescindível que norteia todas as publicações: o espicaçar das consciências, o despertar de um espírito crítico entorpecido, enfim, um importante exercício de liberdade que, como tal, também é incómodo e incomoda de facto, o que é uma mais-valia.


      A informação é uma arma poderosa mas a informação simples, sem espírito crítico associado, é um nada que pulula na Internet, partilhado vezes sem conta, algo passageiro e sujeito ao esquecimento, por isso, aqui não se reproduzem ou partilham notícias como todos estão habituados a fazer e a ler, por exemplo no Facebook. Aqui faz-se a notícia ou a informação. Cada artigo publicado não se limita a informar apenas sobre determinado facto mas obriga-se a acrescentar sempre algo mais, obriga-se a aportar mais informação e a levantar mais questões.


      A leitura de um artigo até a fim não pode deixar o leitor tranquilo e passivo mas inquieto e ativo. Este é o propósito e neste sentido se vem espicaçando cada leitor, demonstrando que é possível fazer mais e melhor e que os factos podem ser vistos desde diversas perspetivas e, através desses diferentes olhares, é possível até radiografá-los, vendo-lhes claramente as entranhas e a sua composição visceral.


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      Sempre especialmente focados nos interesses gerais e particulares dos Oficiais de Justiça, os leitores desta página sabem que aqui encontram toda a informação relevante que se possa relacionar com a profissão, informação essa que é disponibilizada de forma independente e crítica, assumindo posições críticas sobre determinadas ações ou omissões, facto que, ao longo destes quatro anos, tem angariado interesse e amigos mas também ódios e inimigos e mesmo a instauração de processos disciplinares pelo COJ, como os dois ainda pendentes instaurados ao criador da página, a par de outras penalizações-retaliações.


      Apesar das controvérsias e das pressões, os números de leitores e de descidas de ficheiros crescem de forma esmagadora, ultrapassando mesmo o número de Oficiais de Justiça existentes o que se compreende também pelas mensagens de retorno recebidas de pessoas de outras profissões, especialmente do mundo judiciário.


      As ligações permanentes a sítios de interesse, a documentos, a legislação, etc. que aqui se disponibilizam na coluna da direita, ultrapassam já as quatro centenas e meia. Os comentários aos artigos publicados, as mensagens instantâneas enviadas desde a página e as comunicações por “e-mail”, atingiram já números estapafúrdios, provocando até pontuais atrasos nas respostas.


      Dia a dia os leitores não só cresceram como se mantiveram fiéis, firmes, interessados e cada vez mais participativos, bem como, também mais críticos, tendo passado a ver algumas notícias e informações sob outras perspetivas, perspetivas que se mostram quase sempre arredadas dos mass media e dos órgãos e entidades representativas dos Oficiais de Justiça.


      Os resultados deste percurso permitem afirmar que esta iniciativa alcançou resultados simplesmente extraordinários que permitem dar ânimo à continuação deste projeto informativo independente mas também contundente, sempre que se tratar de defender a visão e os interesses dos Oficiais de Justiça Portugueses, o que tem motivado alguma natural discordância e críticas diversas quando se discorda, ora das administrações da justiça, ora dos próprios sindicatos da classe, tomando-se aqui muitas e frequentes posturas críticas e de defesa dos interesses da classe que não são vistas nem tidas pelos organismos que assim deveriam sempre proceder.


      Estas posturas têm colidido com alguma imobilidade que, de tão habitual, se considerava já normal, pelo que a surpresa das críticas negativas efetuadas a esta página se baseiam apenas numa certa falta de compreensão da liberdade de expressão que hoje já deveria estar bem entranhada, aceitando-se a multiplicidade de opiniões e vozes como uma mais-valia e não como algo negativo, como ainda alguns concebem.


      Recordemos o artigo 37º da Constituição da República Portuguesa que versa sobre a liberdade de expressão e informação:


      nº. 1 – “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.”


      nº. 2 – “O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.”


      Estes mesmos direitos essenciais constam também na Declaração Universal dos Direitos do Homem, onde, no seu artigo 19º, se estabelece que “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.”


      É este o propósito, é esta a intenção, independentemente de desagradar a alguns e depois de resistir a todas as manobras de silenciamento desta voz dissonante.


      Para este ano de 2019 pretende-se seguir o mesmo rumo e ir ainda mais longe; o mais longe que for possível e, claro está, isto só será possível e só está a ser possível com a continuidade da colaboração e do apoio da maioria dos Oficiais e Justiça.


      Há aqui uma voz amplificada, há aqui uma partilha de informação e conhecimento; há aqui uma vantagem que pode e deve ser usada em benefício de todos. Aproveitemo-la e usemo-la ao máximo.


      Ainda há muito por fazer e muito por dizer, apesar de todos os dias se dizer algo mais.


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Comentários

  1. Anónimo2/1/19 11:59

    Parabéns pelo excelente trabalho. Continuem e BOM ANO 2019.

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