Furtados 400 Euros de Mealheiro de Oficiais de Justiça
Faz precisamente hoje uma semana que, na segunda-feira de manhã, em Arouca, se descobriu que o tribunal fora assaltado durante o fim de semana.
A GNR foi chamada quando a primeira funcionária que ali faz limpeza se deparou com o cofre aberto, gavetas e mais coisas mexidas.
Foram feitas diligências e constatou-se que a única coisa que estava em falta era dinheiro, cerca de 600 euros, conforme referiu o oficial de comunicação e relações públicas do Comando Territorial de Aveiro da GNR, Telmo Gomes. O mesmo Guarda acrescentou que, numa primeira análise, “não foram detetados sinais de arrombamento”.
Em declarações à Lusa, o juiz presidente da Comarca de Aveiro, Paulo Brandão, explicou que os autores do assalto terão entrado pela porta principal do edifício, usando uma chave mestra que estava, e está, desaparecida, e confirmou que o alarme do tribunal não está a funcionar há mais de um ano. “No entanto, também pode ter sido usada uma chave falsa, ou pode ainda ter acontecido que alguém tenha deixado a porta aberta por esquecimento”, acrescenta o juiz.
“O alarme está inativo há cerca de um ano porque o edifício irá ser alvo de obras de recuperação e por isso a sua reparação estava prevista para essa altura”. “Nunca foi feita a reparação, porque a sua substituição é mais vantajosa. Estávamos à espera de fazer essa substituição quando se realizasse as obras de manutenção e conservação do edifício, que tem problemas de infiltrações”, disse o juiz desembargador Paulo Brandão.
O juiz presidente esclareceu ainda que do cofre foram furtados apenas 200 euros, adiantando que os restantes 400 euros era dinheiro que os funcionários estavam a juntar.
O dinheiro furtado correspondia a cerca de 200 euros de registos criminais e outras cobranças e os 400 pertenciam aos funcionários que juntavam tal dinheiro e o guardavam no cofre do tribunal, cofre este que tinha a chave posta na porta.
O Tribunal de Arouca fica situado no primeiro andar de um edifício onde funciona também a Conservatória do Registo Predial, no rés-do-chão.
Ou seja, recapitulando:
.1. Não há sinais de arrombamento;
.2. O assaltante terá entrado pela porta principal;
.3. Poderá ter sido usada uma chave mestra desparecida
.4. Ou alguém ter esquecido a porta aberta;
.5. O sistema de alarme estava inoperacional há mais de um ano;
.6. Parte substancial do dinheiro furtado era de um mealheiro dos Funcionários;
.7. O cofre tinha a chave posta.
Já aqui alertamos várias vezes os Oficiais de Justiça para não deixarem nos tribunais e nos serviços do Ministério Público os seus objetos pessoais de valor e até a realizarem frequentes cópias de segurança do seus ficheiros que guardam nos computadores porque, a todo o momento, tudo pode desaparecer porque a generalidade dos tribunais não são suficientemente seguros.
O caso aqui relatado de Arouca é um muito bom exemplo da muito má segurança que não constitui um caso de exceção. A única exceção que existe reside no facto de serem raros os assaltos aos tribunais, talvez por mero desleixo ou desconhecimento dos assaltantes.

O conteúdo deste artigo é de produção própria e contém formulações próprias que não correspondem a uma reprodução de qualquer outro artigo de qualquer órgão de comunicação social. No entanto, este artigo tem por base informação colhida na comunicação social que até pode estar aqui parcial ou totalmente reproduzida ou de alguma forma adaptada. Assim, pode aceder às fontes ou à principal fonte informativa que serviu de base ou mote a este artigo, através da(s) seguinte(s) hiperligação(ões): “TVI24”, “Observador”, “Correio da manhã #1” e “Correio da manhã #2”.
Comentários
Enviar um comentário