Saiba tudo sobre a vacinação anti-Covid19 que hoje arranca

      Começa hoje, pelas 10H00, a vacinação anti-Covid19 com a administração das primeiras vacinas recebidas em Portugal. Como a receção das vacinas ocorre de forma faseada, foi delineado um plano de vacinação em que se definiram prioridades.


      Com este artigo de hoje pretendemos responder a todas (ou quase todas) as dúvidas que os nossos leitores, Oficiais de Justiça e não só, possam ter, tendo aqui compilado toda a informação que, ao dia de hoje, está disponível sobre este assunto.


      Assim, fazem parte do primeiro grupo prioritário 950 mil pessoas.


      Neste primeiro grupo prioritário inserem-se as pessoas em lares e internadas em serviços de cuidados continuados e respetivo pessoal; pessoas com 50 ou mais anos e com doenças cardíacas, coronárias, insuficiência renal ou doenças respiratórias, profissionais de saúde envolvidos em cuidados a doentes; profissionais das forças armadas, de segurança e de serviços críticos.


      Hoje mesmo Portugal dispõe de um lote de apenas 9750 doses da vacina da Pfizer. Assim, de entre as pessoas elencadas no primeiro grupo, foram escolhidos, para este início, os profissionais de saúde dos centros hospitalares de São João (Porto) e de Lisboa Central (do qual fazem parte o São José e o Curry Cabral).


      As pessoas incluídas nesta primeira fase de vacinação, que decorrerá de agora até abril, vão ser contactadas por mensagem escrita SMS onde lhes será perguntado se querem ou não ser vacinadas (a vacinação não é obrigatória).


      Caso as pessoas respondam que sim, que têm interesse em ser vacinadas – apesar de ser disparatada e ignorante a opção negativa – as pessoas receberão um novo SMS para agendamento com data, hora e local para tomarem a vacina.


      Mas como é que sabem o meu número de telemóvel?


      A listagem dos doentes prioritários será disponibilizada pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde aos agrupamentos de centros de saúde e vai ser feita cruzando dados de vários sistemas de informação.


      E se não tiver telemóvel para receber as SMS?


      Os centros de saúde vão tentar contactar as pessoas que não responderem às mensagens.


      A vacinação será realizada nos centros de saúde, em mais de 1200 pontos de vacinação, mas também nos lares e em unidades de Cuidados Continuados.


      E se não estiver inscrito num centro de saúde ou não tiver médico de família?


      Quem não tem médico de família pode pedir uma declaração a um médico do sistema privado que certifique a condição clínica exigida para a vacinação – caso se encaixe no grupo prioritário – e, depois, ir ao centro de saúde da área de residência tratar do processo e marcar a vacinação.


      No dia marcado para a vacinação, as pessoas marcadas devem dirigir-se ao local da marcação onde, depois da admissão, um enfermeiro inicia o registo no sistema, administra a vacina e conclui o registo. Logo de seguida, esse mesmo sistema apresenta a data da toma da segunda dose da vacina (a vacina da Pfizer é tomada em duas doses com intervalo de 21 dias).


Covid19-PlanoVacinacao.jpg


      Vejamos então as 3 fases de vacinação:


      Fase 1 (em dois momentos):


      1º momento, a partir de dezembro de 2020:


      – Profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados a doentes;


      – Profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos;


      – Profissionais e residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e instituições similares;


      – Profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).


      2º momento, a partir de fevereiro de 2021:


      – Pessoas de idade igual ou superior a 50 anos, com pelo menos uma das seguintes patologias:


      – Insuficiência cardíaca;


      – Doença coronária;


      – Insuficiência renal (Taxa de Filtração Glomerular < 60ml/min);


      – Doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.


      Fase 2 (a partir de abril de 2021):


      – Pessoas de idade igual ou superior a 65 anos (que não tenham sido vacinadas previamente);


      – Pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias:


      – Diabetes;


      – Neoplasia maligna ativa;


      – Doença renal crónica (Taxa de Filtração Glomerular > 60ml/min);


      – Insuficiência hepática;


      – Hipertensão arterial;


      – Obesidade;


      – Outras patologias com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico.


      Fase 3 (em data a determinar após a conclusão da segunda fase):


      – Toda a restante população elegível, que poderá ser igualmente priorizada.


Vacinacao.jpg


      O Governo lançou este sábado (ontem 26DEZ) uma nova página exclusivamente dedicada ao processo de vacinação contra a Covid-19. Este espaço está disponível através de duas vias: o sítio da DGS e o sítio Estamos On (portal do Governo com as diferentes medidas de resposta à pandemia).


      Esta nova página pretende esclarecer os cidadãos quanto a todos os detalhes relativos ao processo de vacinação, que começa este domingo, dia 27 de dezembro.


      Esta página vai fornecer toda a informação sobre a vacinação contra a Covid-19 através de uma linguagem simples e clara, respondendo às principais questões que têm vindo a ser levantadas desde o anúncio da chegada da vacina ao nosso país – por exemplo: “a vacina é eficaz?”; “a vacina é segura?”; “quais os diferentes tipos de vacina que serão administradas em Portugal?”; “quais os grupos prioritários?”, etc.


      Além da resposta a estas perguntas mais gerais existe ainda uma área nesta nova página com outras perguntas e respostas onde se podem encontrar esclarecimentos quanto a aspetos mais específicos como os efeitos secundários das vacinas ou o que fazer após estar vacinado.


      Entre os principais destaques da página encontra-se uma simulação que o utilizador pode preencher para ficar a saber em que altura será chamado pelo SNS para vacinação. Além desta ferramenta são ainda disponibilizados os contactos e linhas de apoio que devem ser utilizados pelos cidadãos que queiram saber mais sobre o processo de vacinação. A página disponibiliza ainda o Plano de Vacinação.


      Ao longo de 2021, a página contará com atualizações periódicas quanto à execução da campanha de vacinação, bem como outras notícias e informações de relevo.


      Assim, pode (e deve) aceder a esta nova página por uma das seguintes hiperligações: “Vacinação Covid19 SNS” ou “Vacinação Covid19 Gov”.


      Pode também aceder ao simulador para prever o seu momento de vacinação através da seguinte hiperligação: “Simulador”.


Covid19-MinistraSaudeFrasco.jpg


      Uma das perguntas mais comuns é saber se depois da vacinação, as pessoas vacinadas poderão deixar de usar máscara ou deixar de cumprir as demais restrições e precauções. A resposta é não.


      “Mesmo após ser vacinada, a pessoa deve continuar a observar todas as medidas preconizadas para a sua proteção e contenção da transmissão, incluindo o uso de máscara. Por um lado, um vacinado só se deve considerar protegido de doença sete dias depois da toma da segunda dose da vacina. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário. Por outro, desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática. As vacinas conferem proteção contra a doença, mas desconhece-se ainda se protegem também contra a infeção e a possibilidade de, mesmo sem sintomas, transmitir o vírus a outro. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos portadores do vírus sem o saber.”


      Quer isto dizer que a vacinação não terá correspondência, no imediato, a uma libertação. As restrições e as precauções devem continuar. No entanto, a médio e longo prazo, após a obtenção de um número considerável de vacinados, será possível começar a ponderar a tão ansiada libertação.


      As vacinas protegerão as pessoas que as tomarem, sem dúvida, mas as pessoas perguntam se as vacinas serão mesmo seguras. E sim, são seguras, porque “no desenvolvimento e aprovação das vacinas contra a COVID-19, tal como para qualquer outro medicamento, estão a ser garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos. Este processo beneficia de anos de investigação. Importa ainda realçar que o tempo mínimo durante o qual os vacinados foram acompanhados após a toma da 2ª dose, foi de oito semanas. Este período ultrapassa as 6 semanas, período durante o qual surgem habitualmente os efeitos adversos mais comuns após a toma de vacinas. Nestas vacinas, não foram observados efeitos adversos significativos numa frequência ou gravidade que coloque em causa a sua segurança.”


      Ou seja, há efeitos secundários? Sim, claro que os há mas isso não põe em causa a segurança nem a eficácia da vacina.


      “Tal como qualquer outro medicamento, também a vacina contra a COVID-19 pode ter efeitos secundários. As reações adversas reportadas por alguns participantes nos ensaios clínicos têm sido ligeiras e passageiras e incluem, entre outros: dor no local de injeção, fadiga, dor de cabeça, dor muscular, calafrio, dores articulares e febre.”


      Sintomatologia idêntica relacionada com a toma de vacinas ocorre com outras vacinas e, desde logo, todos os anos com a vacina da gripe. Há quem tenha esses sintomas, há quem não tenha nenhum mas, em nenhum caso, tal é motivo de se considerar a vacina como algo perigoso, a evitar e, muito menos, será motivo para qualquer tipo de manifestação ou campanha anti-vacinação, tão em voga nas redes sociais e nas parvas mentes que acompanham, difundem, se convencem e tentam convencer os demais com argumentos que não contêm absolutamente nenhum suporte científico.


Covid19-MinistraSaudeFrasco2.jpg


      A Comissão Europeia chegou a acordo com várias empresas farmacêuticas para a aquisição de vacinas que se mostrem eficazes contra a Covid-19, depois de comprovada a sua eficácia e serem aprovadas pela Agência Europeia de Medicamento (EMA, na sigla inglesa). São estes os convénios assinados:


      – BioNTech-Pfizer para a compra inicial de 200 milhões de doses, com a opção de compra de 100 milhões de doses adicionais. Esta foi a primeira vacina a ser aprovada pela EMA e é a que vai com começar a ser aplicada em todos os estados da UE desde hoje.


      – AstraZeneca, para a compra inicial de 300 milhões de doses, com a opção de compra de 100 milhões de doses adicionais.


      – Sanofi-GSK, para a compra de até 300 milhões de doses.


      – Janssen Pharmaceutica NV, uma das empresas farmacêuticas Janssen da Johnson & Johnson, para a compra de 200 milhões de doses, com a possibilidade de adquirir 200 milhões de doses adicionais.


      – CureVac para a compra de 225 milhões de doses, com a opção de compra de 180 milhões de doses adicionais.


      – Moderna para uma compra inicial de 80 milhões de doses, com a opção de compra de 80 milhões de doses adicionais.


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      Fontes: “página SNS”, “Vacinação Covid19 SNS”, “Vacinação Covid19 Gov”, “Plano de Vacinação” e “Visão Saúde”.

Comentários

  1. A promessa feita pela Senhora Ministra da Justiça, na sua última intervenção no Parlamento, fica mais uma vez por cumprir?!...

    As vicissitudes do incumprimento reiterado começam a ser preocupantes.


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  2. Disparatado, ignorante e perverso, é pôr em causa a liberdade e autodeterminação de quem opte por nao ser vacinado.
    É uma opção que pode ter fundamentos sólidos e um conhecimento profundo das suas consequências.

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    Respostas
    1. Igualmente disparatado, ignorante e perverso é entender que só vives tu neste mundo e que só tu tens diretos.
      É não perceber realmente o que é viver em sociedade, com regras.
      É achar que o mundo gravita em teu torno.

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