Lista dos candidatos selecionados para Administradores Judiciários
Divulgou ontem a DGAJ a seleção dos candidatos a apresentar pelo Ministério da Justiça aos juízes presidentes para que, de entre eles, sejam escolhidos os que irão desempenhar as funções de Administradores Judiciários já a partir de 01-01-2021.
Esta lista dos selecionados está organizada por ordem alfabética e abarca todo o país, sem menção às comarcas concretas a que se candidatam.
Na seleção contam-se 47 candidatos, estando um deles admitido condicionalmente, constatando-se que uma parte muito significativa dos candidatos diz respeito a atuais Administradores Judiciários, muitos deles a exercer já desde 2014, isto é, tendo exercido durante duas comissões de serviço que se supunha que fossem as últimas, aliás, como sucedeu com os juízes que presidiram desde 2014.
Ao contrário da opção tomada pelo Conselho Superior da Magistratura, não permitindo que os juízes pudessem ser novamente nomeados, o Ministério da Justiça optou por incluir como candidatos os Administradores Judiciários já em funções, opção polémica que é contestada pelos Oficiais de Justiça e, obviamente, pelos seus sindicatos.
O facto de constarem na lista candidatos que já exerceram funções como Administradores Judiciários nestas duas últimas comissões de serviço, não significa, necessariamente, que venham a ser escolhidos pelos juízes que irão presidir os tribunais, pelo que, não sendo escolhidos, não será necessário debater a legalidade ou a moralidade da renomeação. No entanto, poderá sempre ser discutida a mesma legalidade ou moralidade da inclusão dos mesmos, especialmente se, com esta inclusão, existir exclusão de outros candidatos.
Ou seja, estamos perante a indicação de Oficiais de Justiça, isto é, perante um procedimento que visa a seleção de Oficiais de Justiça para alguns poucos lugares e, como não poderia deixar de ser, estamos perante um novo assunto que constitui mais uma polémica que afeta a carreira dos Oficiais de Justiça.
Será utopia pensar que a carreira poderá desenvolver-se de forma serena, pela normalidade dos atos e atuações, sem que, a cada passo, se vejam nascer novas polémicas?
Será utopia pensar que de cada nova polémica surge o debate, faz-se luz, corrigem-se os defeitos e tudo isto contribui para alcançar a serenidade da justiça na carreira?
A estas perguntas sobejarão respostas afirmando que, sim, é uma utopia.
Pode conferir os nomes dos candidatos através da seguinte hiperligação: “Lista Candidatos MJ ao cargo de Administrador Judiciário”.

Os senhores e senhoras administradoras podiam ter demonstrado alguma nobreza de carácter e não concorrer para novo mandato. Ficava-lhes bem e demonstrava que os oficiais de justiça, contrariamente à Administração e poder politico, estão cá para desempenhar um serviço público, respeitando as regras e fazendo-as respeitar.
ResponderEliminarverdade! mas essa qualidade é para poucos humanos!
EliminarA culpa não é destes candidatos. Enfim.
EliminarEnfim.Enfim. Chegou-se a isto.
Os exemplos vêm de cima!
ResponderEliminarBasta olhar o trato dado aos diferentes operadores judiciários.
DEIXEI DE ACREDITAR.
ResponderEliminarNÃO VAMOS TER NOVO ESTATUTO (POR UM LADO AINDA BEM).
NÃO VAMOS TER INTEGRAÇÃO DE SUPLEMENTO.
NÃO VAMOS TER REGIME DE APOSENTAÇÃO DIFERENCIADO.
VAMOS TER O QUE MERECEMOS TER, POR DEIXARMOS QUE NOS GOZEM E NADA FAÇAMOS.
POR NÃO QUESTIONARMOS, POR NÃO INTERVIRMOS E POR DEIXAR QUE REPRESENTANTES SINDICAIS TENHAM A POSTURA (MELHOR, FALTA DE POSTURA) QUE NÃO TÊM.
ATÉ PARA O ANO, OU, QUEM SABE, ATÉ DAQUI POR DEZ, OU MAIS VINTE.
SOMOS O QUE DEIXAMOS.
👏👏👏👏
EliminarChegamos a um ponto em que já não devíamos estar a pedir nada! Devíamos estar a exigir, como fazem, os restantes órgãos judiciários e vêem satisfeitas as suas reivindicações!!
EliminarSerá assim, tão difícil conseguirmos melhores condições, mais respeito (...) sem ter que mendigar!?
Temos direito a mais, a melhor, a ser respeitados, a sermos "mais pessoas", menos estatística, mais dignidade profissional (...)
Teríamos tanto por dizer, tanto para contar, pedidos a fazer!! Bastava nos ouvirem, bastava olharem para nós e por nós Oficiais de Justiça!! Enfim!
Enquanto Oficial de Justiça quero aqui manifestar a minha indignação relativamente às circunstâncias que resultaram na
ResponderEliminarMorte de Ihor Homenyuk e apresentar as condolências à sua família.
Apesar de não se enquadrar totalmente nos comentários ao artigo, também não posso deixar de me indignar com essa violação dos Direitos Humanos, que tirou a vida a uma pessoa, a quem o ESTADO tinha a obrigação de garantir a sua segurança.
EliminarMas é o que acontece que quando o ESTADO deixa de ser de DIREITO.
Enquadrando agora com artigo, também neste caso o Estado deixa de ser de Direito, para passar a ser de Direitinho....
Alteração das regras do jogo a meio, Administradores que participaram no processo de seleção dos novos Administradores, agora concorrem com eles para nova comissão de serviço....
Não há decoro neste País?
Já agora, porque é que raio, um Juiz vai exercer um cargo político?
Não sente enquanto profissional a necessidade e obrigação de manter a separação de poderes?
Qual será a sua real capacidade de manter a isenção quando voltar à Magistratura? Será que desapareceu a confiança política?
Sinto vergonha alheia...
Neste Ministério a única situação certa e correta é a Ministra... que apesar de Portuguesa é natural de Angola ....
Ou seja, os lambe botas têm lugar garantido!!
ResponderEliminarE porque é que são lambe botas? Conhece todos os candidatos ou todos os que exercem actualmente o cargo? Pensamento pequenino de quem se julga grande, mas que normalmente só disfarça a própria inépcia para fazer seja o que for. Preferiria certamente que o cargo fosse ocupado por alguém externo à profissão? Assim já não seriam lambe botas, não é? Se no futuro a profissão se ficar por oficiais de justiça que auxiliam magistrados a fazer actas e pouco mais, acabarão os lambe botas e tudo ficará bem, muito bem.
EliminarJornal o publico:
ResponderEliminar"Associação sindical quer que juízes em cargos políticos não possam voltar à magistratura
Se estivesse em vigor, medida faria com que dois secretários de Estado deste Governo não pudessem regressar à judicatura" .