Há promoções e promoções
O Ministério das Finanças deferiu esta semana o pedido feito pela Defesa em julho passado para a promoção de militares. Assim, subirão de categoria 4945 militares dos três ramos das Forças Armadas.
Em dezembro de 2018 já tinham sido promovidos 6830 militares.
Em menos de um ano contam-se 11775 promoções autorizadas pelas Finanças.
No mesmo período, para os Oficiais de Justiça, contam-se: 240 promoções.
Para além destes surpreendentes dados numéricos, convém registar ainda que o pedido da Defesa às Finanças foi feito em julho e já está satisfeito.
Perante isto, é natural que se pergunte: quem faz os pedidos no Ministério da Justiça; qual é a sequência, a corrente, dos pedidos até ao pedido final às Finanças? Quando é que os pedidos são efetuados?
Como sabemos, este ano, até foi conhecido com bastante antecedência que haveria promoções no Movimento Ordinário deste ano mas noutros anos, como se recorda, tal não ocorreu de forma atempada, tendo havido até uma vez notícia das promoções quando já estava encerrado o prazo para apresentação dos requerimentos de abril.
Como sabemos, a explicação para os atrasos na divulgação das promoções ou o seu número restrito tem sido sempre apontada às Finanças mas, perante a rapidez e a quantidade que ora se constata para a Defesa, é natural que essas explicações sejam postas em causa ou, em alternativa, que tenha havido agora uma inversão radical na atuação das Finanças. Ora, tendo havido neste momento uma alteração na atuação das Finanças, será de todo o interesse realizar imediatamente, ainda hoje, porque não pôde ser ontem, um pedido para cobrir todas as faltas em todas as categorias, nos tribunais e nos serviços do Ministério Público, que não são sequer tantas como as anunciadas para as Forças Armadas.
Tendo ainda em conta a premente necessidade de resolver estas faltas nos Oficiais de Justiça, nada impede que o pedido seja imediatamente realizado, com caráter de urgência para que se realize ainda este ano um Movimento Extraordinário para o efeito, porque não é necessário esperar até ao próximo ano para o Movimento Ordinário.
As promoções que esta semana foram deferidas para as Forças Armadas – só as desta semana – correspondem a 19% do total de efetivos de todas as armas: Marinha, Exército e Força Aérea.
As promoções deferidas aos Oficiais de Justiça em todo um ano correspondem a 3% e destinaram-se apenas a uma categoria e não a todas as categorias, isto é, não abrangeram todas as “armas”.
O presidente da Associação Nacional de Sargentos das Forças Armadas, António Lima Coelho, comentou assim a notícia: “Para já, consideramos que a haver promoções, apenas pecam por tardias. Delas dependem o desenvolvimento das carreiras e orçamentos familiares dos militares”. Tendo ainda comentado que “Não deixa de ser curioso que se saiba deste anúncio a poucas semanas das eleições. Sabemos ler as coisas. Estas promoções são mais do que justas”, acrescentou.
Note-se bem que estas 4945 promoções esta semana autorizadas vêm juntar-se às 6830 promoções permitidas em dezembro passado, nessa altura divididas por 3350 militares do Exército, 1750 da Força Aérea e 1730 da Marinha. A forma de divisão das promoções agora anunciadas não foi ainda divulgada.

Fonte da notícia: “Observador”.
A Lagarde veio dizer que ganhávamos demais. No primeiro ano da Troika, foi cacetada para 95% dos funcionários públicos. Depois, começaram as excepções. Uma aqui...uma ali e tal...
ResponderEliminarAté que chegámos às verdadeiras vítimas. Aos que pagaram e andam a pagar a boa vida que muitos levam, contribuindo com o seu salário para encher os cofres a bancos mafiosos e de gestores incompetentes. Refiro-e à maioria das carreiras especiais, aí se incluindo os Oficiais de Justiça. Mais de dez anos de cortes, congelamentos de carreiras, desrespeito pela classe a todos os níveis (incluindo uma certa autofagia, também).
Os OJs ainda não devem ter percebido que o dinheiro do MJ não estica. E para pagar todos o vencimentos de magistrados e afins tem que se cortar em algum lado. Licenciatura de direito que é complicadíssimo, nem os médicos conseguiriam tirar, mesmo que fizessem de cruz um exame ao fim de dois anos. lol Um sindicato que prefere fazer corridas e festas mas não se preocupa que vem aí o SIADAP com COJ para manter os vencimentos destes.eheh
ResponderEliminarCENAS de comédia, por detrás do pano de um coliseu qualquer que não o de Roma e nunca vistas em atividades lúdicas.
EliminarUm jurista, um advogado ou um mestre em direito não pode candidatar-se a lugar de ingresso na carreira de oficial de justiça, por não possuir a competente habilitação ao cargo.
Um escrivão auxiliar com 20 anos de serviço na mesma categoria, obtendo a mesma nota na prova de acesso à categoria de secretário de justiça, ultrapassa, segundo a fórmula prevista no artigo 41º do DL 343/99 (EFJ), um escrivão de direito, licenciado em direito, com 19 anos de serviço na categoria de escrivão de direito,
Sendo certo que;
O mesmo escrivão auxiliar, não reúne requisitos para concorrer ao cargo de escrivão de direito… Imagine-se!
Chega…. Chega... Chega... (porra).
Vão brincar com a QUINTA pata do cavalo.
E eles andam aí, a brincar, perdão, dignificar a categoria de secretário de justiça. Desempenhos medíocres merecem avaliações medíocres, aguardemos.
EliminarA medíocridade está representada em todo o lado e em todas as categorias. Nao sei em que tribunal está, mas teve azar. Pelo que sei, e conheço grande parte dos novos secretários, meia dúzia deles estão a continuar o bom trabalho de quem estava em substituicao, mas as outras dezenas estão simplesmente a limpar a desgraça que deixaram de herança: instalações em péssimo estado, pois nao se davam ao trabalho de abrir procedimentos aquisitivos, mesmo que houvesse verba orçamental, arquivos em estado deplorável, sem quaisquer eliminações ou incorporações, execução orçamental medíocre com atrasos em registos de faturas, gestão de contratos inexistente, péssimo enquadramento jurídico nas solucoes adoptadas em gestão de recursos humanos, etc etc. Ao contrário do que diz, o reconhecimento do mérito já existe, pois os resultados estão à vista. Haja capacidade de os reconhecer!
EliminarPois, pois.. estamos em plena época de vindimas, não é?
EliminarSe ler os despachos de delegação de competências publicados em DR, (já leu algum ?), notará que a gestão dos recursos humanos é função exclusiva dos Senhores Administradores.
A celebração dos contratos é da competência da DGAJ.
Instalações em péssimo estado. Sim, essas vão continuar por largos anos e nem os Senhores Juízes Presidentes têm conseguido inverter a situação,aliás, recentemente denunciada públicamente. (leu os relatórios?)
Força!!!, vá continuando a vindimar e votos de boa colheita, mas por favor, não acrescente muita água.
Nao acrescento porque você já meteu água suficiente! Considerando que está a fazer uma apreciacao generalizada, não acertou uma! Nao distingue a celebração de um contrato centralizado, da sua gestao posterior, competência dos AJ e secretários. Desconhece a existencia de procedimentos de aquisicao feitos por cada comarca; Fala em competencias de A B C, sem saber que tipo de delegacao há em cada comarca. Enfim..😴. Bem, mas deixe se ficar assim na ignorancia, porque aquilo só dá dores de cabeça!
EliminarSr.Anónimo das 08-16 de hoje: provou que na verdade a ignorância é muito atrevida!
ResponderEliminarPois que dizer de alguém que se diz oficial de justiça e quer criticar de forma destrutiva, mas mostra que não tem bases para tal, dado desconhecer o conteúdo funcional dos profissionais ao seu lado.
Que formação tem para desempenhar aí funções se nāo conhece o seu estatuto profissional?
Um de muitos outros exemplos de "erro de casting".
Mais cuidado na seleçāo de pessoas para tais lugares, o cidadão pagante exige!
A ignorância é sua pois a sua pala não o deixa ver para além da sua comarca, desconhecendo o que se passa noutros lugares, o que, para bem dos serviços, não corresponde ao que lhe permitem ver no dia à dia. Por isso tenha é respeito, faça o seu trabalho, que a organização em que estou envolvido funciona bem, com recursos devidamente optimizados, e com resultados comprovados e reconhecidos.
EliminarBoa noite colegas.
EliminarGostaria que me informassem se convosco também acontece esperar prazo indeterminado até que a ADSE decida reembolsar o beneficiário da comparticipação de um ato médico.
Submeti em meados de Maio, através da ADSE direta (na loja do cidadão) uma Fatura de ato médico, acompanhada de toda a documentação legal, para comparticipação € 1.200,00.
Acontece que estamos no início de Outubro e a única informação que possuo, recebida por mail, é a de que a despesa foi recebida na ADSE em 27 de Julho.
Volvidos mais de 4 meses, ainda não fui reembolsado da despesa.
Tive que pagar no ato, a totalidade da despesa médica com recurso a crédito bancário, com juros inerentes.
O valor da comparticipação faz-me muita falta.
Que posso fazer?
Gostava que me ajudassem.
Há relatos de beneficiários com atrasos de 6 meses. A própria ADSE admite atrasos embora não especifique tantos meses.
EliminarQue fazer? Normalmente esperar e com muita paciência, embora não seja descabido expor a sua situação, expondo a necessidade e a urgência.
Está a acontecer com outros beneficiários.
EliminarEm caso concreto, o ato médico ocorreu em abril, na mesma semana foi submetido e o reembolso de "apenas" 16€ ocorreu em agosto.
A resposta era para o anónimo da madrugada e não para quem responde às 08-16.
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