Manif Amanhã em Lisboa contra o Ataque aos Direitos Laborais

      Amanhã, 10 de julho, pelas 14H30, realizar-se-á uma Manifestação em Lisboa, convocada pela CGTP, em defesa dos trabalhadores e contra a reforma do Código de Trabalho, nos termos em que está a ser feito neste momento, na Assembleia da República, com as propostas que estão em cima da mesa e que são lesivas dos trabalhadores.


      A CGTP-IN considera inaceitável a aprovação da revisão da legislação laboral em período de férias dos trabalhadores e que está a escapar aos trabalhadores e, bem assim, da comunicação social, já todos a banhos.


      Diz a CGTP:


      «O país continua marcado pela injustiça na repartição da riqueza, pelos baixos salários, pela precariedade nos setores privado e público, pelos horários longos e desregulados, pelo desrespeito pelas profissões e carreiras profissionais, pelo bloqueio na contratação coletiva, pelo desrespeito pelos direitos dos profissionais da Administração Pública e pela generalidade de todos quantos asseguram serviços públicos essenciais.


      O país precisa de dar um salto no desenvolvimento económico e social, de fazer a efetiva rutura com a política de direita, de se libertar dos constrangimentos que condenam os trabalhadores à pobreza e o país ao atraso e subdesenvolvimento.


      A CGTP-IN, por considerar que se trata de uma ofensiva contra todos os trabalhadores é que, por isso, precisa da mobilização geral e decide convocar para 10 de julho, uma Manifestação, em Lisboa, pela revogação e contra as alterações para pior das normas gravosas da legislação laboral, exigindo a valorização do trabalho e dos trabalhadores, condição para um Portugal desenvolvido e soberano.»


      Alguns sindicatos marcaram greve para este dia para que os seus trabalhadores pudessem participar na manifestação, o que não foi o caso de nenhum dos atuais dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.


Manif10JUL2019-CartazCGTP-1.jpg


Manif10JUL2019-CartazCGTP-2.jpg


      Pode ver abaixo o vídeo de tempo de antena da CGTP que explica a motivação da manifestação.



      Fonte: “CGTP-IN”.

Comentários

  1. Anónimo9/7/19 13:30

    O SFJ protestou contra um erro que saiu no Correio da Manhã relativamente aos salários (ver no Facebook do SFJ) e, caso não o jornal não corrija até pode vir a fazer greve ao Correio da Manhã, mas sobre as alterações ao Código do Trabalho e à manifestação de amanhã não diz nada. O que será mais importante: o Correio da Manhã ou o Código do Trabalho?

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    1. Anónimo9/7/19 13:52

      e esqueceu-se de mandar publicar os vencimentos de outros funcionários de justiça como, por exemplo, os motoristas, verdadeiros transportadores de "mercadorias Perigosas"...

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    2. Anónimo9/7/19 22:18

      Esqueceu-se de publicar os nossos subsídios de renda de casa, duplamente pagos.
      Haa portugal de gangue azul, dum carai...

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    3. Anónimo9/7/19 22:23

      Inteligente!!!!. e oportuno.
      Perigosíssimas!! mesmo com proteção de ouvidos.
      Bem haja pela coragem do comentário.

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  2. Anónimo9/7/19 22:19

    Uma legislatura igual a zero no que diz respeito a reivindicações dos oficiais da justiça.
    Resta-nos ainda a remota esperança no que diz respeito ao estatuto da aposentação.
    Ainda pode haver uma janela de esperança, mas para que isso seja possível e necessário encetar uma estratégia conjunta dos dois sindicatos.
    Alguém que tome a iniciativa porra!..
    Os oficiais de justiça estão cansados mas continuam unidos e reclamam uma reunião urgente entre os dois sindicatos.

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    1. Anónimo9/7/19 22:35

      Nós todos, onde me incluo, somos uns parolos subservientes, com medo de perdermos o emprego, só pode ser.
      Podiamos, todos em silêncio, independentemente de greves decretadas ou não, ficarmos todos do lado de cá em frente à porta de entrada dos edifícios, durante o horário de trabalho, tipo falta coletiva.


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  3. Anónimo9/7/19 22:45

    Nunca fomos tratados assim!
    Curiosamente, é a primeira vez que temos uma ministra da justiça, uma secretaria de estado e um director-geral, todos eles magistrados.

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    1. Anónimo9/7/19 23:48

      Essq Conclusão é muito intempestiva.

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