Oficiais de Justiça declaram o seu estado de emergência
Os Oficiais de Justiça também declaram o seu estado de emergência.
O estado de emergência dos Oficiais de Justiça, justifica-se pelos muitos anos de abandono a que esta outrora digna carreira foi votada.
O estado de emergência dos Oficiais de Justiça é decretado para abranger todos os Oficiais de Justiça e não só alguns de maior risco, como aqueles que iniciam a carreira com pouco mais do que o salário mínimo nacional, colocados longe de casa, sem um vencimento digno que pague sequer as despesas.
Aos Oficiais de Justiça é-lhes imposto um trabalho permanente, sem horário de saída e sem sequer acautelar as horas de descanso, tendo a obrigação de estar disponíveis para trabalhar 23 horas em cada 24 horas de cada dia.
Esta disponibilidade permanente obriga-os a trabalharem pela noite dentro; pela madrugada dentro, devendo apresentar-se sempre à hora de entrada do dia seguinte e tudo isto sem qualquer compensação.
Nunca tiveram pagamentos extraordinários, como noutras profissões, porque as horas não são extraordinárias; são normais. A única hora em que se podem ausentar do serviço sem carecer de autorização, embora para isso devam invocar a greve, é entre as 12H30 e as 13H30, e isto em cada período de 24 horas.
O estado de emergência dos Oficiais de Justiça justifica-se porque quando um sindicato marca uma greve ao serviço fora de horas, durante as horas de descanso, por exemplo depois da meia-noite até às 09H00, o Estado sempre impôs serviços mínimos para essas horas, para que nem nessas horas de descanso seja possível descansar. Ao mesmo tempo, tratou de aniquilar uma outra greve que estorvava por não ter serviços mínimos, alegando o cumprimento da necessária legalidade.
E porque a legalidade só é alegada para certos assuntos e não para todos, o Governo nega-se, impunemente, a cumprir a Lei, designadamente a obrigação legal imposta por uma lei da Assembleia da República (artº. 38º da lei 2/2020 de 31MAR), motivo este pelo qual também devem soar as sirenes de emergência.
Já não há Oficiais de Justiça preocupados com a revisão e atualização do Estatuto profissional. E já não há porque se cansaram de o querer revisto e porque já perceberam que as intenções do Governo vão no sentido de destruir a carreira com tal revisão.
Portanto, neste momento, a maior conquista dos Oficiais de Justiça é o congelamento deste Estatuto velho. O facto de não ter ainda sido revisto terá que ser encarado como uma vitória, uma conquista, e não como uma perda.
Assim, não é por causa do Estatuto que se declara o estado de emergência dos Oficiais de Justiça mas por outros motivos como a alteração ocorrida à pressa no final do ano de 2016.
Se bem se recordam, em novembro de 2016, faz agora 4 anos, o Governo apressou-se a alterar o Estatuto para acabar com os três Movimentos Ordinários em cada ano e impor apenas um Movimento único anual, o que passou a vigorar de imediato em 2017.
Foi possível ao Governo alterar o Estatuto, introduzindo apenas esta mudança restritiva e castradora mas já não é possível ao Governo introduzir uma mudança tão simples como a integração do suplemento remuneratório no vencimento e, pasmem-se todos, nem sequer é possível fazer esta alteração quando a citada Lei (2/2020-31MAR) e o citado preceito legal (artº. 38º) impunham que esta alteração ocorresse até ao final do passado mês de julho, assim desta forma clara e de unívoca interpretação; motivo pelo qual, também por isto, se declara o estado de emergência dos Oficiais de Justiça.
A compensação que existia pela disponibilidade permanente, com um regime diferenciado de aposentação, foi unilateralmente eliminada pelo Governo.
A Assembleia da República impôs ao Governo, em letra de lei, que se criasse nova compensação, designadamente, apontando para um regime diferenciado de aposentação – atenção que não é pré-reforma; é reforma normal – mas a letra da Lei da Assembleia da República é, para o Governo, letra morta e nada foi feito.
O estado de emergência dos Oficiais de Justiça é, pois, de emergência por carência.
O Ministério da Justiça tratou de regularizar todas as situações reivindicadas por todas as classes abrangidas pela sua área de intervenção governativa e não deixou para o fim esta classe dos Oficiais de Justiça; não a deixou para o fim, porque a deixou ao abandono.
Para além do desamparo deste Ministério, há as manobras dilatórias e criadoras de ilusões, com promessas e garantias que nunca se cumprem.
Sem ir mais longe, este ano, logo que se verificou que no único Movimento do ano não haveria nenhuma promoção, com as manifestações de desagrado dos sindicatos, indicou-se aos mesmos que depois do Movimento Ordinário se poderia realizar um outro, extraordinário, sanando a deficiência e, também neste aspeto, nada sucedeu.
Este estado de emergência dos Oficiais de Justiça não tem nada a ver com o recente coronavírus e sua doença Covid19 mas está profundamente ligado à forma como o vírus atua, pois as carências dos Oficiais de Justiça contagiam-se a todos os elementos da carreira; neste momento já com mais de sete mil contagiados e a doença é muito grave, quase crónica, pois arrasta-se há muitos anos.
Por tudo isto, os Oficiais de Justiça declaram que, a partir de hoje, estão em estado de emergência com o propósito de salvar a sua vida profissional e, consequentemente, as suas vidas privadas, suas próprias e dos seus dependentes, todos em risco.
A profissão de Oficial de Justiça enferma deste grande risco de, por um lado, o Governo tencionar dividi-la em duas e, por outro, em não ouvir as vozes e não entender a linguagem gestual e escrita dessas mesmas vozes, mantendo-se propositadamente surdo, cego e mudo.

Numa altura em que há muita gente a ficar desempregada e passar dificuldades porque não têm como pôr comida na mesa, vem para aqui fazerem se de coitadinhos sabendo bem que, 80% dos casos não acontece isso. Os que estão sempre a queixar se sãos o adjuntos (não todos) não fazem nada mais nada menos do que cumprir despachos e juntar papel. Os auxiliares (não todos) então deviam era fazerem greve para reclamar por um salário igual ao dos adjuntos, porque esses sim para além de fazer diligências, cumprem despachos, juntam papel e fazem as mesmas coisas que um adjunto.
ResponderEliminarO vosso paleio do coitadinho já começa a enjoar! Porque existe auxiliares que estão 1/2 anos sozinhos a fazerem diligências e quem está sempre a queixar é os adjuntos que entra às 9h e saem as 17h!
Enquanto os auxiliares ficam para lá da hora!
Vá começam a ir ver as secções e informarem-se bem antes de virem escrever coisas sem nexo.
chama-se a isto desunião. é por isso é que a carreira tem os dias contados. Nunca vi tanta desunião nos OJs como agora. É por essa desunião que os OJs têm o que têm, que é o que merecem.
EliminarQuem é este "infiltrado"?
EliminarE porque não reclamar salário igual aos de Escrivão ou Secretários?
EliminarSó fala assim alguém anónimo claro. Venha para o meu Tribunal e trabalhe!
EliminarEste comentário só tem razão quanto à carga sobre os auxiliares e mal pagos.
EliminarQuanto a nivelar-se por baixo, pelo facto de haver desempregados que estão em pior situação, então digo-lhe que na china e outros locais do mundo há empregados (sim têm emprego) e que trabalham por um prato de arroz. Assim estando empregados e contentes por terem um prato de arroz se tu como OJ ficas contente por teres emprego mesmo escravo, então a china é uma boa comparação para te nivelares por baixo!
Antes de mais, sou ED.
EliminarConcordo parcialmente com o que o/a Colega escreveu. De facto, há muitos adjuntos que se comportam como o descrito: só cumprem despachos e não levantam "a padaria" da cadeira para nada, seja para atendimento , seja para diligências, levar e trazer processos dos gabinetes. A única coisa que lhes interessa é somente o cumprimento de despachos.
Por isso, percebo a revolta do/a Colega e de muitos auxiliares.
Agora, comparar com a China é desproporcionado.
Até comparar com a realidade laboral dos privados portugueses.
Não gosto mesmo nada do que leio.
EliminarÉ verdade colega e chega a ser mesmo triste com 63 anos de idade e 40 de carreira cada vez está pior que tristeza
EliminarResposta ao comentário Anónimo de 06-11-2020 às 08:42.
EliminarO comentário é incongruente, veja-se, por exemplo esta frase:
«O vosso paleio do coitadinho já começa a enjoar! Porque existe auxiliares que estão 1/2 anos sozinhos a fazerem diligências e quem está sempre a queixar é os adjuntos que entra às 9h e saem as 17h!»
Começa por referir o nojo do paleio para acabar precisamente com o mesmo paleio do coitadinho dos auxiliares.
Veja-se esta: «Enquanto os auxiliares ficam para lá da hora» Este é um problema que se aborda insistentemente: o trabalho fora de horas, a greve a esse trabalho escravo desenvolvido pelos Auxiliares... A grande preocupação desta página tem sido sempre aqueles que piores condições de trabalho têm e isso tem sido sempre abordado, a par do conjunto da carreira.
Por fim, veja-se esta afirmação:
«Vá começam a ir ver as secções e informarem-se bem antes de virem escrever coisas sem nexo.»
Os colaboradores desta página trabalham em secções, quer judiciais, quer do Ministério Público, detêm quase todas as categorias da carreira e estão bem informados porque estão lá realmente e sentem a vida real diária e desde há muito tempo.
"Escrever coisas sem nexo" e incongruentes, como o comentador fez, é algo que só alguém com uma grande confusão mental, falta de discernimento e leitor pontual, só agora aqui chegado pode dizer, por desconhecer a ação real desta iniciativa informativa.
Parece-me chegado o tempo de se EXIGIR ao SFJ explicações pela a sua inacção.
ResponderEliminarUm blogue consegue ser incomparavelmente mais aglutinador de conhecimento, prestar melhor e mais isenta informação, trabalhar mais e melhor do que um sindicato de festas de natal e pouco mais...
Isto de ser-se sindicalista e estar em listas partidárias tem muito que se lhe diga...
Excelente trabalho deste Blogue! parabéns e força para continuarem!
EliminarMuito agradecidos pela apreciação.
EliminarAtenção!!! que na realidade anónimos é coisa que não tem sentido nenhum o que existem são pessoas traiçoeiras e cobardes, que sequer tem a dignidade e a coragem de assumirem o que escrevem/pensam.
ResponderEliminarAo longo dos anos de existência desta página, sempre advertimos os leitores para o facto de haver diariamente um controle pidesco das publicações e também dos comentários, sendo até impressos e analisados ao pormenor, com frases sublinhadas, anotações à margem, etc. sendo enviados para tentativa de punição disciplinar (temos imensas cópias disto que afirmamos).
EliminarMais do que uma vez referimos a instauração de processos disciplinares, designadamente ao fundador da iniciativa, com penas de vários meses de suspensão de funções que o obrigaram a defender-se até ao Supremo onde acabou por vencer.
Assim, para proteção de todos e para evitar que passem por problemas semelhantes, sempre dissemos que não há qualquer problema na manutenção do anonimato ou na indicação de um nome qualquer, seja Duarte, seja Paulo, seja o que for, porque não há realmente prova de quem é. Aliás, se o comentador é mesmo o do nome indicado no comentário (06.11.2020-12:23) bem sabe da existência desta realidade punitiva.
Por outro lado, sempre defendemos que o que verdadeiramente interessa aqui não é a apologia e a exibição do "eu" mas a exibição e discussão de ideias e do contributo coletivo.
Por isso, reiteramos, não há nenhum problema no anonimato dos comentários e chega mesmo a ser muito recomendável que assim seja, pelo menos, claro está, nesta página; nas outras, designadamente no Facebook cada um está por sua própria conta e risco.
Coitados dos Oficiais de Justiça!
ResponderEliminarRecebem bem acima da carreira geral (para as mesmas habilitações), recebem um suplemento de recuperação processual, não sabem o que é o SIADAP, têm promoções automáticas, gozam de mais 6 dias de férias por ano (art. 59º), etc.
Mas são uns desgraçados. Só pergunto, se não estão bem por que não vão para outra carreira? Mobilidade, concurso público? Por que não saem da Função Pública e vão ver como é maravilhoso o mundo do sector privado? Já que é só regalias, fuga aos impostos, salários brutais...
Observem os vossos amigos, familiares, vizinhos. Ponham a mão na consciência. Se, ainda assim, continuarem a achar que estão mal, mudem-se! Saiam da função pública ou pelo menos desta carreira.
Só assim fala quem o faz por encomenda!
EliminarOs OJ estão tão bem que há una anos houve um concurso interno.
Dos que vieram, 3/4 (75%) regressaram aos lugares de origem.
este concorreu para oficial de justiça e chumbou nos testes, só pode.
EliminarPois que saiam todos os que estão descontentes. Todos!
EliminarVão para assistentes técnicos, vão para assistentes operacionais, vão para os privados.
Depois falamos.
E, entretanto, metam os olhos nos vossos filhos. Pensem nas oportunidades que eles têm... E vocês ainda se queixam.
Então e tu porque não concorreste para OJ? dores de cotovelo é?
Eliminarpara te nivelares por baixo, porque não vais para china trabalhar por um prato de arro?
EliminarAmigo, basicamente a sua estrutura de pensamento é a seguinte:
Eliminar-Compara habilitações, esquecendo que muitos dos OJ, têm mais habilitações que as exigidas (licenciaturas, mestrados, Pós graduações) o que por si só, é sinónimo de saber, conhecimento podendo revelar competência, mas a experiência também é grande fonte de conhecimento e esta apesar de cada vez menos, ainda há bastante pelos tribunais;
-Desconhece completamente o enquadramento histórico da função de Oficial de Justiça e o que é que ela representa para a cidadania;
-Quanto às promoções automáticas, também demostra ser um completo ignorante uma vez que não há progressões por norma automáticas ou não, já agora sabe porque é que se fizeram carreiras, promoções e escalões? Não sabe pois não, deixo-lhe uma dicazinha para estudo "Maslow";
-SIADAP, sendo um sistema de avaliação ainda ninguém conseguiu explicar porque é que NÃO AVALIA, será que é porque simplesmente é apenas um limitador de progressões??? também lhe dou novamente a dica "Maslow" ou "Herzberg", e se conseguir, ficará a perceber, só a título de exemplo, porque é que nos organismos públicos ninguém atende telefones, não sendo este ainda o caso generalizado dos tribunais...
-Acerca da consciência, tenha você consciência que se você não se der ao respeito ninguém o respeitará, se você não se valorizar ninguém o valorizará, veja como se pode valorizar e demonstre-o, pois a única medida para o valor do trabalho é a remuneração, e se o valor desta for baixo, o seu trabalho vale pouco, logo você vale pouco;
-Acerca de filhos, por acaso conhece muitos OJ cujos filhos demonstrem interesse em serem OJ? Não, pois não, isto se calhar quer dizer qualquer coisa... não acha???
Já agora, por acaso já pensou porque é que um país cuja única coisa que tem para vender é o trabalho dos seus cidadãos, paga tão mal esse trabalho, seja no setor público ou no privado? Isso por acaso estará relacionado com o facto desse mesmo país minúsculo, com apenas 10 000 000 de habitantes ter construido em poucas décadas empresas gigantescas como a EDP, a GALP, a SONAE, a Jerónimo Martins, a Brisa, etc, etc, muitas delas apagar os impostos na Holanda? Se calhar quando falar de opções alheias valerá a pena ir pensando nisto... não?
Acho que o amigo anda um bocadinho tontinho, e para não perder o equilíbrio pôs umas palas nos olhinhos, o que é uma excelente solução, pois os animaizinhos que usam palas nos olhos conseguem andar um dia inteiro à roda da nora e não ficam estonteados.
Para abrir um bocadinho os horizontes aconselho a leitura do livro "A cabana do Pai Tomás" de Harriet Beecher Stowe.
Quanto a comentários públicos, acredite não são o seu forte, você calado parece um poeta, postando, fica parecido com os animaizinhos de palas, numa perspetiva e com os borreguinhos noutra...
Bom fds e boas leituras...
Não diria melhor para tamanho bota de elástico!
EliminarMais defensor da revisão da legislação laboral no sentido de impor a aplicação, a todos os sectores, público ou privado uma norma idêntica à do artigo 65 dos Estatutos dos Oficiais de Justiça!
EliminarQue seria mais ou menos assim:
Ausência
"Os trabalhadores do sector público ou privado podem ausentar-se fora das horas de funcionamento normal do serviço, quando a ausência não implique falta a qualquer acto de serviço ou perturbação deste".
Alguns empresários, designadamente aqueles que habitualmente frequentam os Tribunais por razões pouco recomendáveis iriam aplaudir esta medida, justificando-a com o exemplo do que se passa nos Tribunais com a classe dos Oficiais de Justiça.
Vá ofender a sua mãe! Se não sabe discutir com elevação, vá chamar animal a ela.
EliminarAmigo, vejo que ficou magoado, mas não era essa a minha intenção, era tão somente abrir-lhe um pouco os horizontes…
EliminarJá vi que não consegui, apesar das minhas dicas e conselhos… falha que desde já me penitencio.
Falando de animaizinhos
Deixo-lhe outra…
Sabe porque é que não se deve ensinar um porco a ler? Não sabe, pois não?
Então digo-lhe que é basicamente por dois motivos:
1º - Porque não vai conseguir!!
2º - Porque irrita o porco!!
Continuo a desejar-lhe um BFS, pois já percebi que não é de leituras.
Mais um excelente artigo que deveria por a pensar os oficiais de justiça.
ResponderEliminarTambém partilho da ideia da não revisão do estatuto, ideia esta que me acompanha há já muitos meses.
Muito agradecidos pela apreciação.
EliminarOs Oficiais de Justiça em "estado de emergência"?!
ResponderEliminarNão me parece. Com teletrabalho obrigatório, as diminutas secções estão cheias!
Meus amigos, que converse ta.
Continuem subservientes.
A título de exemplo, o que dizer de 8 testemunhas notificadas para a mesma hora do início da manhã e ao fim de um dia, sim, um dia, não serem ouvidas, com Oficial de Justiça por almoçar, sem conseguir sequer urinar.
E o superior interesse dos filhos menores de Oficial de Justiça monoparental, sem retaguarda familiar, que muito para além da hora labora. É o Sr. Juiz do processo ou o colega da "Família" que isenta o dito Oficial de Justiça, junto da CPCJ, a quando dos atrasos participados na recolha escolar diária?
Reafirmo, que converseta.
É só politiquice e política não é trabalho.
Pois política não será trabalho, como diz, mas é com ela que tem que viver, porque existe realmente, domina toda a nossa vida e é dela que lhe nascem as condições de trabalho que, aliás, aponta como detendo defeitos. A correção dessas condições de trabalho não se faz com trabalho mas com política e, antes de tudo, com gente consciente da realidade e bem consciente dos problemas e da necessidade de reivindicação de melhores condições.
EliminarA "converseta" do comentador é antes uma "conversa da treta", porque queixa-se de tudo achando que só com mais trabalho é que se consegue melhorar as condições do trabalho, ou seja, um disparate.
Vejo que tem bons conhecimentos e gostos teatrais. Já quanto à realidade ... dada a sensibilidade que demonstra, não se percebe bem quais. Mas força, continue(em) com o bom trabalho informativo. Da discussão surge a razão.
EliminarÉ muito útil este Blogue.
Ps.Na vida estamos sempre a aprender.
A linha editorial deste Blogue defende o "político".
EliminarO que pensará a mesma sobre a "GREVE AO PROCESSO ELEITORAL"?
Será político quanto baste?
Ou também será considerada uma "conversa da treta"?
O "colega" descobriu só agora a greve ao processo eleitoral? É que a mesma já foi feita, e não foi a tanto tempo assim e só o facto de vir propor algo que já foi feito, sem sucesso, por culpa dos próprios, diz bem da atenção que dedica à profissão e às greves.
Eliminar... e o que andam a fazer os piquetes de greve nas greves?...
EliminarPorque não abrem os sindicatos os cordões à bolsa e pagam os dias de greve aos trabalhadores?
Sempre à procura de melhor.
EliminarSer Oficial de Justiça é uma qualquer digna forma de ganhar o pão. Mal escolhida a profissão, saltem fora os administrativos que instruam os processos. Não tem nada que se lhe diga.
Oh "colega" das 9.57h.
Eliminar"Há ", verbo haver.
... quando nem escrever sabe, que juízos de valor pode ou deve a terceiro, que de lado algum conhece, fazer? !
Vamos trabalhar na "data vénia" e na "politiquice" subserviente, assim entre os pingos da chuva a converseta avança e o "circo chega à cidade".
Agora, os problemas esses, continuarão.
Mas querem politiquice, aí vai, em 2021 queixa às instâncias europeias pelos diversos incumprimentos dos Estado Português.
Por fim, "oh colega" das 9.57h, não se deixe instrumentalizar, cultive-se e ajude sempre.
Concordo, o trabalho é o trabalho, e não é aí que os funcionários falham é exatamente na política, basta ler alguns dos comentários para perceber que muitos dos que por aqui postam, não têm consciência política e pior do que isso confundem a política com partidos.
EliminarUm dos grandes problemas atuais em Portugal e no mundo, é que as pessoas olham para a política com sentimentos de clubite, de cegueira clubística, o que por si só já está errado quanto ao futebol, quanto mais quanto a assuntos sérios como a cidadania ou rumo das sociedades.
Qual o cego que não gostaria de ver?
Então por que raio pessoas que veem, escolhem deliberadamente ser cegas?
A política é algo que tem a ver com a organização, direção e administração de nações ou Estados. Como é alguém pode pensar em alterar o que quer que seja na sociedade sem ação política. Pode-se ser de Direita ou de Esquerda, não é por isso que se estará certo ou errado, só se estará certo ou errado se aquilo que defende for benéfico ou prejudicial para o conjunto dos cidadãos.
Contrariamente ao que muitos pensam o problema do país não é ter políticos, é ter maus políticos, que depois de eleitos se revelam maus governantes, que tomam más decisões, que têm custos para o país, seja ao nível das finanças, dos atropelos do Direito ou da cidadania.
Precisamos muito, mas mesmo muito de bons políticos, como do pão para a boca.
Esta é a única explicação para o ESTADO a que isto chegou!!!
Deixo ainda uma palavra de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao "blog" que vai trazendo diáriamente assuntos importantes à discussão, que como é obvio são comentados por todo o tipo de pessoas, sendo algumas não conseguem ver para além do próprio umbigo, contudo "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".
Muito bem.
EliminarSe o Governo não legisla sobre os Oficiais de Justiça.
ResponderEliminarOs sindicatos que intercedam junto dos grupos parlamentares para a assembleia substituir o governo e proceder às alterações especificas.
Esqueçam o SIADAP e as tabelas do siadap, criem uma tabela especifica para os O. J
Não nos podemos resignar.
ResponderEliminarA Lei do Orçamento de Estado é para cumprir.
A Senhora Ministra da Justiça garantiu no Parlamento a resolução das reivindicações dos Oficiais de Justiça até ao final do ano.
Já decorreram mais de 30 dias sobre a greve decretada pelo SOJ e continuamos a ser ignorados.
O SOJ, a única estrutura sindical que efetiva e factualmente tem lutado em defesa dos legitimos interesses dos Oficiais de Justiça, tem que anunciar quais as medidas que se propõe desenvolver nos próximos dias.
"...outrora digna carreira....(???!!!!) Isto é ofensa a quem dignamente trabalha nos tribunais como a maioria dos Oficiais de Justiça.
ResponderEliminarNão é por razões materiais que a carreira deixa de ser digna.Aliás, sempre ouvi que "outrora" já os funcionários dos tribunais eram dos mais mal pagos na função pública, condiçāo que melhorou com a reforma na Administração.
Indignos serão alguns (poucos) que, dado pouca falta fazerem pela pouca motivaçāo com que exercem tāo honradas funções, bem podem mudar de vida, saír, procurando assim melhor remuneração, objetivo quase único que os move.
Antes de tentarem vir para esta difícil, quão digna carreira, pensem bem, informem-se sobre os seus conteúdos, façam contas, p.f.
De resto, falta só faz quem está.
Já agora, em emergência está a saúde de todos os cidadãos, essa é que é a verdade.
Não só! O Novo banco, a TAP e agora o hidrogénio!
EliminarCara colega Donzília Santos, lamento informá-la que não só está enganada, como está profundamente enganada, senão vejamos:
EliminarÉ claro que as razões materiais, não são tudo, mas são muito, pois se não existir o incentivo, de certeza que não há a motivação, mas vamos por partes:
Vou pegar em três palavras que podem ter significados aproximados, mas que de facto representam grandezas diferentes sobretudo, no que ao trabalho diz respeito que são:
• Valor
• Preço
• Custo
O que a administração (visão de vários governos, das mais variadas cores e formatos durante mais de duas décadas) vê em nós é apenas o custo, não vê valor e como essa mesma administração sabe que esta diferença é fonte de conflito e é de difícil sustentação do ponto de vista político, tem-se agarrado ao preço (tabela salarial) a qual mantém inalterada há décadas, sobrando-lhe apenas a preocupação (com a manutenção dos custos) apenas no que diz respeito às progressões, utilizando aí o subterfúgio da eterna crise, com o qual vai deixando cair o velho adágio “com festas e bolos se enganam os tolos”, deixando-nos na dúvida se há ou não “tolos”, porque festas e bolos não há. Contudo se fizermos as contas, ás atualizações que não foram feitas às tabelas, por via da atualização da inflação e por via das progressões que se deviam ter operado no tempo, verificamos que facilmente teremos um prejuízo acumulado entre 30.000 e 40.000 euros (valores por baixo), consoante as situações, no bolso de cada funcionário. Se aplicarmos o valor mais baixo 30.000 a 7.000 funcionários, teremos a módica quantia de 210.000.000 de euros de prejuízo no bolso destes, e nem sequer entrámos nas contas do que estes perderão na sua reforma por terem deixado de auferir tais valores. Portanto daqui se concluirá que apesar de não haver festas e bolos, há tolos.
Voltando à questão de fundo que é a motivação vou fazer uma abordagem bastante liberal.
Compete aos gestores de qualquer organização executarem as funções inerentes à gestão dessas organizações que são:
• Planeamento
• Organização
• Direção
• Controlo
Na função Direção deverá envolver:
• Liderança
• Motivação
• Comunicação
Por acaso a colega vê nos nossos serviços ser aplicado alguns destes aspetos?
Agora outro assunto, o valor do trabalho tem uma medida, que é a sua remuneração, se a remuneração é baixa então o trabalho tem baixo valor. Atendendo a estes aspetos ainda acha que a sua carreira é dignificada? Ser dignificada apenas por nós é suficiente?
Acorde colega, gastou a sua vida num trabalho a quem ninguém dá valor… e se não formos nós a exigir o valor… pode crer que não lho vão dar… aqui pela justiça continua-se a “poupar no farelo para gastar na farinha”
Excelente comentário de 08-11-2020 às 14:06. Será "furtado" para um artigo.
EliminarComentário de retórica, o de 08.11.2020, 14:06: que nada adianta ao que disse antes.Aliás, refere-se a "um trabalho a quem ninguém dá valor". Mentira!
EliminarA carreira judicial é tão digna hoje como outrora, ao contrário daquilo que está escrito no artigo do blog que comentei.Qualquer trabalho é digno.As pessoas que varrem ruas, recolhem lixo, fazem todo o tipo de limpezas, também exercem carreiras/profissões dignas e são mal pagas.O ócio é que traz todos os vícios, não o trabalho.Dignidade nāo se mistura com remuneração, com dinheiro.
Muitas outras carreiras começam com baixos salários, com deslocações para longe da residência habitual como elementos da PSP, GNR, Polícia Judiciária, SEF, Guarda Prisional, professores, com despesas elevadas e no entanto não desistem, mantém a motivação porque o objetivo é trabalho, sabendo-se que, em condições normais, quem trabalha é remunerado.Já para quem se encontra desempregado .......................
Vamos então lutar por melhores condições sim, mas sabendo dar valor, pois não sendo trabalho fácil (não há trabalhos fáceis, se fossem era diversāo), é DIGNO!
A colega leu o comentário de Anónimo a 08.11.2020 às 14:06????
EliminarUma carreira dignificada apenas por nós é suficiente? Se para si é... Para mim que sou uma pessoa bastante exigente, sobretudo comigo, não me levanto um dia em que pense, tens que trabalhar o melhor que puderes e souberes.... motiva-te... não existindo um dia em que entre no Tribunal sem motivação, sem ter metas para aquele dia, e que quando não consigo, saio fulo da vida, mas atendendo ao seu comentário, custa-me a perceber em que posição põe a cabeça para pensar o que expressa...
"Muitas outras carreiras começam com baixos salários, com deslocações para longe da residência habitual como elementos da PSP, GNR, Polícia Judiciária, SEF, Guarda Prisional, professores, com despesas elevadas e no entanto não desistem, mantém a motivação porque o objetivo é trabalho, sabendo-se que, em condições normais, quem trabalha é remunerado"????
"Já para quem se encontra desempregado" .......................????
"Vamos então lutar por melhores condições sim, mas sabendo dar valor"???
"pois não sendo trabalho fácil "???(não há trabalhos fáceis, se fossem era diversāo)????, é DIGNO???
Tem noção, colega??? Releia o meu comentário por favor, e discorde dele com fundamento, diga que é retórica, mas invoque motivos de ponderação elevada, mas por favor não se rebaixe nem a si nem à classe com estas tristes considerações (desculpe mas estou chocado - até fico desconfiado que será um "boy ou girl for the job", que não é OJ, mas sim um assalariado de um partido político à espera de melhor tacho)