Promoções e Movimento Extraordinário este ano?

      As promoções que estavam anunciadas para um Movimento Extraordinário a realizar depois do Ordinário, por alegada falta de tempo em inseri-las no Movimento Ordinário, poderão não vir a ocorrer.


      Na altura da realização do Movimento Ordinário, ambos os sindicatos contestaram a falta de promoções e acabaram transmitindo a informação de que se realizaria depois um Movimento Extraordinário com o objetivo de realizar as tais promoções. Na altura foi até indicado um número de 200 promoções às categorias de “Adjuntos”.


      Há dias, na informação sindical do passado dia 25SET, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) referia o seguinte:


      «Aproveitámos ainda a reunião com o SEAJ, para manifestar o nosso repúdio pela não realização de promoções para Adjunto no Movimento Ordinário de junho de 2020, nem pela abertura, até à data, de Movimento Extraordinário para o efeito.


      Tal é inadmissível, muito menos as “acostumadas” desculpas de que aguardam autorização do Ministério das Finanças, quando já não há restrições inscritas no OE que impeçam a realização das promoções em falta.»


      Iniciado outubro, não há qualquer anúncio do tal Movimento Extraordinário, que se queria terminado ainda este ano, começando o tempo a ser curto para que se possa concluir um Movimento até ao final do ano.


      Assim, acreditamos agora que o anunciado Movimento Extraordinário e as anunciadas promoções, constituíram apenas artifícios para sossegar os sindicatos e, por via destes, iludir os Oficiais de Justiça. Afinal, nada de novo; nada a que os Oficiais de Justiça já não estejam habituados: promessas e mais promessas e até garantias firmes mas que sempre se desmoronam.


      Por tudo isto, na mesma informação sindical em que o SFJ refere que manifestou o seu repúdio pela não realização do Movimento Extraordinário, refere também que “face ao (des)tratamento que o Governo tem dado aos Oficiais de Justiça, o SFJ entende que teremos de endurecer a luta. Para que fique bem claro, daremos início a um processo de luta duro e longo (Greve), a iniciar no mês de outubro.”


      Estamos já a aguardar o tal processo de luta dura.


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      Fonte: “SFJ-Info-25SET”.

Comentários

  1. Mas alguém com o mínimo de bom senso acredita, ou acreditou, que iria haver um movimento extraordinário para realizar promoções??? Pensem um bocadinho, se não há novos ingressos vão promover os actuais auxiliares??? E depois como era? Ficavam os lugares de auxiliar por preencher? Tenham juízo. Para haver promoções (mais que justas, atenção!!!) tem de haver novos ingressos. E o problema reside precisamente aí: é que com os actuais salários ninguém quer entrar para esta carreira. Quem é o maluco que aceita ir para Lisboa, Cascais, Sintra, Algarve, etc ... com um salário miserável de 700 e poucos euros?! Por esses valores é preferível ser caixa de supermercado à beira de casa. E para completar isto que eu digo, basta ver a lista que saiu no DR há poucos dias dos funcionários que não aceitaram as primeiras colocações do último movimento. Simplesmente nem apareceram!! Pensem nisso ...

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    1. Eles querem transformar a categoria de auxiliar num assistente técnico precisamente por causa disso.

      Assim até podem recolocar pessoal de outras áreas do Estado nos tribunais. É um win-win situation. Poupam dinheiro, quiçá para aumentar ainda mais os suplementos dos ilustres magistrados e resolvem a questão da falta de pessoal.

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    2. Muito bem visto.

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    3. Oficiais de Justiça no inicio da carreira muito perto do ordenado mínimo nacional.
      Mesmo com horas extraordinárias realizadas diáriamente, e são muitas, esse seu esforço não é compensado.
      As classes e carreiras que auferem o ordenado mínimo, se fizerem horas extraordinárias, são-lhes pagas conseguindo assim, e bem, um completento ao seu vencimento pelo esforço dispendido.
      Aos Oficiais de Justiça, é negada essa compensação.
      Oficiais de Justiça no inicio de carreira no limiar da pobreza, amarrados a uma disponibilidade permanente, sem qualquer compensação pelo trabalho extraordinário obrigatório.
      A caminho de uma forma de "escravatura moderna".

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    4. É verdade. Em Gaia e Vila do Conde, num supermercado de uma cadeia espanhola ganham-se 1000 € liquidos. É uma profissão digna como outra qualquer, mas sem a compexidade de um of. Justiça. Cumpts.

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  2. É isso e os destacamentos que ocorre para a ilha da Madeira sem qualquer critério. Mais do mesmo!!!

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  3. Enquanto isso... os nºs da greve continuam escondidos. Porque será? onde está a honestidade e respeito pelo esforço de quem perde 3 dias de vencimento? e a resposta à questão se os delegados sindicais perdem ou não vencimento, n é importante?
    Vamos ser sérios e informar a verdade, sem tabus e sem omissões, afinal para isso serve também este forum.
    FG

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  4. A caminho de uma nova escravatura?? Já andamos assim após a nova reforma do mapa Judiciario.
    Quando acabaram com o lugar de secretário, vimos agora esse lugar apenas com funções administrativas. Criou-se o lugar de administrador para que? Estrangular mais a classe pois com juízes presidente e coordenador do MP, apenas ligam à estatísticas. Não me revejo mais como OJ, sinto nojo em ver colegas a serem mal tratados diariamente por magistrados, secretários e administradores, mas o que mais me enoja são os próprios colegas, aqueles que gostam muito nos gabinetes de magistrados etc, para falarem mal do colega ou dos colegas. Acreditem que já é um suplício entrar no tribunal.

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  5. Eu é que tive juízo!!! Fui trabalhar estes dias de greve. Estas greves não servem para nada. Ou melhor, servem apenas para mostrar que os sindicatos estão "activos" e que desenvolvem grandes formas de luta. Há quem ainda vá na cantiga. E o Estado até agradece pois é dinheiro que fica nos cofres e o serviço, de uma maneira ou de outra, vai aparecer feito. Grevezinhas deste género nunca mais!!!

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    1. A opção egoísta e egocêntrica, apesar de repugnante, não deixa de ser uma opção individual que se tem que aceitar. E tem que se aceitar como se aceita a existência de malformações cerebrais que produzem deficiências cognitivas. Trata-se de uma anomalia da Natureza mas não podemos exterminar tais pessoas.

      A deficiência cognitiva manifesta-se em graus de ordem diversa. Por exemplo, no caso em apreço, trata-se de uma ignorância desinformada e assumida, ainda por cima, com orgulho. Ignora, por exemplo, que o suplemento que recebe todos os meses e aos quais não diz que não, foi obtido pela luta sindical e com uma "grevezinha deste género". Ou seja, aquela "grevezinha deste género" permite-lhe hoje auferir um salário melhor, a cada mês e ao longo de anos, mas tem a distinta lata de julgar e depreciar o esforço e o prejuízo dos outros; outros estes que se sentam a seu lado no dia-a-dia, que até o ajudam ou ajudaram e a quem até ousa chamar “colegas”.

      Por outro lado, pertence ao género de indivíduos que têm ainda o desplante de ridicularizar as ditas “grevezinhas”, afirmando que só numa greve a sério, com um mês por exemplo, é que a coisa lá ia, porque sabe que uma greve dessas é inviável e que nunca a faria, pois teria outros argumentos para se desculpabilizar.

      Este tipo de pessoa tóxica polui a classe trabalhadora em geral e é fonte de contágio. Ignora toda a história da luta dos trabalhadores no Mundo inteiro e deita ao lixo o esforço de tantos trabalhadores que pelo Mundo fora lutaram afincadamente para que ele hoje tenha o horário que tem, aufira o que aufere e viva num Mundo em que se pode dar ao luxo de se estar a borrifar para os demais. Sim, é tóxico; sim, é poluente e, sim, é uma desgraça para si próprio e uma vergonha todos.

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    2. Olhe, vá mas é dormir porque é tarde e amanhã é dia de trabalho!!!

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    3. Se realmente é oficial de justiça, gostaria de saber qual o rendimento que amanhã dará a trabalhar numa secretaria judicial, estando até tão tarde nas redes sociais... Mais um moralista ... enfim... Entretenha-se com o seu blogzinho e passe bem!

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    4. Eh lá... afinal onde fica a liberdade por opiniões contrárias? Este não era um espaço livre? Parece-me que aquele comentário não insultou ninguém, era apenas uma opinião. "Anomalia da natureza"? "exterminar pessoas"?, quais, aquelas que entenderam não fazer greve?

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    5. Atrasado, deves pensar que és dono da verdade e da razão. Ele pode até ser uma vergonha para os que fizeram greve mas não te dá o direito de o insultares.

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    6. E é este o senhor que tem um blog que diz "defender" os oficiais de justiça. Mas só aqueles que com ele concordarem. Os outros são "anomalias da natureza". Devia ter vergonha.

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    7. O problema é que tem razão porque as anomalias prejudicam todos os colegas, são a desgraça da carreira, são os enterradores da carreira, e é por isso que as vitórias do passado permanecem no passado e hoje nada. O exemplo da conquista do suplemento é um bom exemplo.

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    8. Caríssimo, o suplemento foi uma esmola que deram, ao fim de décadas com o subsídio de risco aprovado em lei e nunca regulamentado.

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    9. Exatamente. E agora estamos a pedir outra esmola... como se fosse uma coisa do outro mundo: a integração do suplemento. Somos mesmo pobres a pedir. Ah ah ah

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    10. Já a Magistratura é às centenas de euros mensais, sempre que mexem nas suas remunerações...

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