Casos COVID nos tribunais sobem quase 40% no último mês
No âmbito desta segunda vaga da pandemia da doença COVID19, iniciou recentemente a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) a iniciativa de divulgar mensalmente os casos confirmados e recuperados nos tribunais de primeira instância.
No início de setembro aqui divulgamos os números até esse momento, com o artigo publicado a 02SET2020.
No dia de ontem, a DGAJ divulgou o número atual de casos confirmados e estes ascendem – desde o início da pandemia – a 44 situações de infeção com o novo coronavírus.
Este número de 44 casos totais abarca todos os casos ocorridos nos tribunais de primeira instância com todo o pessoal: Oficiais de Justiça, demais Funcionários Judiciais, magistrados, pessoal de segurança e de limpeza e ainda intervenientes pontuais em diligências.
Quer isto dizer que os 44 casos contados até ao momento dizem respeito a todos os que frequentam os tribunais e serviços do Ministério Público, excluindo-se os tribunais superiores.
No mês passado, a DGAJ divulgou os mesmos casos contados apontando então para um total de 28 casos; também desde o início da pandemia.
Assim, podemos concluir que só no último mês houve um aumento de 16 casos. Esta subida representa quase 40% dos casos desde sempre.
Estamos, portanto, perante uma enorme subida de casos neste último mês e esta subida está em perfeita sintonia com a grande subida de casos em todo o país.
Apesar dos tribunais serem locais onde as regras de segurança são observadas com algum rigor, constata-se que, no entanto, o escrupuloso cumprimento está a ser cada vez mais desleixado.
Não são apenas os Oficiais de Justiça que vão descurando os cuidados consigo próprios mas vão também descurando o cuidado com os demais. Não é raro ver-se os intervenientes processuais em diligências sem manterem o distanciamento uns dos outros, à vista dos Oficiais de Justiça, não apenas dos que passam mas até dos que fazem as chamadas para as diligências e sem que chamem a atenção desses intervenientes. O problema não é deles; é de todos.
Os números batem recordes diários, fora e dentro dos tribunais, pelo que, agora, mais do que nunca, os cuidados devem ser reforçados.
A DGAJ aponta que, neste momento, subsistem, de entre os Oficiais de Justiça e magistrados infetados, seis casos em recuperação.

Fontes: “DGAJ-Info-OUT” e “DGAJ-Info-SET”.
Faltam 54 dias úteis para o fim do ano.
ResponderEliminarIntegração dos 10 por cento - nada,
Regime de aposentação diferenciado - nada,
Reuniões com o ministério - nada,
SFJ- nada
MISÉRIA DE VIDA
Eliminarsfj - deve estar em teletrabalho
Porque que se pensa que teletrabalho é sinónimo de telemanguelice?
Eliminar
EliminarDepende das profissões... um calceteiro em teletrabalho?
Gostava de ser informado do resultado da queixa apresentada pelo SOJ à Provedoria da Justiça - Processo Q-6458/19.
ResponderEliminarObrigado!
E da OIT, nada?
EliminarInformação Sindical - SFJ
ResponderEliminar"... ENDURECIMENTO DA LUTA
Assim, e como já referimos na anterior Nota - Negociações / Greves de 20.09, face ao (des)tratamento que o Governo tem dado aos Oficiais de Justiça, o SFJ entende que teremos de endurecer a luta.
Para que fique bem claro, daremos início a um processo de luta duro e longo (Greve), a iniciar no mês de outubro.
ESTAMOS JUNTOS!"...
Espero que sim!...
Amanhã já são 15...
EliminarHoje fui visitado
ResponderEliminarPelo doutor ---- -----
Ao fim de 21 horas
De internamento
Ah, foi tudo tão frio
Tão a medo
tão a despachar
em que o fundamental
era a máscara que faltava
e foi uma conversa de rostos enviesados
e se tossisse
deveria ser para o recto do cotovelo
A gente precisa de desabafar
De contar o passado
Que pode ser útil
Mas
Para eles é fútil
E a dor sobre o coração
Que em tempos mereceu atenção
do Professor ¬¬¬--- e que passou
hoje levou carimbo de ansiedade
e lá se foram os cinco minutos de atenção
Mas rematamos com
O nosso obrigado
E como é diferente
Quando se fala
Do Marcelo
Do Jesus
Etc e tal
Eu quero acreditar
Com toda a minha gana
O meu poder
A minha fé
Que um dia hei-de vencer
Esse minúsculo ser
Que veio lá de bem longe
E todo o mundo tornou seu
Esse atrevido
Espalhador do mal
Da dor
Do sofrimento
Da ansiedade
Do medo
Do distanciamento social
Esse atrevido
Que veio clandestinamente
Nos nossos aviões ou barcos
Ou pelo vento
E veio ter à minha rua
À minha casa
À casa de cada um de nós
E entrou clandestinamente
Maldosamente
E veio separar famílias
Trazer o luto
E isolamento
E sem escrúpulos para o fazer
Eu vou acreditar
Mas não vou esquecer
A tosse forte, sonora , irritante
Os suores frios ou quentes
A falta de ar
O não saber quando
Se é uma etapa ou mesmo o fim
Eu vou acreditar
E não esquecer
Todos os agentes da saúde
Deste meu país e do mundo
E cito todos
Mas relevo as mulheres da limpeza
Que andam embrulhadinhas
E todas tão certinhas
Que eu não sei se é a Maria ou José
A cuidar de nós
E a desafiar esse gajo indecente
E para todos o meu obrigado
Passei uma noite horrível e pelas duas vieram dois anjos
Um homem e uma mulher, pela voz
E ajudaram-me a sofrer menos
E ao mesmo tempo veio a inspiração para este poema
Que é o meu agradecimento
Eu posso estar doente
Mas eu não sou mau
E não perdoo esse farsante
E contem comigo
E vamos uns com tinta e outros com mocas
Marcar esses seres e esmaga-los
E eu estou na linha da frente
Sou um Homem de afetos
De sentimentos
E gosto de jornais de notícias
E saber o que fazem os nossos maiores
Em telejornais tais
Mas o meu espaço é limitado
Estar só por enquanto e tal
E não sei se é apenas uma etapa
Ou o final
Eu quero acreditar
Que vou vencer
Que vamos vencer
Que o mundo vai vencer
E quando daqui sair
Se eu sair
Eu vou comer
Empanturrar-me
E apanhar uma piela
E ser mais amigo
Tolerante
Ser racional
E comprar um vestido de baile
Para minha Maria
E dar-lhe um beijo
De verdade
E dançar (que eu não sei)
E festejar em Maio
O Carnaval
Eu quero acreditar
E não vou chorar
Escrito à 7:23 de domingo--/--/2020
Com gana
Eu que tenho uma cãibra de escrivão
Assinatura legível em manuscrito encontrado entre os poucos haveres que o autor tinha na sua posse aquando do seu falecimento e cuja destruição foi ordena da e não executada pela sua filha que pediu a sua divulgação junto do pessoal da instituição de saúde.
Aos tombados e aos que querem honrá-los.