SFJ nada diz da reunião no Ministério da Justiça

      Ontem, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) divulgou na sua página oficial uma informação sindical na qual informa que reuniu no dia anterior, na quinta-feira 21MAI, no Ministério da Justiça, com a diretora-geral da DGAJ e com a ministra da Justiça, a propósito do retomar da “normal” atividade dos tribunais.


      Nesta informação, ao longo de toda a dita informação, o SFJ nada diz sobre o que aconteceu na reunião, nada transmitindo dessa dita reunião. O que o SFF relata no texto é apenas a sua posição e as suas reivindicações que expôs à ministra da Justiça e à diretora-geral da DGAJ.


      O que se depreende desta informação do SFJ é que, afinal, não se tratou de uma reunião mas apenas de uma audição do SFJ que chegou lá, expôs tudo o que consta da informação e, por parte da ministra da Justiça e da diretora-geral da DGAJ nada foi dito, ambas estiveram o tempo todo mudas.


      É esta a informação do SFJ sobre uma pretensa reunião sobre a qual nada informa.


      Que disseram as representantes do Governo na reunião? Nada?


      Lida a dita informação, tudo nos leva a crer que ambas as governantes ficaram mudas com as declarações do SFJ e só o representante do SFJ presente na reunião falou e falou.


      Contraste esta comunicação do SFJ com a comunicação dos representantes da ASJP e do SMMP, que também reuniram com a ministra da Justiça e que, entre outras coisas, pelo menos disseram que a ministra disse que as férias judiciais não seriam alteradas, enquanto que o SFJ nem isso nos transmite, nem sequer se as presentes disseram algo como “Bom dia!”


      Nada nos diz o SFJ e por que razão o faz?


      Isto não é informar; é nada dizer, porque nada se diz de facto e é fazer de conta que se diz. Os Oficiais de Justiça já estão fartos de saber as suas próprias reivindicações e da postura e das ações do Sindicato, o que os Oficiais de Justiça querem saber já não é isso mas o que dizem e qual é a postura do Governo em relação a essas reivindicações.


      A repetição das reivindicações, mesmo ao longo de anos, repetidamente expostas aos Oficiais de Justiça, servem apenas para apresentar justificações aos Oficiais de Justiça e disso não passam; de justificações que pretendem demonstrar a grandeza dessas reivindicações e do suposto interesse e ação dos representantes do Sindicato. Mas não é com isto que os Oficiais de Justiça vivem; o que se quer saber é se, afinal, essas reivindicações são aceites ou contrariadas ou alguma coisa que seja diferente do nada.


      Aguardemos que o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) seja mais esclarecedor, a não ser que também tenha sido apenas ouvido.


      Pode ver a informação sobre a dita reunião, ou melhor: audição; através da seguinte hiperligação: “SFJ-Info-22MAI”.


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Comentários

  1. Sindicalismo "do silêncio"!
    Um comunicado silencioso!

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  2. É um sindicato morto, o seu staff pestaneja muito, nunca abriu a pestana nos últimos 20 / 30 anos e, sobretudo, deixou sair dos seus quadros os melhores. Então, o que aconteceu ? Ficaram aqueles que não quiseram sair e, a pobreza sindicalista ficou a reinar até aos nossos dias. Será possível que até hoje, nunca os oficiais de justiça conseguiram almejar algo que tivesse sido pedido ? Estatuto nada. Carreiras nada. Saúde mal a pior. Acção Social pobre. Vencimentos dignos miragem. Dignificação profissional um sonho. Continuo a viver perdidamente. Abraço

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