Palha é Palha
O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) divulgou a informação que abaixo se vai reproduzir, na qual dá conta de uma reunião havida com a ministra do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, a qual tem como missão na atual legislatura, entre outros assuntos, a revisão das carreiras especiais, como é o caso da dos Oficiais de Justiça, a par de por fim às progressões automáticas nas carreiras, como é também o caso da dos Oficiais de Justiça.
A informação do SOJ não aporta nenhuma novidade quanto ao caminho futuro, tendo sido a reunião um ato meramente introdutório, sem mais conteúdo.
Diz assim a informação do SOJ:
«O Sindicato dos Oficiais de Justiça reuniu-se, integrado na FESAP, dia 7 de novembro, com a Senhora Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Dra. Alexandra Leitão, e com o Senhor Secretário de Estado da Administração Pública, Dr. José Couto.
A reunião, convocada pela Senhora Ministra, serviu para apresentar a equipa ministerial e para que o Governo afirmasse, através da Ministra da Modernização, o compromisso de “revalorizar”, nesta legislatura, a negociação coletiva.
A Senhora Ministra comprometeu-se a reunir, nos próximos dias, para discutir matérias do Orçamento de Estado – sem que esclarecesse quais –, antes da sua apresentação na Assembleia da República.
Será fundamental, no entanto, que os Oficiais de Justiça conheçam a dinâmica destes processos, e os acompanhem com rigor, evitando-se assim, os sistemáticos “equívocos” e as tentativas de condicionar a verdade.
Concluindo, há que aguardar pelas próximas reuniões, que serão já de natureza negocial, para se perceber melhor a estratégia do Governo.»
Pode aceder à informação aqui reproduzida pela seguinte hiperligação: “Info-SOJ”.
A reter desta informação o ensejo do SOJ de que os Oficiais de Justiça conheçam a dinâmica destes processos negociais e os acompanhem com rigor, para evitar os sistemáticos “equívocos” e as tentativas de condicionar a verdade, lê-se na referida informação sindical.
Com este ensejo e afirmação final, quer o SOJ dizer que os Oficiais de Justiça não costumam acompanhar estes assuntos de forma informada e com rigor, deixando-se enganar por constantes confusões e mesmo, veja-se bem, “tentativas de condicionar a verdade”; isto é, tentativas de querer enganar os Oficiais de Justiça.
Não está especificado nada mais, designadamente, a origem dessas “tentativas de condicionar a verdade” ou quais são os tipos de “equívocos” que sistematicamente ocorrem. No entanto, algumas afirmações teremos que as considerar como certas e são do conhecimento geral: desde logo o pouco interesse da generalidade dos Oficiais de Justiça pelos preliminares, interessando-se apenas pelos resultados finais que rapidamente pretendem atingir e, nesse sentido, deixam-se embalar por certas cantigas e demagogia que, ao longo do tempo, anos e anos, se revelam, sistematicamente, falsas.
Sem dúvida alguma que há que manter uma atenção permanente, cuidada e uma acuidade crítica também, para que ninguém seja enganado e isto só pode acontecer quando se possui a informação necessária sobre os vários assuntos e, por isso mesmo, aqui, diariamente, informamos e apreciamos de forma crítica cada informação prestada, refletindo e não apenas engolindo a palha que nos é dada a comer.

Esta é que vai empurrar com a barriga...
ResponderEliminarNão duvidem.
Mais do mesmo. Ou pior.
Eliminarnão me parece nada
tudo o que seja para prejudicar e gere contestação será feito nos primeiros dois anos da legislatura
penso eu de que
2 anos não, vai ser tudo feito já no primeiro ano, porque no segundo é Portugal a presidir à UE Além disso há agora um ministério próprio para tratar do assunto. Tudo vai acontecer rapidamente.
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