Milhares Continuam a Comemorar Abril
Por todo o país, o 25 de Abril é comemorado e reivindicado para o presente por largos milhares de portugueses que saem à rua neste dia que teimam em não esquecer.
Na capital do país ocorrem as principais manifestações comemorativas, juntando muitos portugueses.
Milhares de pessoas participam ontem à tarde em Lisboa no tradicional desfile do 25 de Abril para assinalar os 45 anos da Revolução dos cravos.
O desfile, organizado pela Associação 25 de Abril, saiu da praça do Marquês de Pombal por volta das 15:30 rumo ao Rossio e muitas pessoas tinham cravos vermelhos, o símbolo da revolução que derrubou a ditadura de mais de 40 anos.
De cravo ao peito ou na mão, o desfile foi composto por várias gerações, juntando desde crianças a adultos de todas as idades.
Ao som de músicas de intervenção como Grândola Vila Morena, os participantes gritaram palavras de ordem como: “Fascismo nunca mais, 25 de abril sempre” e “Abril está na rua, a luta continua”.
No início do desfile foram colocados dois chaimites, carros de combate que foram utilizados pelos militares que chegaram a Lisboa na madrugada de 25 de abril de 1974 e que fizeram as delícias dos muitos turistas que por ali passavam.
Várias organizações sindicais e partidárias aproveitaram a descida da Avenida da Liberdade para empunhar várias faixas, umas alusivas à comemoração da data e outras mais reivindicativas.
Além das habituais palavras de ordem “25 de Abril, sempre; fascismo nunca mais” e “viva o 25 de Abril, dia da liberdade”, em alguns cartazes lia-se: “o 25 de Abril não morreu, nem morrerá. Não às PPP” [Parcerias Público-Privadas] e “a banca escraviza”, “propinas zero”, “salários justos”.
No Rossio, local onde cerca de duas horas depois terminou o desfile, foi lido um apelo à participação subscrito por várias organizações sindicais, políticas e independentes.
O texto lembrou as “ofensivas graves, ao nível da precarização do trabalho, os ataques aos serviços públicos e às funções sociais dos Estado”.
“No momento em que na Europa e no Mundo estão a surgir perigosos movimentos de cariz neofascista, as comemorações dos 45 anos de Abril devem também ser um movimento de afirmação dos valores de cooperação, paz e solidariedade”, destacava o texto.





Fonte: “Sapo24”.
O direito à liberdade de expressão, de manifestação, de reunião, de associação, é para mim o fundamental conquistado pelo MFA com o "25 de abril".Também o analfabetismo foi combatido e só quem conhece o meio rural sabe como era gritante e assim se "acomodava" a ditadura.
ResponderEliminarA cultura é o maior bem de qualquer sociedade, por mais rica ou pobre que seja dos bens materiais e
Abril cumpre-se todos os dias, depois destes já longos anos, quando usamos a nossa liberdade, sem importunar o mesmo direito dos outros.
O resto é acessório. Vivas à liberdade e a quem lutou por ela durante os longos anos da ditadura, do obscurantismo, do fascismo.
Posso ter poucos bens materiais, porque para mim a liberdade é a m/ maior riqueza e não tem preço!
Será porque sou Carneiro?
Não é nada carneiro, só se for ovelha (para ser feminino)... Esta brincadeira serve para a citar: quando refere (e bem) o "obscurantismo" daquele tempo da ditadura, deveria referir também o obscurantismo das crendices astrológicas. É que não há planetas ou estrelas ou seres extraterrestres a interferir com o nosso dia a dia e com a nossa personalidade. Se, como diz, a liberdade é a sua maior riqueza e não tem preço, por que raio se deixa agrilhoar por essas crendices sem nenhum - nenhum mesmo - fundamento científico, fazendo parte do mesmo analfabetismo que grassava na ditadura? Hoje, saber ler e escrever, só por si, não é tudo (nem nunca foi) para libertar as pessoas; é necessário mais do que isso para se conquistar, em cada um de nós, a liberdade que Abril trouxe e nos foi oferecida por alguns teimosos, criminosos, perseguidos, torturados, marginalizados, detidos, espancados, fugidos… e durante anos… mas valentes e corajosos que, por todos, lutaram. Aprenda-se também com isto que cada ação individual conta; cada gota conta e ainda que durante anos nada se colha, pelo contrário, se sofra perseguição e tantos desalentos, há sempre um Abril que virá, ainda que muito demore. Abril é, pois, uma lição em muitos e variados aspetos que nos deve orientar também no dia a dia, nas pequenas coisas do dia a dia; nessas gotas que parecem nada valer mas que juntas formam rios que enchem mares.
EliminarExcelente.
EliminarO analfabetismo continua, agora noutra instância, chamado de analfabetismo funcional.
Sinceros parabéns pelo seu comentário com o meu total acolhimento.
Desde há umas décadas que os Tribunais recrutam democráticamente funcionários.
Diz-se por aí que há cerca de 40 anos atrás o cenário era muito diferente. Que o digam os funcionários que nunca se sujeitaram a um único teste no processo de seleção e ingresso na carreira.
Mas quais crendices qual quê? Era o que faltava!Factos sāo factos. E são muitos "anos a virar frangos", neste caso, a trabalhar com pessoas com caracteristicas comuns( qualidades, defeitos,gostos).
EliminarCá p'ra mim, aposto que é Touro ou Escorpiāo.
E quanto ao outro que fala em admissões democráticas, deve esquecer-se que há inspeções e há Magistrados no dia a dia: tudo a inspecionar e não é pouco!E o COJ trabalha bem!
David Justino - TSF
ResponderEliminar"David Justino devolve acusações a ministra da Justiça e fala em "acordo secreto"
David Justino, não mexa na coisa. A coisa quer-se silenciada. A democracia, quando confindida e mal usada, permite-se a tudo isto.
EliminarA necessidade de 25 de Abril volta a estar presente cá por baixo. Mais do que nunca.
EliminarSerá corrupção, será incompetência ou incapacidade de fazer melhor?
Um polvo que agrada a uma minoria.