Alerta para a falta de Oficiais de Justiça no Algarve
«O grupo parlamentar do PCP alertou para a carência de Oficiais de Justiça nos tribunais algarvios, pedindo ao Governo medidas rápidas para ultrapassar o problema.
Seis meses depois de terem questionado o Governo sobre a matéria – que reconheceu o problema e informou da intenção de contratar mais profissionais –, os comunistas apuraram que se mantém “uma acentuada carência de Oficiais de Justiça nos tribunais algarvios, nas carreiras judicial e dos serviços do Ministério Público”.
De acordo com o requerimento enviado pelos deputados Paulo Sá, eleito pelo círculo de Faro, e António Filipe, na categoria de Escrivão Adjunto, o quadro da Comarca de Faro prevê 102 funcionários, mas em julho de 2018 estavam por preencher 29,5% dos lugares desse quadro.
“Com a entrada de novos funcionários em outubro de 2018, esta percentagem desceu ligeiramente para 25,5%. Ou seja, está ainda por preencher um quarto dos lugares do quadro”, salientam os comunistas.
Esses progressos são considerados “insuficientes e muito limitados” pelo PCP, acrescentando que, em relação a Secretários de Justiça, apesar de preenchido, o quadro está “manifestamente subdimensionado, obrigando a que Secretários de Justiça acumulem funções em vários tribunais”.
“A carência de Oficiais de Justiça traduz-se num volume de trabalho exacerbado, numa grande pressão e numa necessidade recorrente de prolongamento do horário normal de trabalho. Só a dedicação e empenho destes trabalhadores permite que, numa situação de carência de recursos humanos, se vá dando resposta às exigências do serviço”, asseveram os deputados do PCP.
Paulo Sá e António Filipe pediram ao Governo para “adotar medidas urgentes” para ultrapassar este problema, “quer por via de promoções, quer por via de contratação de novos funcionários”.»
Fonte: Reprodução do artigo publicado no “Diário Online Região Sul”, aqui diretamente acessível através da hiperligação incorporada.

Não é novidade nenhuma, na parte que aos SJ, o artigo diz respeito. O problema é transversal a todas as comarcas, sem excepção, e já se arrasta desde a implementação do novo mapa judiciário que entrou em vigor em 2014.
ResponderEliminarO artigo peca, apenas, por tardio.
Existem SJ a acumular funções em 4 Núcleos, sendo certo que apenas foram nomeados pela DGAJ para o Núcleo da Comarca onde tal cargo existe.
ResponderEliminarA missão torna-se muito difícil, assim. Ambos os Sindicatos deveriam estar atentos também nesta matéria.