Tribunal de Penafiel Evacuado
Na semana passada, o Tribunal de Penafiel foi novamente evacuado numa ação que até já parece tradição que ocorra por esta altura do ano e a cada ano.
Pelas 11H20 da manhã, após um telefonema anónimo que informava da presença de uma bomba no edifício, todo o serviço parou, todos saíram e a equipa de inativação de engenhos explosivos da GNR verificou o edifício à procura da tal bomba que, afinal, mais uma vez – este ano outra vez – não existia.
A juíza que preside ao Tribunal da Comarca de Porto-Este, com sede naquele edifício em Penafiel, declarou à comunicação social que pensa tratar-se de uma brincadeira e que esta já é a quarta vez que tal ocorre.
«Eu estava no meu gabinete e apareceu a senhora administradora a dizer que tínhamos recebido um telefonema de uma ameaça de bomba, terá sido o senhor administrativo, o senhor Filipe, o que ele nos disse, portanto, eram onze e vinte mais ou menos, ele tinha várias chamadas em espera, e uma voz de uma senhora disse: “Está aí uma bomba” e ele desligou. Depois, seguiram-se os procedimentos…
O edifício foi evacuado, uns por um lado outros por… Saímos todos, chamamos as autoridades e tivemos que esperar, por causa da brigada cinotécnica, que terá vindo de Braga, segundo informações…
Embora a gente pense – é para aí a quarta vez que isto acontece – que isto seja uma brincadeira, é preciso tomar todas as medidas de segurança.»
Como habitualmente, a GNR criou um cordão de segurança à volta do edifício de forma a manter afastadas as pessoas daquela área, criando uma zona de segurança mas, como vemos no vídeo do Correio da Manhã (imagem e vídeo abaixo), a fita delimitadora separa a jornalista da juíza presidente, esta última dentro da área considerada “perigosa” e a jornalista do lado de fora.
Por fim, cerca de 4 horas depois, pelas 15H30, o tribunal voltou ao seu normal funcionamento.

Nos últimos anos fomos aqui dando notícia de várias ameaças de bomba ocorridas em vários tribunais. Não é algo que ocorra com muita frequência, é certo, mas é algo que ocorre de facto e com uma periodicidade insidiosa e perturbadora.
Para este Tribunal de Penafiel esta é, de facto, a quarta vez que tal ocorre: a primeira vez que temos registo remonta a 2015 e depois disso passou a ocorrência anual: 2018, 2019 e 2020, sempre por volta desta mesma altura de fevereiro/março.
Em 2015 foi o ano com mais ameaças de bomba, demos aqui notícia de Paredes e Sintra, ambas no mês de março, e antes, em fevereiro desse mesmo ano, noticiamos a mesma ocorrência em Paços de Ferreira. Um pouco antes ainda, em novembro de 2014, no Funchal, onde já tinha havido outra ocorrência anterior.
Ao todo, já aqui demos notícia, até hoje, de quatro ocorrências em Penafiel, uma em Paredes, uma em Sintra, uma em Paços de Ferreira e duas no Funchal, isto é, nos últimos cinco anos e pico, desde o final de 2014, contamos 8 ocorrências idênticas, verificando que o final de fevereiro e início de março é a altura do ano com mais ocorrências deste género.

Foram muitos os meios de comunicação nacional, de âmbito regional e nacional, que deram notícia de mais esta ocorrência. Ficam a seguir indicados alguns que, obviamente, servem também de fonte a esta nossa notícia de hoje, complementada com a informação colhida no nosso arquivo de publicações: “Correio da Manhã”, “Correio da Manhã Vídeo”, “Sábado”, “Diário de Notícias”, “Verdadeiro Olhar”, “Tâmega-Sousa” e “Novum Canal Vídeo”.
"criando uma zona de segurança mas, como vemos no vídeo do Correio da Manhã (imagem e vídeo abaixo), a fita delimitadora separa a jornalista da juíza presidente, esta última dentro da área considerada “perigosa” e a jornalista do lado de fora."
ResponderEliminarAvaliando a descrição, a jornalista estava mais segura por se encontrar do outro lado da área considerada perigosa.
Estas ameaças de bomba só servem para destabilizar os serviços.
Tratando-se de Tribunais, com a tecnologia existente atualmente, não há maneira das autoridades chegarem à pessoa ou pessoas que fazem isto?