SNOJ: O Não Existente Terceiro Sindicato

      O terceiro sindicato representativo dos Oficiais de Justiça não conseguiu constituir-se. No ano passado, em março, dávamos aqui notícia, através do artigo intitulado: “Em Formação o Terceiro Sindicato de Oficiais de Justiça”, de que a comissão instaladora deste terceiro sindicato estava perto do final do prazo para proceder à eleição de todos os seus órgãos nacionais, conforme estava previsto nos seus estatutos.


      Este terceiro sindicato, com sede no Porto, denomina-se: “Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça” – SNOJ – e tem formalizada a sua existência desde 18-05-2018, altura em que ocorreu a sua assembleia constituinte, nela se tendo elegido os elementos da comissão instaladora: Durval Lopes e João Ferreira.


      Dirigimos algumas questões por e-mail a um dos elementos da comissão instaladora, no sentido de apurar as razões da frustração da constituição do sindicato, os obstáculos com que se depararam, bem como outras questões, mas não obtivemos qualquer resposta desde há cerca de um mês.


      O SNOJ não tem página própria ou sítio disponível na Internet, existindo apenas um grupo (fechado/privado) no Facebook com a designação deste sindicato, tendo sido criado em 2018 por um dos elementos da comissão instaladora, contando este grupo, neste momento, com cerca de 1100 membros.


      Na descrição do grupo constam apenas três palavras: “sermos mais fortes”.


      Das publicações no grupo não existe nenhuma informação de relevo a nível sindical mas apenas publicações, pelos seus membros, de notícias da atualidade da comunicação social, com algum enfoque especial nas notícias que se relacionam com a área da justiça.


      Assim, nada mais conseguimos apurar a não ser o confirmar de que quase havia um terceiro sindicato representativo de Oficiais de Justiça.


      Os Estatutos foram publicados no Boletim do Trabalho e Emprego nº. 26 de 15-07-2018 e pode aceder à parte do referido boletim BTE onde constam os Estatutos do SNOJ, seguindo a hiperligação: "Estatutos SNOJ (BTE)".


      Pode aceder ao grupo do SNOJ no Facebook diretamente pela seguinte hiperligação: “SNOJ-grupo-Facebook”.


SNOJ.jpg

Comentários

  1. LIDERANÇA PRECISA-SE , PODE SER QUE SEJAM ESTES.
    O tempo continua a passar e a principal estrutura sindical (SFJ) continua apática.
    Numa época tão importante, limitam-se, como em tantas outras vezes, a esperar. Nada promovem, nada planeiam. Pergunto? Se, como em tantas outras vezes já aconteceu, as reuniões com o MJ não acontecerem? Se nos ignorarem? Se, mesmo que aconteçam, o que tiverem para nos propor seja uma mão cheia de nada?
    O que planeou o SFJ para tais situações? O que antecipou? Quais as medidas previstas?
    Poderão comentar outros colegas que a culpa é de nós todos e que os sindicatos nada podem fazer. Porém, não é bem assim, quem se CANDIDATA a determinados cargos deve primeiramente saber se tem perfil para tal.
    Cabe aos sindicatos que nos representam ser o nosso farol, promover a discussão com os associados, debater, encontrar soluções, REIVINDICAR.
    Os associados, ou outros da classe, por si só nada podem fazer, apenas dar força às decisões sindicais.
    Os sindicatos, quando em negociação, não representam só os associados, mas toda a classe, é assim que são chamados à discussão - orgãos representativos da classe, o que lhes confere grandes responsabilidades que deverão saber assumir.
    Nesta fase de férias, de acalmia, em que nada acontece, pode acontecer muito para a classe.
    Se não houver, planeamento, antecipação, preparação, vários planos de resposta para as várias situações que podem ocorrer, vamos ter novamente um largo período de tempo desaproveitado, por falta de liderança e visão de quem se propôs ser lider e visionário e não o foi.
    ACORDEMOS pois, todos nós e esperemos que a tal LUZ apareça, com forma e nos ILUMINE.

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  2. Onde para o SFJ?!...
    Este inexplicável silêncio prende-se em muito com a crise do sindicalismo representativo dos Oficiais de Justiça.
    Este sindicato aburguesou-se, ficou dependente de uma máquina partidária.
    Um silêncio ensurdecedor, ao serviço de quem?!...

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    Respostas
    1. Abandone-se tal Sindicato inoperante. Sem sindicos não existe sindicato.

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    2. Não abandonem, EXIJAM.

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    3. Não concordo, ABANDONEM! Assim esses úteis ativos humanos retomam ao intenso trabalho jurídico, diário, permitindo, também, a poupança de ordenado aos Srs. Oficiais de Justiça.

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