Começa esta semana a luta dura e longa do SFJ

      Esta é a última semana do mês de outubro. Portanto, começa esta semana a “luta dura e longa” anunciada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).


      Na informação sindical de 25-09-2020 do SFJ, este Sindicato afirmou que, depois do pontapé de saída dado pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) na greve dos três dias, daria início este mês de outubro a um processo de endurecimento da luta que, para além de dura seria longo.


      Assim, sendo esta a última semana do mês de outubro, essa luta dura terá que dar início, necessariamente, esta semana.


      Consta assim da informação sindical do SFJ:


      «Assim, e como já referimos na anterior Nota – Negociações / Greves de 20.09, face ao (des)tratamento que o Governo tem dado aos Oficiais de Justiça –, o SFJ entende que teremos de endurecer a luta. Para que fique bem claro, daremos início a um processo de luta duro e longo (Greve), a iniciar no mês de outubro.»


      Os Oficiais de Justiça acreditam que o SFJ honrará a palavra dada, embora muitos venham dizendo que a palavra dada não será honrada e que se trata de mais uma atitude de “(des)tratamento” dos Oficiais de Justiça ao nível daquele que é dado pelo Governo.


      O dito “(des)tratamento” que o SFJ refere que é dado pelo Governo aos Oficiais de Justiça não poderá ser semelhante àquele que é dado pelo sindicato maioritário que representa os Oficiais de Justiça.


      Já se tornou um hábito, ou uma tradição, implantada ao longo dos anos que aos Oficiais de Justiça se lhes prometa qualquer coisa para o tempo ir correndo sem que nada ocorra de facto mas seria muito grave que essa dita tradição tivesse contagiado um dos sindicatos que representa os Oficiais de Justiça.


      Portanto, o SFJ dará “início a um processo de luta duro e longo” nesta mesma semana, que passará por greves, porque tal o afirmou e da seguinte forma: “para que fique bem claro”.


      E não se trata de anunciar esta semana algo para depois, designadamente, para depois da discussão no Parlamento do Orçamento de Estado para 2021 ou da audição da ministra da Justiça no início de novembro; não, nada disso; não se trata de anúncios a ocorrer esta semana mas de luta concreta a ocorrer esta semana, porque isto mesmo foi o garantido aos Oficiais de Justiça, precisamente há um mês.


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Comentários

  1. Esperem sentados.

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  2. Oh pa, nao sejam assim.
    É que houve um erro gráfico.
    Seria um "processo de luta duro e longo (Greve), a iniciar no mês de outubro", logo que acabe a pandemia.
    Toda a gente se engana.

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  3. Então e o dito movimento extraordinário para este ano? esqueceram-se?

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  4. É lamentável a actuação do sfj.
    Vir agora, nesta altura, com um comunicado fazer prova de vida sem ter nada para dizer raia o ridículo.

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  5. À espera que o SFJ acuse a recepção de um mail desde dia 9

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    1. Bem pode esperar...mas arranje 1 cadeira confortável!

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  6. É uma vergonha a forma como o SFJ trata os associados e a classe que, perante o governo, representa.
    Quando se ocupam lugares de responsabilidade, se representam milhares de pessoas e as acções ou inacções podem afectar a vida desses e dos seus familiares, é preciso agir com ponderação, quer na acção, quer nas palavras.
    Quando se verbalizam falsas promessas de luta, está-se a dar vantagem à outra parte que, já habituada a tais procedimentos, sabe que são apenas meras palavras e que não chegarão a actos.
    Com tantas manifestações de má vontade por parte da tutela, com tanta falta de respeito já manifestada, porque espera o SFJ?
    O governo precisa de ser confrontado publicamente, precisamos de acção já e não de falinhas mansas.
    O comunicado hoje efectuado é uma afronta a todos os oficiais de justiça que esperam há vários anos.
    Sejam audazes, ajam. SEJAM SINDICALISTAS, representem a classe e quem vos elegeu.

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  7. Um silêncio e uma inércia absurda e patética!...

    Resta-nos a esperança de que o SOJ não baixe a guarda e que continue a liderar este processo de luta em defesa dos interesses legítimos dos Oficiais de Justiça.

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    1. Pergunte ao SOJ a opinião acerca do parecer homologado em DR em que é declarada extinta a greve de 1999. Aliás, este blogue que costuma ser tão atento esqueceu-se de opinar sobre tal publicação. Estranho!!!

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    2. qualquer acordo entre as partes,
      Parecer 7/2020 da Procuradoria Geral da Republica:

      "10.ª A execução da greve decretada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais em 2018 era incompatível com a manutenção da greve decretada pelo mesmo em 1999, de modo que, da declaração da nova greve, se pode concluir, com toda a segurança (art. 217.º, n.º 1, do Código Civil), que havia vontade de substituir o protesto inicial, assim lhe pondo termo;"

      Ou seja, a causa da extinção da greve decretada pelo SFJ em 1999, esteve na origem de uma greve decretada pelo mesmo sindicato em 2018 e não pela greve decretada pelo SOJ ao trabalho extraordinario!

      Não param de dar tiros nos próprios pés!...

      Mas quem ficam a coxear são os Oficiais de Justiça!

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    3. Bem, se a resposta se baseia numa reprodução que não é mais do que uma “desonestidade” argumentativa e atentatória aos nossos direitos, não merece comentários. Por fim e para que conste, quem deu azo a todo este “processo” com este lamentável desfecho, foi o Sindicato dos Oficiais de Justiça, cuja estratégia/necessidade de protagonismo não levou em devida conta o que já era matéria assente. Para alguns a memória pode ser curta mas a história dos factos nunca se alterará.

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    4. Uma mentira repetida muitas vezes não passa a ser verdade... o facto é que a matéria estava tão assente que ninguém se lembrava, até ao momento em que o soj apresentou o aviso prévio e na comunicação social denunciou o trabalho escravo. Até esse momento nem greve, nem referência a essa condição de que agora todos falam.

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  8. Pura ingenuidade quanto à minha "estranheza"...

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  9. embora se possa apanhar a boleia comunicacional oferecida pela intervenção do Sr. Deputado não parece poder ser muito frutuosa a sua iniciativa face à sua proximidade àqueles que têm ajudado a empastelar todo o processo negocial, como se viu com o recente apoio à proposta orçamental geral do estado em curso na AR. Ademais trata-se de membro de partido satélite doutro que também ajudou a viabilizar a continuidade da referida proposta. Pode ser conclusão abusiva mas esse apoio pode muito bem ser a retribuição do favor prestado com a realização do tradicional ajuntamento anual do primeiro fim de semana de setembro.

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