1º dia: Esta página também está em Greve

      Hoje cumpre-se o primeiro dos três dias de greve dos Oficiais de Justiça.


      E esta greve é dos Oficiais de Justiça; não é do sindicato A nem B mas de todos, mesmo daqueles que não são sindicalizados.


      Isso mesmo foi claramente expressado ontem pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) na sua página do Facebook.


      «A greve não é do SOJ, é dos Oficiais de Justiça – aliás o apoio do SFJ vem demonstrar isso mesmo – e, por assim se entender, o Presidente da Direção do SOJ, Carlos Almeida, convidou o Colega, Presidente da Direção do SFJ, António Marçal, para que possa reforçar, com a sua presença, a unidade na ação e para que os dois sindicados, SOJ e SFJ, em conjunto, apresentem publicamente as razões da carreira.»


      E esta dita “unidade na açãoestá marcada para esta manhã (30SET), pelas 09H30, no Campus da Justiça de Lisboa.


      Assim, todos os Oficiais de Justiça que possam comparecer pelas 09H30 no Campus da Justiça de Lisboa, respaldando a presença do presidente da direção do SOJ e, sem dúvida alguma, também do novo presidente da direção do SFJ, deverão marcar presença para o ato que pretende a realização de “um balanço do primeiro dia de greve, junto da comunicação social, e esclarecer as razões que conduziram os Oficiais de Justiça para esta jornada de luta”, lê-se na mesma já referida comunicação de ontem do SOJ.


      Claro que em tempos de pandemia as concentrações são as possíveis e não as desejáveis mas na presença da comunicação social mostra-se sempre imprescindível que esteja presente um grupo vistoso de elementos Oficiais de Justiça, pelo que o apelo à comparência é de todo conveniente.


      A referida comunicação termina assim:


      «Este é o momento para afirmar a unidade na ação, de forma inequívoca, numa mensagem clara ao Ministério da Justiça e ao País.»


      E este momento determinante não pode limitar-se apenas a Lisboa, podendo – e devendo – os Oficiais de Justiça de outras localidades, organizar também alguma concentração junto dos seus respetivos tribunais ou serviços do Ministério Público, bem como outras iniciativas, como tantas já encetadas, e ainda com um novo apelo para todo o país:


      Por favor, documentem os atos com fotografias e até com dados complementares, como as percentagens de adesão e outros acontecimentos, podendo remeter todos esses elementos, e mais alguns, para o nosso e-mail – OJ@sapo.pt – para que possamos aqui noticiar diariamente o que vai sucedendo por todo o país.


      Em alternativa ao envio para o referido e-mail poderão também enviar por WhatsApp, mensagens, fotografias e vídeos, para o nosso telefone: 96 877 29 29 (este número não recebe chamadas, só mensagens via SMS e WhatsApp).


      Para aqueles que pertencem ao nosso Grupo de Oficiais de Justiça no WhatsApp, também podem usar esta via de divulgação, pelo que muito se agradece que cada um ali publique o material de que dispõe. A informação é um elemento fundamental para o conhecimento e a consciencialização de todos os Oficiais de Justiça.


      Claro que esta página também está solidária com a greve durante todos os seus três dias mas não podemos deixar de ir dando alguma informação, por breve que seja, do desenvolvimento, da atualidade e do sucesso da greve, a todos os nossos leitores Oficiais de Justiça e, por isso mesmo, em vez de nada publicarmos, a nossa greve terá que se processar ao contrário, isto é, tudo publicar. Para alcançar tal desiderato contamos com a colaboração de todos, com o envio de informação e, ou, imagens, deste momento de luta.


EstaPaginaHojeEstaDeGreve1.jpg


      Fonte: “SOJ”.

Comentários

  1. Estamos juntos.

    GREVE AO PROCESSO ELEITORAL, demonstrem os sindicatos desta forma integridade e independência.

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  2. algumas reflexões de um oficial de justiça em greve:

    1 - União dos oficiais de justiça
    A tão proclamada união de classe foi desde logo ferida pela criação de um segundo sindicato, que, no meu entender, serve apenas para dividir e baralhar os oficiais de justiça, em troca de algum protagonismo para algumas pessoas.
    Se existiam divergências, o debate pelas melhores soluções deveria ser dentro da estrutura existente, e, sendo a melhoria das condições dos oficiais de justiça um objetivo comum, um só sindicato, na minha opinião, seria sempre mais forte que 2 ou 3.

    2- As greves
    O uso e abuso da greve que se verificou nos últimos tempos deveria levar a uma reflexão, designadamente, quanto aos níveis de adesão e resultados obtidos, e por conseguinte ao seu efeito útil.
    No que respeita aos níveis de adesão, entendo que a greve deveria ser o resultado de uma vontade expressa pela maioria dos oficiais de justiça, que teriam sempre de ter a oportunidade de se pronunciar antes de a mesma ser decretada, apresentando o sindicato as suas propostas e decidindo os oficiais de justiça qual o caminho que queriam seguir.
    Com trabalho, organização, e com os meios informáticos atuais, seria fácil colocar o poder de decisão nas bases, vinculando-as desde logo à decisão a tomar.
    Quando escolho um dirigente sindical não é para ele pensar por mim, mas sim para me representar junto da tutela, e para me apresentar propostas e formas de luta quando elas se tornarem necessárias.

    Vejamos o caso desta greve, ao fim do dia, que resultado prático uma estrutura que representa uma minoria dos oficiais de justiça pretende obter, para além do prejuízo dos já em si cada vez mais parcos rendimentos dos aderentes à greve.
    Sabia o SOJ se era essa a forma de luta que os oficiais de justiça pretendiam?
    Achava o SOJ que mesmo que todos os seus associados aderissem isso teria algum significado prático?
    E que pensar quanto ao SFJ, e a sua ameaça de mais greves?
    Porque não deixam os sindicatos de andar a medir pilinhas e entendem-se antes de pedirem união aos oficiais de justiça.

    3- Oficiais de justiça
    Ouve-se por aqui e por ali, ah e tal, aderir à greve é uma decisão individual, cada um sabe de si, bla, bla, bla.
    Esta falta de consciência do valor do coletivo numa luta de classe, diz muito sobre o estado a que se chegou.


    PS: Acho ridículo apresentar como um bom motivo para fazer greve a possibilidade de umas mini-férias. Acho que mesmo que muito se esforçassem não encontrariam melhor razão para a desvalorizar, pelo menos aos olhos da opinião pública a quem dão também tanta importância.




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    1. Até que enfim alguma coisa bem escrita e com pés e cabeça neste blog.
      Começando pelo autor dos artigos diários e terminando nos comentários raramente se aproveita algo nesta arrazoada que se arvora defensora dos oficiais de justiça e não passa de porta voz de uma esquerda radical cuja "cassete" há muito tempo que está gasta.

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    2. Obrigado, comentador Anónimo de 30-09-2020 às 23:51, por, após a operação às cataratas, depois de 8 anos de publicações diárias, finalmente ter conseguido ler algo que percebeu.

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    3. Ui! Companheiro, imagino (mas não digo) o que o apoquenta para ser assim tão ríspido.
      Sugiro que mude de calçado, pois a "bota de elástico" que usa está a toldar-lhe o discernimento.

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    4. Mais um "entendimento unilateral" por parte do autor do blog.
      O que se disse foi "...alguma coisa bem escrita e com pés e cabeça..." e não que não se percebesse o que estava escrito.
      Quanto à operação às cataratas devia experimentar, que bem precisa. E já agora, dado a lavagem cerebral que os seus amigos do bloco lhe têm feito estes anos todos, peça a um neurologista para lhe fazer um "reset" ao cérebro também.

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    5. Resposta ao comentador Anónimo de 01-10-2020 às 10:04: os entendimentos pessoais costumam ser unilaterais, é essa a normalidade, isto é, UNI-lateral, pertença de uma das partes, tal e qual o seu e tal e qual o nosso. A vida é assim mesmo, saudável, com cada um detendo a sua própria opinião.
      Quanto ao que disse, percebeu-se bem o que queria dizer, que só agora encontrava algo bem escrito. Pareceu-nos que tal poderia dever-se a um problema de visão mas, pelos vistos, não é, trata-se de outro problema, talvez mais interno.
      No que se refere aos amigos do Bloco, de facto eles existem, tal como existem de outras opções políticas e até do lado oposto, do CDS ou do Chega e nenhum deles faz lavagens cerebrais, convivendo todos de forma saudável, porque a vida é mesmo assim, pelo menos para as pessoas normais, isto é, sem perturbações emocionais ou deficiências sensoriais.

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  3. Como fiz greve estive em casa, atento às notícias. Não vi em nenhum canal de noticias, até esta hora, qualquer referência à greve. Como é possivel? É aqui que falhamos. Se fosse educação ou saúde, abriam logo de manhã com essa notícia. A quem competia esta divulgação? Assim não vamos lá...

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    1. Cuidado colega... Pode ser acusado de situacionista.

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    2. Situacionista? Não. Desinfornado? Sim.

      É a consequência das fontes de "media" de que se faz uso. Olha-se mas não se vê, vê-se mas não se observa.

      São assim os dias de hoje, até aos incumpridores da lei, como o recente exemplo da Sra. Ministra da Justiça, nada lhes acontece. Prevarica, sem punição.

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  4. Link não funciona. Deve ser de um grupo fechado. Tem que partilhar de sitios abertos, nem todos pertencem a determinados grupos.

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