José Cid cantava assim: “Addio, adieu, auf wiedersehen, goodbye…”

      Parece que o verdadeiro ministro da justiça poderá deixar Portugal em breve, deixando de integrar este Governo e até o próximo.


      E quando dizemos o verdadeiro ministro da justiça estamos a referirmo-nos, obviamente, a Mário Centeno, na realidade não só ministro da justiça mas de tudo.


      Diz-se que poderá ir para o Fundo Monetário Internacional (FMI). Diz-se que há uma lista e que nessa lista de nomes possíveis para substituir Christine Lagarde, está o nome de Mário Centeno, com mais o de dois homens e uma mulher; é já uma “short list”.


      Depois de Christine Lagarde ter apresentado oficialmente a carta de demissão do cargo de diretora administrativa do FMI, para ir para o BCE, soube-se que os ministros das Finanças da Alemanha, Itália e França – bem como os governadores dos bancos centrais destes países – discutiram, numa reunião a norte de Paris, os perfis dos potenciais sucessores à atual liderança da advogada, economista e política francesa que deixa o FMI. E um desses sucessores pode mesmo vir a ser o ministro das Finanças português, Mário Centeno.


      Fontes francesas afirmam que é “pouco provável” que na reunião saia já “um candidato bem definido”, uma vez que têm até ao final de julho para encontrar o candidato ideal. Já quase certo é que a liderança do FMI continue nas mãos de um europeu, o 12.º na história da instituição, que cumpre este ano 74 anos.


      Jeroen Dijsselbloem, ex-ministro das finanças holandês e antecessor de Mário Centeno na presidência do Eurogrupo, é também apontado como favorito pelos funcionários da UE, mas na calha estão ainda outros nomes, embora considerados “menos experientes” para a função. Além do português Mário Centeno, a ministra da Economia espanhola, Nadia Calviño, e o antigo comissário europeu e presidente do banco central da Finlândia e antigo comissário europeu, Olli Rehn, serão os restantes nomes que compõem as quatro possibilidades em análise.


      Para os portugueses, e sem dúvida para os Oficiais de Justiça, a saída de Mário Centeno do Governo poderá significar, finalmente, um verdadeiro virar de página nas políticas financeiras que vêm constrangendo e prejudicando as pessoas e o país. Embora seja projetada uma imagem de vacas voadoras e de uma página virada, as projeções financeiras mostram-se sempre cativadas, seja de forma clara seja de forma escondida ou apenas subtil.


      Todos os orçamentos, como o dos tribunais, têm visto com este Governo todo o género de truques, alguns até bastante imaginativos e inovadores, para constranger realmente as despesas que se adiam e se reconfiguram.


      Ao contrário de outros governos em que se sabia que não havia dinheiro e ponto final, com este é-nos dito que não há constrangimento financeiro, que há orçamento e verba disponível para determinado fim, mas, depois, a verba fica retida em cativações disfarçadas de tudo e mais alguma coisa, por isto e por aquilo, mas retidas; mas cativas.


      Os portugueses, e desde logo os Oficiais de Justiça, que sentem os problemas no dia-a-dia e que fazem todas as greves reivindicando migalhas no seu vencimento e suplemento, vendo outros em que tal não sucede, dirão, com agrado, adeus ao verdadeiro ministro da justiça e dizer-se isto não é uma invenção ou uma mania com o senhor mas uma constatação geral, pois os demais ministros, secretários de Estado, etc. todos se lhe referem com submissão mostrando-se sempre de mãos atadas. Das duas uma: ou é verdade ou é mentira e Centeno é um grande e injustiçado bode expiatório.


      Diz-se que nada é feito ou sequer decidido que não tenha que passar pelo crivo das Finanças e isso não é certamente mau mas pode ser péssimo se o crivo for mais fino ou mais largo de acordo para quem se dirija.


      Os Oficiais de Justiça têm sido vítimas das políticas de cativações de Mário Centeno com crivos muito apertados. Desde o recente caso da integração do suplemento ou as infindáveis e impossíveis negociações do Estatuto, até à retumbante quebra das negociações, Mário Centeno esteve sempre presente, não em corpo físico mas em espírito assombrador.


      Assim, as vítimas e os lesados de Mário Centeno pugnam com fervor pela sua ida para o FMI, estando até dispostos a festejar, não com champanhe francês que não temos posses para isso, mas com um par de minis, que também têm gás, a saída, o alívio e o necessário virar de página.


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Comentários

  1. Enquanto a esquerda andar preocupada com as mudanças de sexo e a entrada de animais nos restaurantes, ignorando o pedinte cheio de fome que está à porta, vai acontecendo isto.
    A direita moderada e extrema - bem como aqueles que acendem velas para todo o lado quando lhes interessa (caso do PS, que nem é pão, nem é queijo) - vão tomando as rédeas do dinheiro, que é quem realmente manda nisto tudo.
    Centeno não fugiu à regra, alinhou na defesa dos fracos até que chegou lá acima. Depois, foi o que se viu. Destruiu o estado e os seus serviços a bem da estabilidade da banca e um risco endémeico que nunca ninguém realmente percebeu. Cobrou impostos como nunca, carregou ainda mais na classe média, deixou decrépitos e inoperacionais serviços e estruturas do estado estratégicos e vitais para a sua soberania, muitas vezes pagos com o preço da vida pelos cidadãos (vejam-se o caso dos incêndios e SIRESP, a rutura constante de serviços hospitalares, etc...).
    Indiretamente, Centeno matou milhares de pessoas, já. Todos o sabemos. Ninguém o diz.
    É tempo de humanizar novamente. É tempo de olhar para quem trabalha e se esforça para levar uma vida digna, cumprindo com as suas obrigações, respeitandos os outros e a natureza. Chega de mentira, de farsa, de alpinismo social, de porcos que triunfam.
    Vai, Centeno. Vai e não voltes. Soubeste dar bem a palha ao burro e adormecido povo português, tal como o teu chefe, mas não fizeste nada melhor do que fez o anterior.

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    1. Isto sim. É comentário de pessoa inteligente. Parabéns pelo alcance. E permita-me um abraço genuíno, mesmo não o(a) conhecendo.
      No dia em que os OJ cumpram todos QI elevado aí, sim, teremos todos grau 3 e grau 4.
      Obrigado.

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    2. Não! Com QI'S assim, daqui a umas gerações estaremos no grau 8!. Mas entretanto, se este Sr tiver razão quanto às milhares de mortes, há que criar um Tribunal Penal Internacional especial para este genocídio, que isto não pode ficar impune, e ainda se criam mais umas vagas para OJ de QI elevadíssimo. Mas rápido, que estes atos podem ter efeito endémEico ou sistemEico (😂), ou lá como o Sr. de QI elevado diz!

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    3. Anónimo6/8/19 11:44

      És a prova viva porque o outro fala do burro do povo português, sem dúvida !!!

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  2. Com Centeno de saída e eleições à porta pode ser que o governo cumpra a resolução hoje aprovada na AR - subsídio integrado X 14 meses...

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    1. Este an0nimo deve ter mem0ria de galinha e devem -lhe ser cortados os feriados repostos,trabalhar 40
      Horas ou mais ,etc.Governar e conforme o que se tem e o resto ingratos e desmemorizados esperem melhores dias.

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    2. Não percebo?
      A maioria dos oficiais de justiça continuam a trabalhar mais de 40 horas por semana e alguns muito mais de 40 horas.
      Onde é que trabalha?

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    3. Oh colega, não diga isso que ele tem QI Elevadissimo! Apenas está distraído. Esqueceu se igualmente do défice zero, que levou a que os juros dos créditos habitação, que muitos OJ têm, estejam a mínimos históricos ( no meu caso pouco anualmente o equivalente a dois salarios); da mais baixa taxa de desemprego de sempre, e que diminui o défice da segurança social; do maior investimento feito no SNS na ultima década após o anterior governo tudo ter feito para o destruir, fomentando a sua privatização; etc etc. O Sr. Centeno um bom trabalho! Mas por outro lado, concordo que chegou a hora da sua saída. É um bom técnico, mas os seus princípios ideológicos impedem que toda a classe trabalhadora possa ser devidamente
      recompensada! De qualquer modo, obrigado Centeno e boa sorte!

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  3. Parece querer resultar que este governo pôs a justiça em dia. Será?
    Há muitos Magistrados, é verdade. De cada vez mais.
    Aliás foi uma área onde nunca existiu congelamentos de admissões, ao contrário dos quadros de funcionários, cuja composição é para inglês ver.
    Quando for feito um estudo aprofundado e sério, com acompanhamento no terreno, por parte de quem estiver autorizado a fazê-lo, sobre o dia-a-dia de um Oficial de Justiça no seu local de trabalho, as conclusões serão surpreendentes. Nessa altura falamos.
    Até lá, vamos todos sofrendo em silêncio.

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    1. E li algures que só no MP faltam 188 magistrados...
      A este ritmo qualquer dia são mais magistrados que OJ...

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    2. Para alguns o ano civil tem 14 meses de renda. Um dia terão 24 ou 36 meses e nós nem 12 meses de salário temos
      e
      comparecemos ao trabalho todos os dias.
      Agora está na moda trabalhar-se em casa e vir-se e comparecer ao trabalho 1 ou 2 dias por semana.
      O país segue um rumo catastrófico no que toca a privilégios excessivos de algumas classes.
      O zeca Afonso previu isso há muito tempo e pouco mudou, entretanto.

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  4. Andam por aqui muitos reacionários...
    Devem escrever a soldo.
    Onde é que já vi isto?

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    1. Anónimo2/8/19 21:25

      O sr. deve ser um con-tratante público. Não?
      Está-se bem por aí, não é!!.??
      Se fosse oficial de justiça não faria esse comentário.

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