Mas António Costa ainda não se demitiu?

      Este governo de António Costa, que ora ameaça se demitir, já o deveria ter feito mesmo, pelo menos já no ano passado.


      Este governo de António Costa não cumpriu a Lei da Assembleia da República do Orçamento de Estado de 2018, tal como voltou a não cumprir a Lei do Orçamento de Estado para 2019 que obrigava a negociar o tempo congelado com os sindicatos, encontrando o modo de o fazer ao longo de um tempo a encontrar, tal como leram os governos regionais dos Açores e da Madeira, sem esquecer que, nos Açores, o governo é maioritariamente socialista.


      Este governo de António Costa forçou uma leitura daquelas duas leis na qual pretendia significar que a negociação fixaria um tempo e que era esse o tempo que as leis impunham e não um tempo enquanto período para efetivação da recuperação.


      Desde pelo menos 2018 que vemos como este governo de António Costa é perigoso por ser manhoso, retorcido e enganador, engonhando a sua ação e ludibriando todos, tal como os Oficiais de Justiça também bem sabem não só em relação à recuperação do tempo congelado mas também em relação às suas negociações seja para o estatuto, seja para os serviços mínimos das greves… Sempre enganados.


      Para além das duas leis da Assembleia da República que o governo de António Costa nunca quis cumprir, desrespeitando aquele órgão de soberania, não respeitou ainda a Resolução nº. 1/2018 do mesmo órgão de soberania, resolução esta que foi aprovada sem nenhum voto contra e – note-se bem – com os votos a favor do Partido Socialista. Se se recordam, esta Resolução foi aqui mencionada várias vezes e dela demos notícia logo que publicada no primeiro Diário da República do ano 2018, e era dirigida ao Governo no sentido deste considerar todo o tempo congelado.


      Este governo de António Costa ignorou até o voto do seu partido, partido este cujos membros se fingem agora virgens ofendidas, disfarçando a sua real vida prostituída.


      De igual forma, também a própria secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, garantiu na comissão parlamentar de Finanças e Educação, a 15 de novembro de 2017, que ia “haver uma forma de contagem de tempo de serviço” exercido pelos professores durante os quase 10 anos em que as carreiras estiveram congeladas, afirmando que “vai ser encontrada uma forma de recuperar esse tempo de serviço. Veremos com os sindicatos de que forma se fará o seu faseamento”, declarou na referida comissão parlamentar onde se discutia o Orçamento do Estado para a Educação. As declarações de Alexandra Leitão estão registadas em vídeo e pode a elas aceder através da ligação abaixo.


      Assim, este governo de António Costa, acaba de atingir o clímax da falsidade e do disparate com a farsa do ultimato.


      Os portugueses com dois dedos de testa suplicam a António Costa que se deixe de ameaças e que se demita já, sem demora, pois não só ontem já era tarde como desde 2018 que o é sem dúvida alguma em face do percurso especialmente enganador que tem tido.


      A crise recente de ascensão dos partidos da extrema-direita e de ideologia fascista na Europa e no Mundo, embora seja um perigo a ter bem presente, não é, no entanto, um perigo tão grande quanto a ascensão da mesma mentalidade fascista nos partidos tradicionais, como, por exemplo, no Partido Socialista, pois essa mentalidade prepotente e, portanto, fascista, mostra-se encoberta com um manto falso de democraticidade que, na prática, só existe nos discursos de circunstância.


      Enquanto que os partidos neofascistas e de extrema-direita são facilmente reconhecíveis e identificáveis, não enganando ninguém, e por isso fáceis de combater e de com eles lidar, os partidos tradicionais que se tornam fascistas são mais perigosos porque estão disfarçados com a sua história e não assumem essa nova vertente, embora a sua ação, especialmente quando estão a ocupar cargos de decisão, como num governo, seja claramente prepotente e, portanto, fascista.


      Nas eleições deste ano os portugueses que estavam de costas voltadas para a política e se abstinham em larga percentagem, devem agora abandonar essa postura e ir votar, votando massivamente contra todas estas manifestações fascistas, não só dos novos partidos que vêm surgindo e alcançando votações significativas – e não apenas nos outros países mas também no cada vez maior grupo que no Parlamento Europeu os integra – mas votando também contra estes partidos que se tornaram falsos e perigosos para a democracia, tomados por pessoas perigosas, prepotentes, despóticas e, portanto, também, fascistas.


      Assim, iniciamos hoje uma campanha eleitoral apelando para que os abstencionistas e os que votam em branco ou até nulo, mudem agora a sua postura e compareçam nas urnas combatendo toda esta ascensão fascista que se generaliza, porque se não for por esse voto, os fascistas tomarão cada vez mais conta da vida das pessoas, como já vai sucedendo.


      Para esta campanha, criamos a imagem abaixo que tem que começar a ser replicada por todo o lado, especialmente pelas redes sociais, todos a podendo copiar ou simplesmente introduzir o endereço da sua localização, assim a colocando na rede. O endereço da imagem, a copiar, é o seguinte:


https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G6118f32f/21442427_w04Zg.jpeg


      Fontes a consultar sobre este mesmo assunto:


      .1. Artigo aqui publicado no dia 04-01-2018, noticiando a Resolução da Assembleia da República, intitulado: “Contagem de Todo o Tempo Para o Descongelamento”.


      .2. Artigo de ontem da publicação especializada na verificação de factos: “Polígrafo”, relativo ao voto do PS para a Resolução da AR, também já ontem por nós divulgado no Grupo Nacional dos Oficiais de Justiça no WhatsApp. Caso ainda não pertença a este grupo veja acima como aderir.


      .3. Artigo de ontem do verificador de factos: “Polígrafo”, relativo às declarações da secretária de Estado, também já ontem por nós divulgado no Grupo Nacional dos Oficiais de Justiça no WhatsApp. Caso ainda não pertença a este grupo veja acima como aderir.Campanha-TuDecides.jpg

Comentários

  1. donzilia santos5/5/19 11:14

    Não há dinheiro, nāo há palhaços.Se estivessemos ricos, exigia a devolução da sobretaxa de IRS que é exemplo, além de outros, de dinheiro que nos foi roubado durante a crise. Se não há para todos, não pode haver para "classes" especiais.Todos pagámos, não queiram agora alguns, a reversão só para eles.O sindicalista faz o seu papel, é normal, pois também vai beneficiar.
    António Costa que pôs as contas da Cãmara de Lisboa em dia, sabe gerir mas devia saír das amarras do partido e recrutar mais pessoas de fora, competentes, porque não é fácil.
    Passos Coelho para ganhar as eleições a Sócrates prometeu tudo e viu-se depois o que foi.Mesmo assim venceu a seguir. Daí que, este País nāo se presta muito a lógicas!


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    1. Anónimo5/5/19 11:50

      António Costa pôs as contas da câmara de Lisboa em dia com uma grande ajuda no governo na altura em exercício de funções. Basta le a notícia do expresso à época.
      "Município de Lisboa cede ao Estado terrenos do aeroporto e assume gestão do Parque das Nações, e livra-se de 43% da dívida camarária"
      Ou seja, 43% da dívida da câmara passou para o estado e para todos nós.
      Grande gestor!

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    2. Anónimo5/5/19 12:14

      Não há dinheiro? Lol...
      Não falta dinheiro para a banca.
      Não falta dinheiro para muitos ganharem mais do que o nosso primeiro.
      Houve mais milhões de prémio para os funcionários das finanças do que o reservado para aumentos de toda a função pública (50M).
      Passa a haver prémio também na SS.
      Etc, etc, etc!
      Não há dinheiro? LOL!!!

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  2. Anónimo5/5/19 13:01

    Este artigo mais nao é do que uma réplica dos discursos que levaram à eleição dos trump e salvini, de cariz fake e populistas! Para disfarçar usam com a maior leveza e leviandade o termo Fascista, descaracterizando o mesmo de todo o seu conteúdo e significado, com total falta de respeito por quem sofreu na pele o salazarismo! É bom nao esquecer que foi a solução governativa de Antonio costa que salvou Portugal do populismo, ao trazer a extrema esquerda ao centro, anulando assim os discursos patrióticos e anti europeus, em suma, fascisóides. Todos nós temos direito a uma vida melhor, a uma situacao financeira digna, mas qualquer solução tem que seguir uma linha de responsabilidade financeira.
    O que acabamos de assistir na AR, foi a esquerda radical e a direita unidas na caça ao voto, uma total irresponsabilidade, que apenas comprova que Portugal é totalmente ingovernável!


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    1. Anónimo5/5/19 14:13

      Pergunte a António José Seguro, Ana Gomes e a outros descartáveis do PS?
      O Slogan era quem se mete com o PS LEVA.
      Agora é quem ajudou o PS de António Costa e que não concorda com ele leva.
      LEVA A CDU, O BLOCO DE ESQUERDA e vamos ver o que acontece com a Presidência da Republica.
      Será que também estes são populistas?
      Chega de arte e engenho e de malabarismos!
      Ganhar sem ganhar e descartar quem o fez ganhar.

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    2. Anónimo5/5/19 15:45

      Inventou-se uma forma de assaltar bancos.
      Se fossem outros a fazê-lo chamavam-lhe gangue organizado...
      Enfim.... O que muda é o "modus operandi".
      Miserável país podre.



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