SFJ: Info+Apelo

      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) divulgou ontem uma informação com apelo incorporado, na qual consta o seguinte:


      «Depois de vários apelos, nomeadamente do e-mail enviado à Sra. Diretora-geral, e depois de denunciarmos na comunicação social a intenção da DGAJ de, no âmbito da entrada em vigor da Lei 9/2020, de 10/04, e citamos “cessar o sistema de rotatividade”, apenas disponibilizar “aos funcionários judiciais com especial vulnerabilidade (…) máscaras de proteção e luvas, ainda que o seu posto de trabalho cumpra a distância prevista pela DGS” ou apenas quando os “postos de trabalho não garantam a distância adequada entre os oficiais de justiça”, veio a Sra. Diretora-geral manifestar algum recuo, através de mail enviado ao início do dia de ontem.


      Felizmente, verificámos ontem que a generalidade dos Administradores Judiciários manifestou bom senso (sendo que alguns recuaram face à posição assumida pelo SFJ, e depois também face ao recuo da DGAJ) relativamente aos Oficiais de Justiça convocados para dar cabal cumprimento à Lei 9/2020.


      Mas muito falta ainda à Tutela fazer para garantir a segurança dos Oficiais de Justiça e Funcionários de Justiça que todos os dias se apresentam fisicamente nos tribunais para exercer a sua nobre função.


      A Direção-Geral da Saúde admitiu esta segunda-feira, 13/04, o uso de máscaras por todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados com várias pessoas, como medida de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória.


      Ora, são muitos os Tribunais que não dispõem de EPI, nem gel desinfetante, para distribuir diariamente pelos seus profissionais, na sua esmagadora maioria Oficiais de Justiça.


      É importante também não esquecer que muitos dos colegas se deslocam para os Tribunais através de transporte público, onde se correm acrescidos riscos de contágio. Ora, face ao atual contexto, compete à entidade patronal, neste caso a DGAJ, garantir que os seus profissionais se mantenham em segurança no que respeita à saúde, nomeadamente através de disponibilização de EPI a cada um dos Oficiais de Justiça e Funcionários de Justiça para as deslocações casa-tribunal-casa.


      Encontramo-nos, provavelmente, neste momento, no pico da pandemia em Portugal, pelo que urge garantir e intensificar as medidas de segurança e higiene no trabalho.


      É o mínimo que se exige a uma entidade patronal de bem, neste momento.


      Assim, apelamos a todos os colegas para que informem o SFJ sobre quais as comarcas/núcleos/serviços que não fornecem os EPI adequados (máscaras, viseiras, luvas) e que não dispõem de gel desinfetante acessível a todos os que aí trabalham.


      Não descansaremos enquanto existir um colega nos Tribunais desprotegido face ao novo corona vírus.


      Continuamos a exigir as decisões e as medidas que se impõem neste período excecional da nossa existência.


      Exigimos, por isso, que os responsáveis que tutelam os Oficiais de Justiça ajam em conformidade, garantindo a saúde e segurança destes e, em consequência, dos demais cidadãos.»


SFJ-1.jpg


      Pode aceder a esta informação sindical aqui reproduzida na página do Sindicato SFJ ou diretamente através da seguinte hiperligação: “SFJ-Info-14ABR”.

Comentários

  1. Donzília Santos16/4/20 01:35

    Pois é! Quando as condições sāo favoráveis (quadros de pessoal bem dotados, bons equipamentos, boas instalações, trabalhadores responsáveis, com espirito de missāo) é fácil administrar, gerir comarcas.
    Difícil sim é quando falta um ou vários dos ítens referidos, bem como numa situaçāo de emergência como a presente, em que são necessárias decisőes rápidas, pontuais, adequadas às necessidades do momento, que definam prioridades, nāo descurando os perigos para a saúde do trabalhador.
    Entāo é nestas alturas difíceis que as chefias sāo postas à prova e, se não tomarem medidas tipo " baratas tontas" , conseguem o almejado respeito, admiração, consideração, dos restantes trabalhadores que se sentem seguros. Caso contrário, é o caos!
    A DGAJ tem agora pela primeira vez após 2014, grande ocasião de detetar, se quiser, onde está o trigo e onde está o joio na gestão das comarcas neste momento difícil, de forma a precaver o futuro.-
    Protejamo-nos do corona virus!Vamos ficar bem.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não. Não vamos ficar bem.
      Há já colegas infetados mas estão no anonimato, porque apenas se fala dos lares, prof. de saude e forças de segurança. Veja-se o que se passou nos teps, em que se obrigou as pessoas a irem trabalhar sem protecção. Veja-se que o teletrabalho não arranca, justificando assim um regresso prematuro. Veja-se a rotatividade apenas para os OJ e não para Magistrados. Veja-se a obrigação da presença do Oj nas diligências por video, enquanto os demais são dispensados. Enfim...

      Eliminar
  2. Donzília Santos16/4/20 19:18

    Este anónimo é pessimista!Sabemos que há Oficiais de Justiça infetados, tal como muitos profissionais, nomeadamente na área da saúde. O "vamos ficar bem" é no sentido também de que, quem está doente se vai curar e quando tudo acabar, queremos estar juntos e bem.
    É um slogan de esperança, de força, de incentivo a que nāo se deixem abater, principalmente as pessoas que têm essa tendência de ver o "copo meio vazio".
    Ânimo, força!
    V. vai ficar bem.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. voces são irritantemente optimistas.. isto ainda não acabou .... vamos ver o que nos traz o futuro... não é ser pessimista é ser realista...

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ