Oficiais de Justiça passam por mentirosos
Com espanto, muitos cidadãos são surpreendidos com a explicação dos Oficiais de Justiça de que os tribunais não se encontram encerrados, nunca estiveram encerrados e nem sequer vão encerrar.
A comunicação social de massas transmite, teimosamente, a ideia de que os tribunais passam muito tempo encerrados, seja nas férias, seja nas suspensões de prazos e agora, dizem, já fecharam por mais quinze dias e alguns abrem mas só para casos urgentes.
Esta falsidade, constantemente repetida na comunicação social, mesmo em tempos sem pandemia, vem criando nos cidadãos a imagem de uma justiça praticamente sempre de férias que não faz nenhum e, por tal motivo, os processos estão sempre atrasados. Nada mais errado.
Os Oficiais de Justiça têm a obrigação de ir esclarecendo os cidadãos que aquilo que a comunicação social de massas diz não é lei e nem sequer tem que ser verdade.
Os tribunais não encerram nunca, a não ser aos domingos e nos feriados que não coincidam com segundas-feiras. Para além disso, o horário de atendimento do público e o horário de funcionamento das secretarias não tem que ser o horário do funcionamento dos tribunais e não o é de facto. O funcionamento dos tribunais pode prolongar-se pela noite e madrugada adentro, pode desfasar a hora de almoço, interrompendo tardiamente durante a tarde, e tudo isso sem que os Oficiais de Justiça tenham qualquer compensação, seja do tipo que for, porque detêm um Estatuto que os obriga a uma disponibilidade permanente.
Convém dar um exemplo: um Oficial de Justiça que esteja numa diligência até às 4 da madrugada e chegue a casa às 5, tem a obrigação de comparecer às 9 e não terá qualquer compensação pelas horas trabalhadas, e quando se diz nenhuma compensação quer-se dizer precisamente isso: nenhum tipo de compensação: zero.
Os cidadãos que ouvem isto espantam-se, não só pelo facto de estar tudo normal nos tribunais, sem que haja encerramento como ouviram ou leram, mas espantam-se ainda mais quando ouvem a explicação da disponibilidade permanente, sendo esta a gota de água que faz com que qualquer cidadão pense que a explicação do Oficial de Justiça é mentira.
Os cidadãos acabam por não se acreditar na história da disponibilidade permanente e, de seguida, acabam também por não acreditar que os tribunais não estão encerrados ou não encerram nunca, uma vez que não foi nada disso que ouviram nas televisões ou leram nos jornais, bem pelo contrário, todos falam em encerramento. E quanto à disponibilidade permanente sem qualquer tipo de compensação, não se acreditam porque isso não existe em lado nenhum para nenhum trabalhador.
Sim, os Oficiais de Justiça, dizendo a verdade são considerados mentirosos, enquanto quem mente, por mentir tão bem, passa a ser considerado verdadeiro.
No entanto, qualquer cidadão que não acredite nos Oficiais de Justiça, demonstra bom senso, uma vez que o que lhe é relatado é algo inacreditável, é algo que não cabe na cabeça de ninguém, e, por tal motivo, manda a razoabilidade e a racionalidade que não se considere como verdade algo tão fantástico como é a realidade e a verdade dos Oficiais de Justiça.

Verdade
ResponderEliminarMais um trabalho que os sindicatos se têm demarcado.
ResponderEliminarQuando as diligências decorrem até demadrogada, principalmente em processos mediáticos, os jornalistas marcam presença e esperam pelas decisão das medidas de coação.
Os representantes dos Sindicatos, esperam, se é que esperam, em casa no sofá.
digo "de madrugada"
EliminarMas não há uma greve?
EliminarA triste realidade de um país, que em casos como este faz-nos lembrar um país do 3.º Mundo!
ResponderEliminarmesmo 3º mundo! triste sina
EliminarAinda não há data para a decisão instrutória da Operação Marquês?!...
ResponderEliminarSituação que devia ser sempre capitaliza pelos sindicatos e não o é.
ResponderEliminarQuase diariamente, em variadíssimas situações os sindicatos poderiam e deveriam alertar para tal e capitalizar para a classe.
Todavia, diariamente, nada, nada, nada. Até dois de tão fraquinhos e SEM VONTADE.
Quem devia esclarecer isso? Tinha de ser a Semhora Ministras da Justiça.
EliminarO exemplo deve vir sempre de cima...
Mas como? Se os sindicatos não chateiam a sra. Ministra.
EliminarMas não há uma greve? Vamos ser sérios. Perante a falta de coragem é mais fácil culpar os sindicatos. Se todos fizerem a greve, os jornais o que relatam é a importância dos oficiais de justiça, para o funcionamento da justiça.
EliminarPara se fazer greve é preciso convoca-la, devendo ser o maior sindicato a fazê-lo, de preferência acompanhado pelo sindicato mais pequeno.
EliminarColega, com os meus cumprimentos,
Eliminarno seu serviço existe de certo um delegado sindical poderá junto dele recolher a informação do SFJ ! Se não tiver essa possibilidade poderá sempre consultar o WEBSITE do sindicato que tem todas as informações sindicais e está lá a quantidade de vezes e natureza da intervenção Do SFJ junto do Ministério!
A culpa é sempre dos Oficiais de Justiça ou das Senhoras da limpeza!...
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