“Por favor, ajudem-nos todos!”

      O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, publicou na página do SFJ no Facebook, dois áudios sobre a sua participação no programa da rádio TSF denominado "Fórum TSF" e outro que é uma síntese e extrato dessas mesmas suas declarações citadas nas notícias horárias da mesma emissora de rádio.


      O assunto abordado na intervenção prende-se com as regras de segurança para evitar contágios nos tribunais e a alegação de que os magistrados estão a “marcar diligências sem garantir a segurança de todos".


      Pode ouvir as intervenções através das seguintes hiperligações: "SFJ-Fb#1" e "SFJ-Fb#2".


      Estamos com cerca de um ano de convivência com a pandemia, assistimos diariamente a infames recordes de mortos, isto é, de pessoas que morrem todos os dias; vemos o estado de catástrofe em que se encontram os hospitais, não só no interior mas também no exterior, agora com dezenas de ambulâncias paradas à porta a aguardar vez, e assistimos ao apelo desesperado de uma ministra da Saúde que, no Parlamento, pede ajuda, como se não fosse Governo:


      “Por favor, ajudem-nos todos!”


      Marta Temido avisou ainda que os próximos tempos “vão ser duríssimos”.


      À pergunta de um deputado sobre o Hospital de Miranda do Corvo, "prontinho a estrear" e que estará apenas "à espera" da Administração Regional de Saúde, Marta Temido responde: “O que temos são camas e espaço, não há um hospital onde há camas e onde há espaço, isso não é um hospital”. E acrescenta: “Há enfermeiros para mandar para lá? Há médicos para mandar para lá? Paremos de enganar os portugueses”, conclui a ministra da Saúde.


      Sim, paremos de enganar os portugueses e, antes de mais, paremos de nos enganar a nós próprios. Os portugueses morrem às centenas todos os dias por causa deste vírus, logo quando tanta proteção inventamos: máscaras de todos os tipos, distanciamento, arejamento, álcool-gel, teletrabalho, desfasamento de horários, confinamentos, restrições e proibições; tanto mas, afinal, tão pouco.


      O que falta? O que falha? Será mesmo responsabilidade de cada um? Será mesmo que cada um só age, ou não age, ou age de determinada forma, de acordo com as ordens que lhe são dadas, sem ser capaz de agir por sua própria conta e de acordo com o seu básico instinto de sobrevivência?


      Ao que chegamos: um membro do Governo apela: “Por favor, ajudem-nos todos!” e avisa: “os próximos tempos vão ser duríssimos”.


MinistraSaude-MartaTemido.jpg

Comentários

  1. Sim, a sr.ª Ministra tem razão. Já não existe profissionais no mercado para contratar. Não adianta abrir hospitais de campanha porque teriam de tirar profissionais de outros serviços e instituições de saúde para colocar lá. Escusam de vir pedir reforço de meios porque não há meios para reforçar.
    Se a generalidade dos cidadão do nosso país tivesse um conjuge exausto, em stress, e com sentimento de que já não sabe que mais pode fazer para ajudar, como eu assisto todos os dias no final de um dia de trabalho num hospital, chegando a casa a chorar, talvez começassem a ser um bocado mais responsaveis nas suas atitudes e pusessem de lado a imbecilidade e falta de civismo e patriotismo a que temos assistido diariamente em qualquer cidade, vila ou aldeia deste país.
    Quando a Sr.ª ministra diz por favor ajudem-nos, nãoestá a pedir para ajudar o governo, mas sim todos estes homens e mulheres que começam a ser impotentes para travar este inimigo, enquanto outros assobiam para o lado e brincam com esta autentica tragédia.

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  2. Urge mais fechar os tribunais do que as escolas; todos os dias dezenas de intervenientes processuais em cada secção que se multiplicam por muitas pessoas no pais todo - deslocam-se aos tribunais para diligências - enquanto numa escola os alunos que vão o dia de hoje à escola são os mesmo que os de amanhã, num Tribunal são todos os dias pessoas diferentes - milhares de pessoas!! é necessário denunciar isto! Onde andam os sindicatos? A OA manda no pais? é que parece que manda... e há conta destas politiquisses está a contaminar-se e a condenar à morte pessoas!!

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  3. As prescrições estão primeiro, as vidas estão depois!...

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  4. "Perante aquilo que consideram ser a fase aguda da pandemia, magistrados e advogados defendem que deveriam ser suspensas todas as diligências e julgamentos pelo prazo em que durar o estado de emergência, realizando-se apenas aquelas que são urgentes." - Notícia Público

    Era só uma questão de tempo até a OA dar o dito por não dito.
    O problema é quantas pessoas se infetaram e quantas poderão vir a morrer por causa desta estupidez. Quem toma as decisões deveria visitar os tribunais para ver as condições desumanas em que intervenientes processuais, o. justiça, magistrados e advogados se expõem ao vírus, mas tomam decisões enfiados em gabinetes baseadas em estatísticas FORJADAS para fingir que está tudo bem na justiça.

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    Respostas
    1. E continuam-se a exigir-se, de modo bizantino, a toda a hora, elementos estatísticos que impedem a tramitação de processos causando assim lesão grave aos interesses dos cidadãos.
      Urge um sinal politico forte para superar Dardanelos.
      Abandonar a corrida e assumir as culpas pelas inovações constitucionais executadas desde novembro, por pura vaidade intelectual, poderia provocar o sobressalto cívico generalizado e evitar o pior.
      E urge um sinal legislativo que acautele os superiores interesses de todos os titulares dos direitos cívicos.

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  5. No meu DIAP de uma comarca do centro do pais tenho 2 magistrados em que um teve a sensibilidade de nas diligências presididas dispensar o funcionário e a outra não (entende que não deve ser ela a escrever). Para além disso a sala das diligências é minúscula e a funcionar está colada á magistrada sem acrílico para que ela possa ler o texto. Já alertei a colega que se negasse a fazer as diligências dessa forma até estar criado as condições . Só as máscaras não chega. a colega demonstra medo da magistrada. Só á magistrada interessa a estatística. Enfim!!! É o país que temos.

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