Uma Greve que é uma Vergonha
A greve que os Oficiais de Justiça mantêm ao serviço para além das horas normais de funcionamento das secretarias judiciais e do Ministério Público, decretada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) em 1994, isto é, há 25 anos, é uma vergonha!
Esta greve é uma vergonha e embora possa não envergonhar nenhum dos governantes, designadamente, aqueles que pelo Ministério da Justiça passaram ou ainda lá estão, essa falta de vergonha desses desavergonhados não pode, de modo algum, contagiar e estender-se aos Oficiais de Justiça.
Se aqueles que governam não sentem vergonha, os Oficiais de Justiça deveriam ter tal vergonha, e muita, por manter uma greve durante 25 anos sem a obtenção de qualquer resultado.
De igual forma, todos os dirigentes sindicais deveriam ter muita vergonha por durante todos estes anos, que já se contam em décadas, nada terem conseguido, nem com este nem com os outros governos passados.
Se as reivindicações que motivaram esta greve ainda se mantêm por cumprir após 25 anos, isso deve-se à inação e ao desleixo do Sindicato que convocou esta greve, desleixo este que obtém a total concordância dos seus associados Oficiais de Justiça.
É uma vergonha que não tenha havido outras iniciativas e que o desleixo completo das reivindicações se mantenham por tanto e tanto tempo.
É inegável que um quarto de século de uma greve, que até chegou a estar esquecida, constitui um disparate e uma mostra incontornável do desleixo dos Oficiais de Justiça.
Esta greve que tem, mais ou menos, a mesma antiguidade no cargo do atual presidente do SFJ, revela a vergonha que constituem as aclamadas e repetitivas vitórias alcançadas.
Os Oficiais de Justiça, com vitórias e estratégias destas, estão com a carreira no estado em que está e com uma perspetiva futura nada prometedora.
Os Oficiais de Justiça e o Sindicato SFJ têm sido prejudiciais a si próprios e isto é, para além de uma atuação e, ou, inação inaceitável, também uma vergonha.

Nao diria vergonhosa, diria mais anedótica! Mas de qualquer maneira será melhor divulgar o anuncio pelas secretarias. É que continua a existir muita gente que o desconhece. Pode ser que ainda ........🤔
ResponderEliminarPré aviso - Guinness!
ResponderEliminarJá pode ser consultado na Torre do Tombo.
Ora..ora..
ResponderEliminarO "vinagrento" líder sindical como alguém dissimuladamente apelidou.
Perguntem-lhe quanto vale uma Unidade de Conta.
Convidem-no a expôr públicamente a sua declaração de IRS.
Não é preciso termos inteligência acima da média.
A alienação a que nos deitaram é reversível!!. Assim sejamos todos unidos porque ideias válidas não faltam.
Perguntem aos colegas recém chegados aos Tribunais.
O Fernando Jorge e seus comparsas merecem uma estátua, a qual deveria ser edificada pelos Oficiais de Justiça que a trabalhar longe de suas casas passam fome, ou mais corretamente, pagam para trabalhar.
ResponderEliminarNão tenho memória de ver tantos colegas, incluindo-me, a comer de marmita durante a hora de almoço na própria secretária própria para trabalhar.
ResponderEliminarO salário é mísero e não chega para pagar os compromissos bancários assumidos quando se perspetivava uma carreira evolutiva, segundo a ordem natural.
Essa ordem natural é para alguns.
Temos todos dignidade e não vamos nunca roubar que é para onde nos empurram.
Ao ler este pré aviso de greve com 25 anos verificamos que uma das reivindicações é de a atribuição de um subsídio de risco.
ResponderEliminarAlguém, nestes últimos anos se lembra de uma reivindicação desta natureza por parte do sfj?
Um documento pré-histórico, incongruente e que ninguém pode levar a sério.
Basta ler as últimas propostas de revisão de estatutos do sfj para verificar que não existe qualquer reivindicação de um subsídio de risco.
É por estas e por outras que ninguém leva a sério as reivindicações dos oficiais de justiça.
É como a mulher de César.
O soj devia inverter esta incoerência e apresentar um novo pré-aviso de greve sério sustentado em reivindicações coerentes e credíveis para voltarmos a ser respeitados e sobretudo compreendidos.
Não há que recear com o papão dos serviços mínimos tendo em conta o recente acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa.
Chega de conformismo.
Sindicalismo é o oposto de filiação!
Alguém viu nos últimos pré-avisos de greve, plenários ou congressos reivindicar-se por um subsídio de risco?!...
EliminarÉ para rir.
Mas mais preocupante é o soj ter ficado refem de uma farsa de greve.
Ninguém nos leva a sério!
Uns são filiados e outros de forma inocente tornaram-se reféns.
Só lamento que os oficiais de justiça não parem para fazer uma reflexão profunda de tudo o que lhes está a acontecer para deixarem de ser apenas peões neste tabuleiro de xadrez, onde reis e rainhas imperam.